domingo, 7 de novembro de 2010

JOÃO-BOBO, TESOURINHA, SUIRIRI E MIRACEMA

Esses dias o tempo tem andado encoberto e chovido, diariamente, em Miracema. Chuvinha fina e mansa, daquelas que os agricultores gostam; molha a terra e não machuca a plantação. Chuva suficiente para revigorar e tornar a vegetação exuberante, colorindo de verde à paisagem miracemense.

O velho ribeirão Santo Antônio está com suas águas limpas, caudalosas e varrendo suas margens. Com isso, os mosquitos deram trégua, pois suas larvas, juntamente com a poluição, que, infelizmente, é lançada no leito do rio pelos incautos, desceram água abaixo.

Para tirar fotografias, o tempo não ajuda muito. Mas, fazemos o que podemos. Mesmo com o tempo encoberto, flagramos um suiriri encolhido daqui, um joão-bobo jururu de lá, uma tesourinha abatendo uma presa na antena de TV de cá, um canário-da-terra-verdadeiro se escondendo da chuva acolá, e os passarinhos de Miracema, aos poucos, vão sendo registrados. Todos eles surpreendidos na zona urbana ou nas margens das estradas asfaltadas, porque as estradas vicinais estão enlameadas e oferecendo certo risco para motos.

Os cajueiros e mangueiras estão carregados. Os jambeiros também prometem muitos frutos: o piso da praça dona Ermelinda, por baixo dos velhos pés-de-jambo que ali existem, está colorido com as flores desprendidas deles. Nos velhos tempos, o vigia da praça permitia que a molecada pegasse jambo na madrugada. Era uma festa servida pela fruta que fazíamos por lá naquela época.

Enfim, deram utilidade para o antigo viveiro da praça. De pretenso orquidário, voltou para sua função original: tem por lá, hoje, um galante pavão com um harém de quatro fêmeas. E ele, constantemente, faz corte para suas damas.


Um bom domingo para todos!
É DIFÍCIL ACREDITAR, MAS ENEM ERRA OUTRA VEZ
Desta vez, o cabeçalho dos cartões de resposta inverteu a ordem das provas: informava que as questões de 1 a 45 tratavam do teste de ciências da natureza, quando o certo seria informar ciências humanas. Ocorrendo o mesmo nas questões de 46 a 90, ao invés de informar ciências da natureza dizia ciências humanas.

Para consertar o erro, o MEC informou que as pessoas que marcaram o cartão de forma invertida poderá solicitar a correção da prova ao contrário.

Também foi detectado problemas em algumas provas de cor amarela: havia uma folha em branco.

Dos 4,6 milhões de inscritos, 3,5 milhões participaram ontem do Enem. Hoje serão aplicados os testes de português e matemática.

Sequência de erros: O Exame Nacional de Ensino Média (Enem) em 2009 suspendeu o exame 2 dias antes das provas, por causa de vazamento de questões. Em dezembro do mesmo ano, o MEC mesmo sabendo que uma das questões seria anulada, aplicou as provas assim mesmo. Em agosto de 2010, dados pessoais de 12 mil estudantes ficarão visíveis no site do Inep. Também já houve divulgação de gabarito errado.

Ver matéria de hoje (aqui) do O Globo.

sábado, 6 de novembro de 2010

Poluição autorizada ameaça rio Pomba
Mancha de espuma ameaça meio ambiente na região noroeste

O rio Pomba, que atravessa vários municípios no noroeste do Estado, está com as águas negras e com uma espuma branca por conta da liberação de Lixívia (um composto químico usado para limpeza de superfícies) pela empresa Cataguases de Papel.

A companhia teria sido autorizada pela Agência Nacional das Águas (ANA) a liberar parte do produto armazenado justamente para evitar um crime ambiental, já que a empresa está com seus reservatórios abarrotados do produto químico. Mas por conta do baixo nível do rio, a quantidade de produtos químicos liberados – 100 metros cúbicos – está poluindo o meio ambiente.

Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estiveram no local e constataram que o lançamento está muito alto e estão pedindo a redução da emissão para 30 metros cúbicos. Neste sábado (6), uma equipe formada por técnicos da ANA e do Inea vai fazer uma nova vistoria para confirmar se a empresa está fazendo a liberação autorizada ou acima do limite estabelecido.

Em 2003, a liberação de mais de um milhão de metros cúbicos de produtos químicos pela mesma Cataguases Celulose no rio Pomba causou um desastre ambiental matando uma grande variedade de peixes e afetando até o abastecimento de vários municípios da região norte e noroeste do estado.

As informações são do site R7

Cedae diz que turbidez da água do Pomba aumentou 5 vezes. Na página 18 do caderno principal do O Globo de hoje também há matéria sobre este assunto. (Ver aqui)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CENSO DEMOGRÁFICO 2010 NOS MUNICÍPIOS DO NOROESTE FLUMINENSE
Com o término da coleta de informações, embora os dados ainda não tenham sido finalizados pelo IBGE, pressupomos que pequenos ajustes que possam ocorrer não vão provocar grandes alterações nos dados copiados hoje para a tabela abaixo.

Dos 13 municípios do NOF, em 10 deles houve decréscimo da população, se comparados com a estimativa feita pelo IBGE em 2009.

Somente em Aperibé, Varre-Sai e Itaocara que a população aumentou: 6,90%, 3,98% e 1,96%, respectivamente.

Nos demais municípios a população diminuiu, sendo os maiores decréscimos ocorridos em Italva (14,58%), Itaperuna (9,87%), Laje do Muriaé (6,56%), Santo Antônio de Pádua (6,34%) ... (continua na tabela a seguir)

No Noroeste Fluminense, a população recuou em 5%.

Fonte das informações: IBGE (http://www.censo2010.ibge.gov.br/resultados.php?&ue=33)
Maioria dos governadores eleitos quer volta da CPMF para financiar saúde
A matéria é do jornal Estado de São Paulo. 14 governadores são a favor da recriação de um imposto nos moldes da extinta CPMF (entre eles Antonio Anastasia, PSDB), 6 foram contra ,5 não opinaram (entre eles Sergio Cabral, PMDB) e 2 não foram localizados.

Praticamente todos os que defendem recriação de um imposto nos moldes da contribuição extinta em 2007 são da base governista, dos quais cinco do PT e seis do PSB; no bloco oposicionista, só o mineiro Anastasia se disse favorável à iniciativa. Apenas seis governadores de oposição - dois do DEM e quatro do PSDB - disseram ser contra a medida.

Ver a matéria completa aqui.
Incra identifica comunidades quilombolas no Rio e se prepara para disputa com Igreja Católica
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Rio de Janeiro reconheceu como remanescente de quilombo a comunidade da Pedra do Sal e estabeleceu os limites para a emissão do título de posse. A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado do Rio da última quarta-feira (3). No documento, também consta a identificação das comunidades de Cabral, com 50 famílias, no sul fluminense, e Sacopã, com 13, na zona sul da capital.

Instalada em uma região por onde devem ter desembarcado cerca de 1 milhão de africanos escravizados, atual cenário de um dos maiores projetos de revitalização da cidade do Rio para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, as 25 famílias da comunidade Pedra do Sal disputam a posse de suas casas com a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (VOT) e devem enfrentar um processo complicado até a emissão do título de posse.

Elaborado com base em laudos antropológicos, o documento do Incra declara que as famílias da Pedra do Sal são donas de uma área de 3.534 metros quadrados onde estão imóveis da Venerável Ordem Terceira, ligada à igreja Católica. A instituição alega ter herdado, de dom João VI, os terrenos, onde atualmente desenvolve projetos sociais, mas, segundo o Incra, não há documentos que comprovem essa doação. Procurada, a instituição não respondeu à Agência Brasil.

O superintende do instituto no Rio, Gustavo Souto, explica que as informações levantadas indicam que a área onde estão as famílias da Pedra do Sal pertencem à União. Segundo ele, com a publicação do relatório, a VOT terá 90 dias para contestar os dados e deve procurar a Justiça, assim como já fez anteriormente, na tentativa de barrar a regularização fundiária da comunidade.

A comunidade de Sacopã (Família Pinto), localizada na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, também deve enfrentar um processo contra os vizinhos, antes de conseguir o título de posse do terreno, assegurado pela Constituição às comunidades remanescentes de quilombo. Segundo o superintendente, "os moradores do bairro, um dos mais nobres da capital, já demonstram nos argumentos preconceito infundado contra os vizinhos quilombolas".

"Se ninguém contestar nada, se não houver um processo judicial longo, fora do controle do Incra, os títulos das três comunidades saem no próximo ano. Mas o mais provável são contestações contra Sacopã e Pedra do Sal. Já Cabral, em Paraty, deve trilhar um caminho mais simples", afirmou o superintendente.

Mesmo diante de mais uma disputa, os remanescente da Pedra estão confiantes, pois a VOT perdeu na Justiça outros processos contra a comunidade. "Passamos apertos, com desocupações forçadas e ameaças até a finalização do relatório [do Incra]. O fato de ele ter sido publicado é uma grande vitória", declarou o presidente da Associação de Moradores, Damião Braga.

Conhecida como Pequena África, a zona portuária do Rio é marcada por elementos da cultura afro-brasileira. Além do quilombo, abriga um antigo cemitério de escravos e o monumento à Pedra do Sal. No local, os estivadores, negros recém-libertados, descarregavam o sal e se reuniam em rodas de samba. Ali surgiram nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e Heitor dos Prazeres.

Atualmente, no Largo da Pedra do Sal, sambista se encontram duas vezes por semana.

Edição: Graça Adjuto

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Brasil fica em 73º em ranking de desenvolvimento social da ONU
Paula Laboissière e Vitor Abdala
Repórteres da Agência Brasil

Brasília e Rio de Janeiro - O Brasil ocupa a 73ª colocação no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado hoje (4) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O índice de 0,699, de acordo com o órgão, situa o país entre as nações de alto desenvolvimento humano e supera ainda a média mundial, de 0,624.

Ao todo, 169 países foram pesquisados. O resultado brasileiro se aproxima do IDH registrado para toda a América Latina e o Caribe, de 0,704. O índice varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano.

O país ficou em 11º lugar na América Latina e em quinto lugar na América do Sul, atrás do Chile (0,783), da Argentina (0,775), do Uruguai (0,765) e Peru (0,723). Entre os países do Bric, o Brasil ficou atrás da Rússia (que ficou em 65º lugar, com 0,719) e à frente da China (89º, com 0,663) e Índia (119º, com 0,519).

O Pnud destacou que a metodologia utilizada na formulação do IDH este ano sofreu alterações e que os números divulgados não podem ser comparados aos anteriores. O órgão, entretanto, recalculou o IDH brasileiro em 2009 com base na nova metodologia e apontou uma evolução de quatro posições no ranking.

Com base em novos cálculos, o índice brasileiro apresentou um ganho de 7,6% desde 1980. O progresso foi mais rápido do que o latino-americano (6,6%) e mais lento do que o global (9,3%). De 2005 para cá, a alta foi de 3,1% e, de 2009 para 2010, de 0,8%.

A lista do IDH em 2010 é liderada pela Noruega (0,938), seguida pela Austrália (0,937), Nova Zelândia (0,907), pelos Estados Unidos (0,902) e pela Irlanda (0,895). As últimas posições são ocupadas por Moçambique (0,284), Burundi (0,282), Níger (0,261), pelo República Democrática do Congo (0,239) e pelo Zimbábue (0,140).

O Brasil ficou acima da Geórgia (0,698), da Venezuela (0,696), da Armênia (0,695) e do Equador (0,695), e abaixo das Ilhas Maurício (0,701), da Macedônia (0,701), do Irã (0,702), da Ucrânia (0,710) e da Bósnia-Herzegovina (0,710).

O IDH engloba três aspectos considerados essenciais pelo Pnud para o desenvolvimento humano: o conhecimento (medido por indicadores de educação), a saúde (medida pela longevidade) e o padrão de vida digno (medido pela renda). O progresso, segundo o órgão, deve ser mensurado não apenas pelo crescimento econômico, mas também por conquistas em saúde e educação.

Na última década, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 2,7 anos, enquanto a média de escolaridade cresceu 1,7 ano e os anos de escolaridade esperada recuaram em 0,8 ano. A renda nacional bruta do país teve alta de 27% no período.

O Pnud também divulgou um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que avalia privações nas áreas de saúde, educação e padrão de vida. O Brasil ficou com 0,039, o mesmo índice da Turquia. Segundo o relatório divulgado hoje, o país tem 8,5% dos brasileiros vivendo nesse tipo de pobreza.

Além disso, segundo Pnud, 13,1% dos brasileiros estão em risco de entrar nessa condição. O país registra ainda 20,2% dos habitantes com pelo menos uma grave privação em educação. No caso da saúde, esse índice é de 5,2%, e, do padrão de vida, de 2,8%.

Edição: Juliana Andrade // A matéria foi ampliada