sábado, 2 de outubro de 2010

ÁREAS DE MATAS E FLORESTAS NOS MUNICÍPIOS DO NOROESTE FLUMINENSE
A série quinquenal, de 1970 a 1995 (sendo que de 1985 a 1995 o salto foi de 10 anos), da tabela abaixo, mostra que houve desmatamento de 31,74% das matas dos municípios do NOF, nos período 1970 a 1995.

Mas, se Italva for excluída do cálculo, tendo em vista que este município não consta da série 1970 a 1985, porque nesta época era distrito de Campos, o desmatamento na região aumenta para 33,92%. A área desmatada no NOF equivale a 10.365 gramados do Maracanã. Foram 8.551,03 hectares (ou 85.510.318,72 m2) de área desmatada em 25 anos.

Para efeito de cálculo de uma variação mais justa no período 1970 a 1995, o valor relativo a 1995 de Aperibé (que emancipou de Pádua em 1992) e de Varre-Sai (que emancipou de Natividade em 1991) se somados, respectivamente, aos valores de 1995 de Pádua e Natividade, mostrará que o desmatamento em Pádua foi de 43,74% e em Natividade foi de 24,67%.

Itaocara e Laje do Muriáe estão de parabéns. Ao contrário dos demais municípios do NOF, tais municípios promoveram reflorestamento de suas matas, no período 1970 a 1995, de, respectivamente, 23,53% e 9,44%.

Feito os ajustes necessários, os municípios que mais desmataram no período analisado foram: Bom Jesus do Itabapoama (-65,04%), Santo Antônio de Pádua (-43,74%), Itaperuna (-41,59%), Cambuci (-37,28%), Porciúncula (-32,79%), Miracema (-29,03%) e Natividade (-24,67%).

Os valores da tabela são os hectares de matas e florestas dos municípios do NOF.

_1970_____1975______1980______1985____1995____V.70/95__Municípios_______
0.000,00__0.000,00__0.000,00__0.000,00__0.241,98__00,000__Aperibé
4.276,40__2.170,19__2.652,94__2.934,38__1.495,09__65,04%__B.J.do Itabapoana
6.391,70__5.600,48__5.184,36__5.240,21__4.008,68__37,28%__Cambuci
0.000,00__0.000,00__0.000,00__0.000,00__0.830,63__00,000__Italva
1.794,20__0.781,14__2.209,18__1.826,43__2.216,37__23,53%__Itaocara
8.658,70__6.743,35__5.832,13__4.513,50__5.057,61__41,59%__Itaperuna
2.112,20__2.770,42__2.744,77__2.430,76__2.311,59__09,44%__Laje do Muriaé
2.774,30__2.594,71__2.912,45__3.196,08__1.968,88__29,03%__Miracema
5.084,90__5.876,53__5.028,21__4.923,51__1.711,51__66,34%__Natividade
3.202,90__3.815,99__2.832,52__3.729,04__2.152,68__32,79%__Porciúncula
3.854,30__4.495,72__3.679,36__3.433,69__1.926,29__50,02%__S. A. de Pádua
0.000,00__0.000,00__0.000,00__0.000,00__0.000,00__00,000__São José de Ubá
0.000,00__0.000,00__0.000,00__0.000,00__2.118,75__00,000__Varre-Sai
38.149,60_34.848,52_33.075,91_32.227,6__26.040,04_31,74%__NOF
Fonte: IBGE e IPEA
CENSO DEMOGRÁFICO 2010 NO NOROESTE FLUMINENSE
Mais um município encerra a coleta de dados, Laje do Muriaé, além de Aperibé e São José Ubá, porém o recenseamento nestes municípios ainda não foi finalizado pelo IBGE.

Resultados preliminares e sujeitos a alterações até hoje:

Laje do Muriaé – a população diminuiu de 7.997 habitantes, em 2009, para 7.467, em 2010 – queda de 6,63%. O número de domicílios ocupados decresceu de 2.423 para 2.397 – queda de 1,48%.

Aperibé – a população cresceu de 9.556 habitantes, em 2009, para 10.199, em 2010 – aumento de 6,73%. O número de domicílios ocupados subiu de 2.896 para 3.455 – crescimento de 19,30%.

São José de Ubá – a população diminuiu de 7.297 habitantes, em 2009, para 6.912, em 2010 – decréscimo de 5,81%. O número de domicílios ocupados aumentou de 2.211 para 2.260 - acréscimo de 2,22%.

A contagem parcial em Miracema encontra-se em 24.751, com 92% (baseado na população estimada em 2009) dos habitantes recenseados.

Na base deste XII Censo Demográfico que o IBGE está realizando este ano deverá se assentar todo o planejamento público e privado da próxima década.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Não vai votar? Veja como justificar aqui
Saiba o que é permitido e proibido no momento da votação
Priscilla Mazenotti - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A lei estabelece algumas regras para o eleitor na votação de domingo (3). De acordo com a Lei Eleitoral, não é permitido entrar na cabine de votação com telefones celulares ligados, máquinas fotográficas e filmadoras. Esses equipamentos deverão ser deixados com o mesário antes do início do voto.

O uso de broches e adesivos do candidato é permitido. Mas, a manifestação do eleitor dentro da seção eleitoral e nos seus arredores deve ser sempre individual e silenciosa. A lei atual já proíbe a confecção de camisetas de candidatos, mas, caso o eleitor esteja usando a camiseta do partido, o presidente da seção eleitoral poderá pedir a troca de roupa.

No dia da eleição, não é permitido o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comícios ou carreatas. A boca de urna também é proibida e punível com detenção de seis meses a um ano ou prestação alternativa de serviços à comunidade.

Este ano, o eleitor irá votar em candidatos para seis cargos na seguinte ordem: deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador (nesse caso, o eleitor deverá votar em dois candidatos, um de cada vez), governador e presidente. Durante a votação e depois de digitar o número do candidato, o eleitor deverá conferir o nome, o número e a foto do escolhido antes de confirmar o voto. Depois de ouvir o sinal sonoro, deve passar para a votação no próximo cargo. Ao final de toda a votação, aparecerá a tela escrito FIM.

Diante do número de cargos que serão escolhidos, o Tribunal Superior Eleitoral recomenda que se faça uma cola de papel com o nome e número do candidato. A estimativa é que cada eleitor demore, em média, um minuto e meio para concluir seu voto.

O eleitor poderá votar no domingo a partir das 8h. As seções estarão abertas até as 17h. Se o horário for encerrado e ainda houver filas, os eleitores receberão senhas para garantir o direito ao voto.

Edição: Talita Cavalcante

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

STF decide que eleitor só precisa de um documento com foto para votar

Débora Zampier - Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (30) que os brasileiros precisarão apresentar apenas um documento com foto na hora de votar. A decisão foi tomada em caráter emergencial, por 8 votos a 2, a partir de ação proposta pelo PT. Para o partido, a exigência de dois documentos era um exagero e poderia representar impedimento ao voto.

O julgamento foi paralisado ontem (29) por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes quando o placar estava em 7 a 0 a favor da ação proposta pelo PT. O julgamento foi retomado hoje com o voto de Mendes pela obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos. “Uma nova alteração há três dias das eleições poderá gerar insegurança", disse Mendes.

Mendes ainda destacou que a ampla propaganda institucional feita em favor da apresentação dos dois documentos deixou o eleitor suficientemente informado sobre a exigência. Porém, Mendes afirmou que pode mudar de opinião no futuro, uma vez que os ministros apenas analisaram o pedido de medida cautelar (urgência) feito pelo PT, e não o mérito da questão.

O julgamento seguiu com o voto do decano Celso de Mello, que votou com a maioria. “O Estado não pode agir imoderadamente, pois a atividade governamental está condicionada ao postulado da razoabilidade”, afirmou. Para o ministro, os dois documentos são obrigatórios, mas só a falta daquele com foto pode proibir alguém de votar.

Por fim, o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, votou com Mendes pela apresentação dos dois documentos. “A decisão da maioria acabou de decretar a abolição do título eleitoral. Ele passa a ser um documento de recordação do local de votação”, disse Peluso. Para o presidente, a exigência do título e do documento com foto não é inconstitucional e é uma garantia contra possíveis falhas de identificação que possam ocorrer no local de votação. “Não se pode perder de vista que as máquinas falham, estamos cansados de saber. O registro também pode falhar. Não há excesso de cautela ao se exigir dois documentos”, concluiu Peluso.

A votação a favor da apresentação de apenas um documento com foto foi aberta ontem pela relatora da ação, ministra Ellen Gracie. “Não é cabível que [a não apresentação de dois documentos] se torne um impedimento ao voto do eleitor. Essa análise é ofensiva ao principio da razoabilidade, uma exigência desmedida”, disse a ministra. Ela foi acompanhada pelos ministros Antônio Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.

Edição: Vinicius Doria
Classes C e D levam supermercados a registrar crescimento de quase 7% nas vendas este ano
Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O volume de vendas nos supermercados brasileiros cresceu 6,8% entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2009, quando foi registrado aumento de 2%. O mas faturamento do setor permaneceu estável, segundo informou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

“Esse é um sinal de que mais pessoas estão entrando no mercado de consumo. Estão entrando as classes C e D e, por isso, aumenta o volume de vendas. Mas o faturamento não aumenta porque essas pessoas compram produtos de valor mais baixo”, afirmou o presidente da Abras, Sussumu Honda.

As vendas em agosto cresceram 1,2% em relação ao mesmo mês de 2009. Já na comparação com julho, houve redução de 1,4%. Segundo Honda, os resultados são efeito da massa salarial que cresceu 8,8%, indicador que está ligado ao número de empregos gerados este ano.

De acordo com a pesquisa divulgada hoje (29) pela entidade, os itens que mais contribuíram para o aumento do volume de vendas foram bebidas alcoólicas (16,3%) e não alcoólicas (11,1%); alimentos perecíveis (9,2%); limpeza caseira (6,2%); mercearia salgada (5,2%); mercearia doce (3,9%); e higiene e beleza (3,7%).

A cesta de 35 produtos mais consumidos pela população teve, em agosto, queda de preço de 0,27% na comparação com o mês de julho. Com relação a agosto do ano passado, a cesta ficou 4,11% mais cara. As maiores altas ficaram por conta de papel higiênico (4,16%), carne (3,09%) e biscoito maisena (2,85%). Já os produtos que registraram as maiores quedas de preços foram cebola (-27,12%) e batata (-18,17%).

Edição: Vinicius Doria

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ÁREA COLHIDA DE ARROZ, FEIJÃO, MILHO, TOMATE E CANA-DE-AÇÚCAR NOS MUNICÍPIOS DO NOROESTE FLUMINENSE
Em 2007, o milho teve a maior área de colheita, entre as demais áreas compreendidas nesta análise, no Noroeste Fluminense, com 5.781 hectares. No período 2003 a 2007, houve expansão de 4,20% da área colhida.

Itaperuna e Bom Jesus do Itabapoana foram os municípios onde tiveram as maiores áreas colhidas de milho: respectivamente 1.800 e 1.000 hectares. Nestes municípios houve expansão da área colhida em, respectivamente, 12,78% e 5,26%. Miracema, embora tenha, comparativamente, menor área de colheita (280 hectares), mostrou a maior expansão: 55,56%.

Em seguida ao milho, a cana-de-açúcar teve 4.596 hectares colhidos no NOF, sendo Itaocara o maior produtor, com 1.950 hectares colhidos. A maior expansão foi em Italva: 400%.

Depois, o feijão ocupou a 3ª maior área colhida, com 3.122 hectares e expansão de 41,72%, sendo em Varre-Sai a maior colheita: 2.043 hectares. A área de colheita que mais expandiu foi a de Natividade: 294,29%.

A área de colheita do arroz mostrou que vem caindo: -9,44% no período 2003 a 2007. Itaperuna lidera com 370 hectares colhidos. A maior expansão de área ocorreu em Itaocara: 66,67%.

Cambuci e São José de Ubá lideram a colheita de tomate na região, com, respectivamente 355 e 350 hectares colhidos. Cambuci mostrou expansão nesta colheita (18,33%), enquanto em São José de Ubá a colheita recuou em -23,91%.

(1)____(2)____(3)_____(4)______(5)_____(6)____(7)____(8)_____(9)_____(10)_____Municípios
015__25,00%__0018__020,00%__0045__10,00%__012__20,00%__0025__000,00%__Aperibé
030__48,28%__0120__052,00%__1000__05,26%__020__33,33%__0455__062,50%__B.J.Itabapoana
200__33,33%__0110__022,22%__0560__06,67%__355__18,33%__0430__019,44%__Cambuci
150__37,50%__0100__042,86%__0320__00,00%__015__00,00%__0400__400,00%__Italva
250__66,67%__0030__020,00%__0200__11,11%__065__30,00%__1950__005,41%__Itaocara
370__05,71%__0125__066,67%__1800__12,78%__124__90,77%__0650__116,67%__Itaperuna
050__54,55%__0000__000,00%__0040__20,00%__010__25,00%__0080__060,00%__LajeMuriaé
120__09,09%__0070__250,00%__0280__55,56%__015__36,36%__0120__000,00%__Miracema
125__16,67%__0276__294,29%__0234__41,50%__030__33,33%__0134__039,09%__Natividade
080__38,46%__0180__005,88%__0180__43,75%__050__66,67%__0180__028,57%__Porciúncula
240__20,00%__0050__000,00%__0202__00,00%__095__01,06%__0132__000,00%__S.A.Pádua
300__36,36%__0000__000,00%__0400__33,33%__350__23,91%__0000__000,00%__S.J.deUbá
065__00,00%__2043__049,34%__0520__30,00%__020__50,00%__0040__100,00%__Varre-Sai
1995__9,44%__3122__041,72%__5781__04,20%__1161_00,17%__4596__028,49%__NOF
Fonte: IBGE e IPEA

(1) Área de colheita de arroz em 2007
(2) Variação da área de colheita de arroz no período 2003 a 2007
(3) Área de colheita de feijão em 2007
(4) Variação da área de colheita de feijão no período 2003 a 2007
(5) Área de colheita de milho em 2007
(6) Variação da área de colheita de milho no período 2003 a 2007
(7) Área de colheita de tomate em 2007
(8) Variação da área de colheita de tomate no período 2003 a 2007
(9) Área de colheita de cana-de-açucar em 2007
(10) Variação da área de colheita de cana-de-açúcar no período 2003 a 2007