sábado, 24 de janeiro de 2015

Noroeste Fluminense criou 729 empregos formais em 2014


No ano passado foram criados 729 postos com Carteira de Trabalho assinada na região: 176 na microrregião Itaperuna e 553 na microrregião Santo Antônio de Pádua. Em 2013, a região criou 2.238 vagas.

Foi em Itaocara o maior número de vagas criadas na região, 281. Em seguida em Miracema, com 168 novos postos, Santo Antônio de Pádua, com 73, Itaperuna, com 72, Italva, com 58, Natividade, com 38, ...

O setor que mais abriu vagas foi comércio, 329, sendo 313 na microrregião Santo Antônio de Pádua e 16 na microrregião Itaperuna. Em seguida serviços, com 279 novos postos, sendo 33 na microrregião Santo Antônio de Pádua e 279 na microrregião Itaperuna; o setor indústria de transformação foi responsável pela abertura de 219 vagas, 163 na microrregião Santo Antônio de Pádua e 56 na microrregião Itaperuna.

Em dezembro do ano passado, o saldo de empregos na região foi negativo: 286 demissões, sendo que 246 delas ocorreram na microrregião Itaperuna e 40 na microrregião Santo Antônio de Pádua. Em dezembro de 2013, a região registrou 177 demissões.

Em praticamente todos os municípios o saldo de empregos no mês passado teve resultado desfavorável.

Foi no setor indústria de transformação que houve o maior número de demissões, 88, sendo 71 na microrregião Itaperuna e 17 na microrregião Santo Antônio de Pádua. Em seguida no setor serviços, com 75 desligamentos: 81 demissões na microrregião Itaperuna e 6 admissões na microrregião Santo Antônio de Pádua.

Municípios compreendidos nas microrregiões do Noroeste Fluminense: Itaperuna – Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e Varre-Sai; e Santo Antônio de Pádua – Aperibé, Cambuci, Itaocara, Miracema, Santo Antônio de Pádua e São José de Ubá.

Crise hídrica no Rio pode suspender fornecimento às empresas

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas
 
Barra do Piraí - Estiagem o rio Paraíba do Sul na cidade de Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

Empresas na região da foz do Rio Guandu podem ser afetadas
pela crise, diz secretário Agência Brasil/Tomaz Silva
O secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, André Corrêa, pediu hoje (23) que a população do estado economize água. Correa não descartou a possibilidade de o abastecimento às empresas na região da foz do Rio Guandu ser interrompido para que o uso humano tenha prioridade em face da crise hídrica no estado.

André Corrêa afirmou que a prioridade será o abastecimento humano, e que, por isso, o bombeamento extra que afasta a água salgada do leito no fim do Rio Guandu pode ser interrompido, o que afetaria empresas próximas ao Porto de Itaguaí e do poló industrial de Santa Cruz.

De acordo com o secretário, o abastecimento de água para 75% da população no estado será garantido pelo volume morto do reservatório de Paraibuna nos próximos seis meses, mas, depois desse período, não está descartada a possibilidade de um racionamento no Rio de Janeiro. "Isso é muito difícil de acontecer, mas descartar eu não vou descartar".

Segundo o secretário, a possibilidade de racionamento é pequena e afirmou que, mesmo no pior cenário, em que chuva alguma abasteça o Paraibuna, o volume morto pode abastecer o estado nos próximos seis meses. Depois disso, no entanto, "medidas drásticas" precisariam ser tomadas.

Em 84 anos de medição do nível de reserva de água, André Corrêa ressaltou que o Rio de Janeiro convive com "a pior crise hídrica da história do Sudeste”. Ele destacou que o momento é crítico, mas não há motivo para desespero a ponto de a população adotar medidas como, por exemplo, a reserva de água desnecessariamente.

Com menor vazão de água, o Paraíba do Sul também tem enfrentado problemas como a entrada de água salgada em sua foz, na cidade de São João da Barra. Isso torna o abastecimento na cidade "o mais preocupante do estado", segundo Côrrea. 

O secretário defendeu a cobrança de tarifas diferenciadas pela Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), beneficiando quem gasta menos e onerando quem consome mais. Correa informou que o governo do estado estuda a viabilidade do projeto, bem como formas de reuso de água por meio de tratamento. Ele disse, porém, que o tratamento da água já usada não estará disponível em curto prazo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Rede estadual de ensino inicia segunda fase da pré-matrícula

Inscrições devem ser feitas no site Matrícula Fácil na próxima segunda-feira (26/1)
 
A rede estadual de ensino inicia a segunda fase da pré-matrícula na próxima segunda-feira (26/1), no site da Matrícula Fácil (www.matriculafacil.rj.gov.br). A data será destinada exclusivamente para os candidatos não alocados na primeira etapa. Os alunos que não se inscreveram ou não confirmaram a reserva de vagas na primeira fase poderão fazê-lo no período de 27 a 29 de janeiro. Na página eletrônica, haverá informações sobre o processo de inscrição, escolas com vagas disponíveis, idade para se inscrever em cada série ofertada, e como e quando confirmar sua matrícula.

A confirmação da matrícula deverá ser feita na escola em que foi selecionado, de 3 a 5 de fevereiro. Na ocasião, será preciso apresentar os seguintes documentos: carteira de Identidade ou documento que a substitua (certidão de nascimento ou casamento) - original e CPF, se possuir; histórico escolar ou declaração da última unidade escolar em que estudou, constando a série para a qual o aluno está habilitado, ficando o original na escola; carteira de Identidade e CPF do responsável legal, no caso de menor de 18 anos (original e cópia); laudo comprobatório de deficiências declaradas (se for o caso); comprovante de residência; e comprovante do atestado com tipo do grupo sanguíneo e o fator rhesus (fator RH).

As oportunidades são para: 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Regular; 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Inovador; 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Inovador – 1ª Geração; 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Normal (formação de professores em horário integral); módulos I, II, III e IV do Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos; 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental Regular; fases VI, VII, VIII e IX do Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos; Programa de Correção de Fluxo do Fundamental; 1ª 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Integrado: CEFFA Rei Alberto I (habilitação em Administração e Agropecuária), CEIA Barão De Langsdorff (Agropecuária), CE D. Pedro II (Produção de Áudio e Vídeo e Química), CE Infante Dom Henrique (Hospedagem) e CE Jornalista Maurício Azedo (Logística).

Imprensa RJ

FIRJAN: metade da produção industrial é direcionada para o pagamento de tributos

Estudo da Federação revela que carga tributária para a indústria de
transformação é de 45,4% do seu PIB, a mais elevada entre todos os setores

Itaperuna, 22 de janeiro de 2015

A carga tributária incidente sobre a indústria de transformação brasileira é de 45,4% do seu PIB, o que significa que quase metade de tudo o que é produzido pelo setor é direcionado para o pagamento de tributos. A indústria tem a carga tributária mais elevada entre todos os setores e praticamente o dobro da incidente sobre a atividade produtiva como um todo (23,6%). No país, a carga tributária apresenta trajetória ascendente desde 1996, tendo atingido o recorde de 36,42% do PIB em 2013.

Os dados são do estudo “A Carga Tributária para a Indústria de Transformação”, divulgado nesta quinta-feira, dia 22, pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Os setores de Serviços, Construção e SIUP (Serviços Industriais de Utilidade Pública) têm 17,6% do PIB comprometidos com a carga tributária; Comércio apresenta 35%; e os setores Agropecuário e Extrativo 5,4%. 

A carga tributária para a indústria de transformação não só é a maior como também foi a que mais cresceu entre 2009 e 2012 – houve aumento de 7,1 pontos percentuais. O crescimento é muito superior ao observado nos demais setores e reflete a combinação de crescimento da arrecadação e queda do PIB industrial no período.

O trabalho foi realizado com base em dados oficiais da Receita Federal que, no ano passado, divulgou pela primeira vez as informações da arrecadação tributária federal abertas por atividades econômicas e por tributos (PIS/Cofins, INSS, IPI, IRPJ, CSLL e Outros tributos federais). Somados com o ICMS, eles representam 66% do total de tributos pagos pelas empresas brasileiras, o equivalente a R$ 1,04 trilhão – de acordo com dados referentes a 2012. Somente a arrecadação da indústria de transformação alcançou R$ 322,7 bilhões.

ICMS é o principal 
fardo para a indústria

A análise da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que o principal fardo para a indústria é o ICMS cobrado pelos estados, responsável por mais de um terço (37,3%) da arrecadação. Em relação aos tributos federais, PIS/Cofins são os mais relevantes (21,7% da arrecadação), seguidos pelo INSS (13,2%). Já o IPI, apesar de ser um tributo tipicamente industrial, incidente sobre o valor das vendas, representa apenas 7% do total de tributos pagos pela indústria de transformação brasileira, percentual equivalente ao arrecadado pelo IRPJ e pela CSLL (7,6%), tributos cuja base de cálculo é o lucro.

Na comparação com os demais setores, a baixa participação da indústria no IRPJ e na CSLL chama a atenção para o fato de que o setor industrial tem a menor margem de lucro. Além disso, de 2009 para 2012 houve redução superior a 20% na arrecadação industrial destes tributos, por conta da redução da base de cálculo. Em contraste, nos setores de Comércio e Serviços, Construção Civil e SIUP houve forte crescimento destes tributos. 

No estudo, a FIRJAN ressalta que “a retomada do crescimento industrial passa inexoravelmente pela redução da carga tributária incidente sobre a Indústria de Transformação. Esta e o custo do trabalho certamente são os maiores entraves ao setor. Sem que sejam realmente atacados, continuaremos com produção e investimentos em baixa e, no final das contas, perdas de postos de trabalho”. 

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O estudo “A Carga Tributária para a Indústria de Transformação” pode ser acessado através do link  http://ow.ly/HKN5Y.

Sistema Firjan - Assesoria de Imprensa Itaperuna

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Rio Rural Emergencial para enfrentamento dos efeitos da estiagem no Norte e Noroeste fluminense

AVISO DE PAUTA
O governador Luiz Fernando Pezão e o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo anunciam, dia 26 (segunda-feira), às 11 horas, em Italva, na Região Noroeste, o Rio Rural Emergencial para enfrentamento dos efeitos da estiagem no Norte e Noroeste fluminense.

O plano de contingência contará com recursos do Banco Mundial através do Programa Rio Rural, na ordem R$ 30 milhões. O investimento será aplicado  em sistemas de nutrição para os rebanhos que sofrem com a falta de pasto e na perfuração de poços artesianos para uso coletivo.

Serão reservatórios de água para matar a sede do gado e também irrigar lavouras. Somente o trabalho de perfuração dos poços vai utilizar R$ 12 milhões.

Para execução do plano, foi nomeada força-tarefa formada por técnicos das empresas vinculadas à secretaria de Agricultura - Emater-Rio e Pesagro-Rio - e da Defesa Agropecuária. As ações vão beneficiar cerca de 13 mil pequenos produtores prejudicados pela estiagem e serão executadas durante todo o ano de 2015.

Para receber os benefícios os proprietários deverão adotar as práticas indicadas pelo programa Rio Rural, que promove a agricultura sustentável em 350 microbacias do estado.

Assunto: Anúncio do Rio Rural Emergencial (para enfrentamento dos efeitos da estiagem no Norte e Noroeste fluminense)
Dia: 26/01/2015
Hora: 11 horas
Local:  Assentamento da fazenda experimental de Italva, Ponte de Tábua - Italva/RJ

Secretaria estadual de Agricultura e Pecuária
Assessoria de Comunicação – (21) 3607-5404
Silvia Queiroz: (21) 98596-8160
Ana Angelica Gramático: (21) 98596-8161

Release encaminhado pela Agência Comuniqque

Táxis de Miracema são regulamentados pela prefeitura

Os táxis de Miracema já estão rodando de acordo com nova regulamentação - que visa maior segurança para o usuário - instituída pela prefeitura do município. Conforme o regulamento, os motoristas têm de estar inscritos no Cadastro Municipal de Motorista de Táxis e os veículos devem receber adesivos uniformizados estabelecidos pela Secretaria municipal de Transportes.


Existem na cidade três pontos de táxis: 1) na rodoviária, com 10 vagas; 2) na Rua Coronel Josino, com oito vagas; e 3) na Rua Francisco Procópio, com duas vagas.


Mais três pontos serão designados nos distritos: dois em Paraíso do Tobias e um em Venda das Flores.


Com informações e foto do Guia Muriaé, que por sua vez as obteve da PMM.

Copom mantém aperto monetário e sobe taxa básica de juros para 12,25% ao ano

Da Agência Brasil

Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou hoje (21) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano. O órgão manteve o ritmo do aperto monetário. Na reunião anterior, no início de dezembro, a taxa também tinha sido reajustada em 0,5 ponto.

Com o reajuste, a Selic chega ao maior percentual desde agosto de 2011, quando estava em 12,5% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o centro da meta de inflação corresponde a 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).

Em comunicado, o Copom informou que a decisão levou em conta o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação. A reunião durou cerca de três horas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , o IPCA somou 6,41% em 2014. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, o IPCA encerrará 2015 em 6,67%, acima do teto da meta. A projeção deve subir nas próximas semanas por causa dos aumentos da energia, dos combustíveis e da alta de tributos sobre produtos importados anunciados recentemente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que ainda está sob efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato. De acordo com o boletim Focus, analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano. 
 
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Frente fria leva chuva para Sudeste e Centro-Oeste do Brasil

Após pelo menos 20 dias de tempo atipicamente quente e seco, uma frente fria finalmente rompeu o bloqueio atmosférico e entrou no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, disseram meteorologistas da Somar.

A frente fria deve causar precipitação pluviométrica forte e generalizada sobre São Paulo, Rio de Janeiro, centro, oeste e sul de Minas Gerais, leste de Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e no leste e sudoeste de Goiás. Para estas áreas estima-se acumulado médio em torno dos 30 milímetros até 25 de janeiro. 

As chuvas devem beneficiar áreas agrícolas 

Em Mato Grosso, a situação permanece inalterada, com chuva em todo o Estado, mais intensa sobre o norte e oeste, com acumulado superior aos 30 milímetros, disse a Somar.

Ainda assim, as chuvas acumuladas em janeiro deverão ficar bem abaixo da média no Sudeste, segundo o Reuters Weather Dashboard, que estima 80 milímetros de precipitações sobre áreas de cana e café do Sudeste de agora até o final do mês. Cerca de 71 milímetros são esperados para o cinturão de soja do Centro-Oeste.

Com informações do Correio do Brasil

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

FIRJAN: 30% das indústrias fluminenses já sofrem com a escassez de água

Pesquisa ouviu 487 empresas em todo o estado:
56,7% já adotaram medidas para reduzir o consumo de água

Itaperuna, 21 de janeiro de 2015

Pesquisa realizada pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com 487 empresas revela que 30,6% delas já enfrentam problemas por conta do baixo nível nos reservatórios de água. Essas empresas empregam 59.849 trabalhadores, aproximadamente 15% dos empregos industriais fluminenses.

Entre as empresas que foram afetadas, 50,3% afirmam que o principal efeito sentido foi o aumento do custo de produção. A solução mais citada por elas para reduzir os efeitos da escassez de água foi o controle do consumo, apontada por 57% dos entrevistados. Controle de perdas na rede de distribuição foi citado por 28,5% e reuso de água, por 25,8%. 

Nos últimos dois anos, 56,7% das empresas já adotaram medidas para reduzir o consumo de água. Após a implementação dessas medidas, o resultado foi uma redução do gasto de água em 25,6%, em média. 

Outra pesquisa divulgada em dezembro de 2014 pela FIRJAN já apontara a água como o quinto item de infraestrutura mais importante para as indústrias, citado por 27% dos entrevistados, a frente de portos (16%), ferrovias (14%) e aeroportos (6%).

A região Sudeste atravessa, ainda nos dias de hoje, a pior estiagem dos últimos 84 anos. No dia 19 de janeiro, o nível dos reservatórios da Bacia do Paraíba do Sul estava em 1,4%. “Se não enfrentarmos seriamente a questão do saneamento, buscarmos novas fontes e tecnologias, e estimularmos a população e as empresas a economizar água, a Região Metropolitana do Rio pode enfrentar o mesmo problema atualmente vivido por São Paulo: a demanda por água será superior à capacidade de oferta. A indústria do Rio já vem fazendo sua parte, mas precisamos ser mais efetivos”, afirma Luis Augusto Azevedo, gerente-geral de Meio Ambiente da FIRJAN.

A pesquisa pode ser acessada no link:  http://ow.ly/HIaTv 

Sistema Firjan - Assessoria de Imprensa Itaperuna

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Justiça do Rio condena donos de sítio por prática de trabalho escravo

Da Agência Brasil

Os donos do Sítio Angelim, em São Fidélis, norte fluminense, Paulo Cezar Azevedo Girão e Marcelo Conceição Azevedo Girão, além do capataz da propriedade, Roberto Melo de Araújo, foram condenados por manter quatro pessoas sob condições de trabalho análogas à de escravidão por mais de 12 anos.

A decisão do juiz André de Magalhães Lenart Zilberkrein, da 1ª Vara Federal de Campos dos Goytacazes (RJ), na mesma região, atende a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), no município, e determina a prisão de Paulo Cezar por dez anos e seis meses; o filho dele, Marcelo Conceição, a cumprir pena de sete anos e seis meses; e o capataz foi condenado a sete anos de reclusão.

Na denúncia, o MPF indica que o pai contratou as vítimas com a promessa de salário mensal e que o filho o auxiliou na administração do sítio, além de atuar diretamente na exploração do trabalho escravo. O MPF aponta ainda que o capataz do sítio mantinha os trabalhadores sob controle, com ameaças e agressões físicas, caso tentassem fugir. A denúncia informa também que durante os 12 anos em que o crime foi praticado, as vítimas recebiam alimentação inadequada, dormiam em um quarto trancado e eram obrigadas a viver em condições subumanas.

O juiz determinou ainda o pagamento de multas, por Paulo Cezar Girão, no valor equivalente a 16 salários mínimos (R$ 12,608 mil); por Marcelo Girão, no valor de nove salários mínimos (R$ 7,092 mil); e por Roberto Araújo, em valor correspondente a oito salários mínimos (R$ 6,304 mil).

Para o procurador da República, Bruno de Almeida Ferraz, a condenação criminal representa um passo importante contra os crimes que atentam contra a dignidade e os direitos humanos. “Notadamente na região norte-fluminense, mais propícia ao desenvolvimento de trabalhos ligados à lavoura canavieira e que apresenta os maiores índices de trabalho escravo no Estado”, completou o procurador.