segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Resposta a cordial explicação da economia de 7 mil litros de combustíveis nos serviços dos tratores a proprietários rurais de Miracema, dada pelo meu digníssimo amigo José Souto, no seu Blog MIRACEMA (http://miracemarj.blogspot.com/):

Continuo afirmando que há controvérsia, pois se o serviço e combustível relativos aos tratores antes eram pagos pelo requerente do serviço prestado pela prefeitura, como pode ter havido economia de combustível? Ou o gasto com combustível não integrava a taxa que antes era paga à prefeitura? Supondo que integrava, pois tal taxa deve ter sido criada para cobrir os gastos com os tratores em relação ao serviço prestado, podemos inferir que a economia dos 7 mil litros de óleo diesel significa menos combustível gasto em 2009.
Que bom que você não questionou a ociosidade dos tratores!
Aproveito para questionar a falta de formalidade na requisição das máquinas, relatada por requerente deste tipo de serviço à prefeitura: “Deixe X litros de óleo diesel pago no posto, para a execução do serviço.” Sabemos que a burocracia geralmente pode atrasar a execução de serviços a serem prestados à população, mas também sabemos que ela é essencial no controle de qualquer organização. Ou não?
Um grande abraço, José

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Há controvérsia na notícia “Meio ambiente e agricultura têm muitas realizações e economia durante o ano de 2009”, publicada no sítio da prefeitura (http://www.miracema.rj.gov.br/)
Considerando que um trator teve capacidade de trabalhar 2.032 horas em 2009 (22 dias úteis x 12 meses x 8 horas, menos 10 dias de feriados), podemos afirmar que às 1.356 horas de trabalho dos tratores da prefeitura representam 66,73% da capacidade de trabalho de apenas um trator. Como a prefeitura dispõe de mais de um trator, podemos inferir que os tratores da prefeitura estiveram no mínimo cerca de 2/3 do tempo ociosos. Se considerarmos dois tratores, em vez de um, nos cálculos acima, tais tratores estariam ocupados em apenas 33,37% de suas capacidades de trabalho.

A economia de combustível (7 mil litros de óleo diesel) que a notícia da prefeitura diz ter feito, em relação a 2008, indica que os tratores da prefeitura deixaram de executar serviços equivalentes a esta quantidade de combustível, para atingirem o mesmo quantitativo de 2008. Ou seja, os tratores da prefeitura trabalharam em 2009 menos que em 2008.

domingo, 10 de janeiro de 2010

“A MORTE DA SEGREGAÇÃO DAS CALÇADAS DA RUA DIREITA”

Sem que houvesse imposição verbal ou escrita, as calçadas da rua Direita da Aldeia eram divididas pela própria população: os de classe social menos favorecida trafegavam do lado direito de quem desce a rua, enquanto os mais afortunados caminhavam do outro lado. Essa divisão das calçadas surgiu naturalmente, quando as pessoas se deram por si, estava lá a divisão.

E assim perdurou durante muitos anos, até que num Carnaval a prefeitura, influenciada pelo sucesso da festa popular do Carnaval da Bahia, montou um palanque na rua Direita, ao lado do Bar Jardinzinho, e colocou lá uma banda para tocar na sexta-feira de carnaval. E a população caiu no samba, sem perceber de que lado da rua os demais sambistas caminhavam na rua Direita. E Zé Navalha, famoso folião da Aldeia, comentou com amigos:

- A partir deste momento ficou decretada a extinção da segregação social das calçadas desta rua. Estava aqui comigo imaginando qual seria a minha fantasia pro Carnaval deste ano. Acabei de descobrir, vou me fantasiar de “A Morte da Segregação das Calçadas da Rua Direita”.

E os amigos pediram pro Zé Navalha detalhes da fantasia. E Zé respondeu: me aguardem amanhã aqui no Bar do Jardinzinho por volta de umas duas horas da tarde, que vocês vão ver.

E a ansiedade tomou conta dos amigos do Zé. Ninguém queria perder ver a fantasia dele, porque as ideias que o Zé tinha pra fantasias eram fellinianas e completamente imprevisíveis. E a notícia correu pela Aldeia.

Ainda era meio-dia do sábado de carnaval e já era grande a concentração de gente em frente do Bar Jardinzinho. Bolinha e Bradeco, que eram também exímios foliões e mestres na arte de se fantasiar, estavam lá a espera do “A Morte da Segregação das Calçadas da Rua Direita”. Às duas horas em ponto, o Zé Navalha despontou na rua Direita empurrando um carrinho de mão.

- Minha Nossa! Bradeco, é o que estou pensando?
- É, Bolinha. Do Zé Navalha você espera o quê?
- Desta vez ele extrapolou! rapaz. Isto vai deixar a cidade em polvorosa. Com uma coisa desta não se brinca.
- Mas o Zé brinca, Bolinha.

Apesar do sol escaldante, Zé navalha estava trajando terno preto, camisa branca abotoada até o pescoço, com a cara esbranquiçada de pó-de-arroz e nos pés somente meias. Dentro do carrinho de mão que ele estava empurrando havia uma urna funerária.

Ele parou em frente do Bar Jardinzinho, abriu o caixão e tirou de lá um monte de velas e acendeu em volta do carrinho. Entrou no bar e tomou mais uma dose (mais uma porque ele já vinha virado da noite anterior) e brindou o fim da segregação das calçadas da rua Direita, entrou no caixão e dormiu por umas duas horas. Quando acordou, foi tomar mais uma talagada no bar e ficou fazendo folia em volta do caixão. E assim ficou de bar em bar durante às 96 horas dos quatro dias de carnaval.

sábado, 2 de janeiro de 2010

PRÓSPERO 2010, MIRACEMA

Mais um ano se passou. Mais um ano que entra prometendo horizontes alvissareiros. O Brasil enfim está deslanchando a mil por hora. E que muitos respingos dessa arrancada esplendorosa se espalhem sobre Miracema e que os governantes saibam aproveitar os muitos PAC’s que já estão por aí e os que virão. Que a paz, sabedoria e harmonia imperem solenemente sobre todos nós, principalmente sobre aqueles que têm o dever de encontrar o triunfo que todos nós miracemenses esperamos.