sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aumenta os empregos formais no Noroeste Fluminense em setembro


Os empregos com carteira assinada aumentaram em 59,13% no Noroeste fluminense no mês passado. Foram 366 admissões ante 230 no mesmo mês do ano passado.

Itaperuna liderou as contratações na região com a criação de 286 postos de trabalho, sendo seguido por Miracema, com 36 admissões, Aperibé, com 20, Porciúncula, com 13, Natividade, com 12, Santo Antônio de Pádua, com 9, ...

Diante do cenário estadual e nacional, este resultado de empregos formais na região foi bastante positivo. O Estado do Rio registrou neste mesmo mês queda de 33,64% e no âmbito nacional os empregos formais também recuaram (- 28,10%).

De janeiro a setembro de 2012, as admissões de empregos formais no Noroeste Fluminense superaram os desligamentos em 1.405 empregos. Em relação ao mesmo período do ano passado houve recuo de 25,50%. Recuo este inferior aos que ocorreram no Estado do Rio (- 89,60%) e no país (- 30,64%).

Municípios que mais admitiram na região neste período: Itaperuna (533), Miracema (197), Santo Antônio de Pádua (193), Itaocara (157), Aperibé (116), Porciúncula (106), ...


Área de ocupação com agropecuária dos municípios do Noroeste Fluminense


A tabela acima demonstra a ocupação do território dos municípios do Noroeste fluminense com agropecuária. Na pecuária foi considerada apenas a criação de bovinos por ser a mais importante e a que mais ocupa a área dos municípios. 

A macrorregião onde a cobertura vegetal encontra-se mais devastada no Estado do Rio é a Noroeste Fluminense. Segundo indicador calculado por estudo da Fiocruz, que varia de zero a 1 (onde 1 é o ponto máximo de cobertura vegetal), o indicador do Noroeste ficou em 0,02, enquanto o da macrorregião em penúltimo lugar (Baixada Litotânea) ficou em 0,29 . Ver postagem sobre os indicadores aqui. 

O café trouxe muita riqueza para o Noroeste, mas contribuiu, em muito, para a devastação da cobertura vegetal da região. 
O cafeeiro rapidamente esgota o solo sobre o qual se assenta caso não haja o devido manejo. Na medida em que os cafezais diminuíam de rendimento com o passar dos anos, eram abandonados e novas faixas de mata nativa abatidas para implantação de novos cafezais. Humberto Machado observa a cultura extensiva do lado ocidental do vale do Paraíba; no entanto, suas constatações também se aplicam à faixa oriental, o Noroeste Fluminense (TÂNIA DE VASCONCELLOS, 2005): 

Ao fazendeiro não interessava a sua manutenção ou o seu reaproveitamento, enquanto existissem terras para serem devastadas. A reprodução dessa estrutura agrária era feita, conseqüentemente, pela incorporação de mais terras, além da força de trabalho

A disponibilidade de matas virgens e a baixa densidade demográfica da região, assim como a facilidade para obtenção de mão-de-obra, dificultavam as melhorias técnicas. A baixa relação homem-terra influenciou a forma de produção agrícola desenvolvida no Vale do Paraíba (MACHADO, 1993, p. 47). 

Por muitos anos entre os séculos XIX/XX a produção de café impulsionou o desenvolvimento da região. A pá de cal nos cafezais do Noroeste foi jogada por uma ação do Estado que, na década de 1960, através do Instituto Brasileiro do Café (IBC), patrocinou um grande programa de erradicação de cafezais que eram considerados esgotados e de baixa produtividade (Mizubuti, 1978). Essa erradicação se deu mediante indenização atrativa paga aos fazendeiros em espécie por pé de café erradicado. Pelos termos contratuais o café erradicado deveria ser substituído por outros cultivos, dentro de uma proposta de diversificação das lavouras com o objetivo de instituir-se uma agricultura comercial de mercado interno. Porém, essa diversificação não aconteceu ou perdurou. Hoje em dia, a lavoura de café na região se restringe basicamente aos municípios de Varre-Sai, Porciúncula e Bom Jesus do Itapoana (ver aqui). 

1950/70 - Esse período é coincidente ao de substituição da cafeicultura pela pecuária na região. A pecuária veio acentuar ainda mais o caráter predatório na relação com o ambiente, pois, [...] 
a substituição da lavoura do café pela criação de gado não liberou áreas para reflorestamento ou recomposição da capoeira. Pelo contrário, a pecuária favoreceu a retirada das últimas reservas” (SECPLAN/CIDE, 1988, p. 24) 

Na tabela acima se tenta fazer um exercício para encontrar a área de ocupação de cada município com a criação de bovinos, embora falte na tabela outras ocupações de áreas como a do perímetro urbano do município, etc, o que certamente contribuiria para diminuir a área de pastagem. De acordo com a tabela, a área destinada a unidade de bovinos na região é de 1,04 hectare, sendo maior em Santo Antônio de Pádua (1,30 ha), Varre-Sai (1,21 ha), ... , sendo que em Bom Jesus do Itabapoana, Aperibé, Itaperuna, Cambuci e Miracema a área é menor de um hectare.

Extraído do site Agromundo: A capacidade suporte das pastagens é muito variável, dependendo do tipo e da qualidade da forragem, em sistema rotacionado a pasto é de um pouco menos de 2 cabeças por hectare, mas nas grandes fazendas com suplementação e seleção, esse número pode chegar a 3 e algumas vezes até 4 cabeças.

A seguir, tabela com a quantidade de cabeças de gado dos municípios do Noroeste fluminense em 2011, com a participação de cada município em relação à região e ao Estado do Rio: 


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Perfil da pecuária de Miracema – 2011


O IBGE divulgou informações estatísticas sobre a pecuária dos municípios brasileiros em 2011, onde apresenta dados do efetivo dos rebanhos e a quantidade e o valor dos produtos de origem animal, além da participação da pecuária do município em relação à mesorregião, microrregião e unidade da federação. Tais dados relativos a Miracema foram reproduzidos na tabela abaixo.

Na categoria grande porte, Miracema apresentou 27.480 cabeças de bovinos, o que representou 5,7% do rebanho do Noroeste fluminense. Em relação à microrregião (Santo Antônio de Pádua, Miracema, Itaocara Aperibé e Cambuci) o rebanho miracemense representou 13,3%, enquanto em relação ao estado foi de apenas 1,2%.

O rebanho mais representativo de Miracema na categoria grande porte foi o de bubalino. São 168 cabeças, que representou 21,9% do rebanho do Noroeste fluminense.

Na categoria médio porte, o destaque de Miracema foram os suínos, com 2.578 cabeças ou 10,5% do rebanho do Noroeste fluminense.

Na categoria pequeno porte, Miracema se destaca na criação de galos, frangas, frangos e pintos, tendo no município 36.124 cabeças ou 21,5% destas aves do Noroeste fluminense. Na microrregião, Miracema foi o único município que apresentou criação de coelhos: com 106 cabeças, a criação do município representou 16,1% da criação do Noroeste fluminense.

A produção de leite de Miracema em 2011 representou 4,9% da produção do Noroeste fluminense. Foram 6,942 milhões de litros de leite produzidos em Miracema naquele ano.O destaque do município na produção animal foi ovos. Com 122 mil dúzias, o município produziu 20,1% dos ovos do Noroeste fluminense.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Governo do Estado do Rio de Janeiro reduz ICMS para setor têxtil


Benefício prevê alíquota de 2,5% para fabricantes de artigos de tecidos e acessórios de vestuário

O governador Sérgio Cabral sancionou a lei que reduz o ICMS de 12% para 2,5% para fabricantes de produtos têxteis, de confecções e aviamentos. A Lei 6.331 está em vigor desde o dia 10 de outubro, com validade até 31 de dezembro de 2018. O benefício, que é opcional, atende a reivindicação dos empresários do setor. Pelo novo sistema de recolhimento, o fabricante poderá adiar o pagamento do ICMS na importação de fio e tecido, contanto que a mercadoria desembarque em território fluminense. O adiamento também vale para a aquisição interna de matéria-prima, embalagem e demais insumos, além de materiais secundários.

Para a secretária em exercício de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Dulce Ângela Procópio, a lei fortalece e renova o setor no estado.

- Esse benefício consolida o setor têxtil, que já é referência por sua produção e sistemas de inovação. E, ao mesmo tempo, renova por proporcionar ao setor um horizonte de seis anos. Com essa perspectiva, os empresários fluminenses trabalham com segurança e, nós que vivemos no estado, temos mais e melhores empregos - afirmou.

Fonte: Imprensa RJ

FIRJAN apresentou tendências do Inverno 2013 a confecções em Itaperuna



Giro SENAI Moda abordou cenário da moda para empresários da região

O Sistema FIRJAN realizou nesta terça-feira, 16 de outubro, no Teatro FIRJAN/SESI de Itaperuna, mais uma edição do Giro SENAI Moda, evento que apresenta tendências de moda para o setor de confecções. Participaram pessoas do setor de confecções, que puderam conhecer as novidades para o inverno 2013.

Este evento, que é organizado todo semestre, apresentou os resultados das pesquisas feitas pelos técnicos do SENAI Moda Design em feiras e vitrines internacionais. O público participante pôde conhecer os resultados deste trabalho, de forma a enquadrarem seus produtos dentro de padrões de referência internacionais, aliando a cultura local com uma visão global.

Na apresentação, os técnicos do SENAI Moda Design falaram sobre os vários aspectos referentes à coleção Inverno 20123, que já começam a ser elaborados pelas confecções. Entre os pontos estão as cores (como o grande uso de preto, assim como dourado, púrpura, escarlate, e diversas outras), os aspectos (uso de camurça, acetinados, aveludados) entre outras informações, tudo isso focado nos cinco perfis de consumidores (Contemporâneo, Esportivo, Irreverente, Romântico e Sensual).

Além de abordarem moda de um modo geral, também foi falado especificamente sobre lingerie noite, que é o principal produto das confecções do Noroeste Fluminense.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Teatro FIRJAN/SESI de Itaperuna: no sábado “Amorzinho — Um conto de Tchekhov” e na sexta espetáculo em homenagem a Vinícius de Morais


“Amorzinho — Um conto de Tchekhov” no Teatro FIRJAN/SESI de Itaperuna sábado



Peça traz história de mulher que só vê sentido na vida quando está amando

O Sistema FIRJAN apresenta neste sábado, 20 de outubro, às 20h, no Teatro FIRJAN/SESI de Itaperuna, o espetáculo “Amorzinho — Um conto de Tchekhov”. As entradas custam R$ 15,00 (Inteira) e R$ 7,50 (Meia — Sócios SESI Clube, estudantes, terceira idade, portadores de necessidades especiais e jovens de até 21 anos).

A apresentação conta a história de Olenka, uma mulher que só vê sentido na vida quando está amando. O espetáculo narra, de forma lírica e bem-humorada, o longo período de sua vida, os dois casamentos, a dupla viuvez e o envolvimento amoroso com um terceiro homem.

A encenação é realizada pela Taranto Produções a já passou por diversos palcos do Rio de Janeiro.


Espetáculo no SESI de Itaperuna homenageia Vinícius de Moraes

Apresentação traz a obra do poeta em comemoração aos seus 99 anos

O Sistema FIRJAN apresenta nesta sexta-feira, 19 de outubro, às 20h, no Teatro FIRJAN/SESI de Itaperuna, a apresentação do espetáculo “Chega de Saudade — Vinícius de Moraes”. As entradas custam R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (Meia — Sócios SESI Clube, estudantes, terceira idade, portadores de necessidades especiais e jovens de até 21 anos).

A Dupla M's HL Show apresenta uma homenagem ao poeta e compositor Vinícius de Moraes no dia em que completaria 99 anos, interpretando algumas das belas canções e poemas em um rico e emocionante texto da renomada escritora Itaperunense Abia Dias. Maria Luzia Rabelo e Maria Helena Stephan representam a velha guarda da música de Itaperuna.

A apresentação conta com Luís Marcelo de Cerqueira (Narração, Voz e Piano), Maria Luzia de Cerqueira Rabelo (Narração, Voz e Piano) e Maria Helena Stephan (Interpretações Musicais).
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