quinta-feira, 7 de abril de 2011

EMPREGOS FORMAIS NO NOROESTE FLUMINENSE – FEV/2011
Em fevereiro de 2011, os desligamentos de empregos superaram as admissões em 22 empregos formais na região, enquanto no mesmo mês de 2010 as admissões foram maiores do que os desligamentos em 243 empregos.

Santo Antônio de Pádua e Itaperuna foram os municípios onde mais houve desligamentos em fevereiro de 2011, respectivamente, 70 e 38. Enquanto Laje do Muriaé, Natividade, Itaocara, e Aperibé registraram as admissões mais expressivas, respectivamente, 25, 19, 18 e 13.

De janeiro a fevereiro de 2011 houve na região aumento de empregos de 30,66%, em comparação a igual período de 2010. Itaocara, Miracema, Natividade e Bom Jesus do Itabapoama foram os municípios onde houve as admissões mais expressivas, respectivamente, 60, 44, 40 e 32.

As ocupações que apresentaram os maiores saldos na flutuação de empregos em Itaocara no acumulado deste ano foram: auxiliar de pessoal (10), cujo salário médio é de R$ 691,16; professor de nível médio do ensino fundamental (10), salário médio R$ 302,00; seguida por servente de obras (8), salário médio R$ 631,67. Em Miracema, as maiores ocupações foram: trabalhador em manutenção de edifícios e logradouros (10), salário médio R$585,73; seguida por ajudante de motorista (6), salário médio R$626,67; e costureiro de máquina (6), salário médio R$ 570,00.

Os dados da tabela abaixo foram obtidos no CAGED/MTE.

Saldo da flutuação de empregos formais no NOF
A intolerância é maior do que imagina a vã filosofia
6/4/2011 12:27, Por Sergio Nogueira Lopes, no site CDB

A demonstração de ignorância, racismo, intolerância e estupidez, ao vivo e em cores, no programa de uns humoristas na TV aberta, mostrou que o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) merece a fidelidade de quem o elegeu. É verdade. Cada voto está estampado em palavras e gestos deste parlamentar de tendência à ultradireita, que leva seu público cativo ao orgasmo sempre que vocifera impropérios do calão exato ao qual está acostumado a exercitar diante os seus, em casa, junto à mulher dele, aos filhos e a um cunhado o qual classifica, sem qualquer constrangimento, simplesmente de “Negão”. Nem cabe, aqui, relembrar o lamentável episódio, apenas repassá-lo sob a ótica da realidade brasileira, pois carece o público leitor das lentes translúcidas de uma análise equidistante da hipocrisia e da leviandade que reinam neste império tropical.

Essa figura pitoresca, é sempre bom frisar, não chegou ontem à vida pública. Cumpre o sexto mandato, eleito em outubro último, conferido por 120.646 votos. Se não bastasse, conduziu os filhos Carlos Bolsonaro, eleito na capital Fluminense com 28.209 para uma vaga na Câmara Municipal, e Flávio Bolsonaro, como deputado estadual no Rio de Janeiro, com 58.322 sufrágios. Eles são porta-vozes de um eleitorado garantido, que lhes rende poder e prestígio desde a queda do regime de exceção inaugurado há mais de quatro décadas e ainda insepulto, o qual ele e os seus ainda defendem com unhas e dentes. Falar em abrir os arquivos enterrados nos porões da ditadura, no gabinete do ex-militar, é comentar sobre a resistência da corda na casa de enforcado. Lembrar que o país vive um período de relativa democracia, então, será enxovalhar a memória dos heróis facistas que lhe polvilham a lembrança dos Anos de Chumbo, como os urubus que pontilhavam o céu dos sertões do Araguaia durante o Milagre Brasileiro.

Trata-se, porém, de um extremo da sociedade que, em qualquer sistema político do mundo, ecoa as vozes de parcela da população, doutrinada no capitalismo extremado, que se cristaliza nos regimes fascista e nazista, à direita, ou no comunismo mais rarefeito, como nas eras de Pol Pot ou do Kmer Vermelho. É importante, no entanto, que existam exemplares como este, da mesma forma que são imprescindíveis, na natureza, as formas de vida mais toscas, como as amebas, por exemplo. É óbvio que serão sempre pouquíssimos aqueles que se propõem, espontânea e voluntariamente, a alimentar tal invertebrado em seus intestinos. Mas a existência de tipos assim é necessária para a sobrevivência do protozoário, logo, merecem o reconhecimento da (imensa) maioria, que reconhece o perigo de conviver com o micróbio.

O tecido social brasileiro, no entanto, é esgarçado pela pressão dos discursos raivosos, pronunciados entre os dentes dos próceres desta fatia mais extremada da sociedade. Trata-se de gente intolerante, criada em um ambiente de ódio e nutrida por quilos de um poderoso veneno, cuja fórmula os judeus sentiram na pele, durante o Holocausto. Idem os negros, os ciganos e os homossexuais. Tal parcela da nação, longe de estar segregada em seu próprio meio, convive tranquilamente com a população e, ao contrário do que apregoam aos desafetos, repudiam a pecha do autoritarismo como a nódoa que lhes marca a existência, a exemplo das tatuagens na pele daqueles que feneceram nos guetos imundos da Alemanha de Hitler.

As lições da história são apenas contos da carochinha para quem acredita que a cor da pele, o credo religioso ou a preferência sexual são determinantes para a classificação dos seres humanos em uma espécie de escala na qual gente é medida com base neste ou naquele valor. Negar, porém, que tal escala exista é lançar mão, sem qualquer remorso, do expediente aplicado por avestruzes diante do perigo. Esconder a cabeça no buraco da ignorância não livrará os brasileiros de serem atropelados por um bonde carregado de miséria e rancor. Melhor será reconhecer a existência de uma casta pusilânime diante dos avanços da humanidade a relegar este bolsão de insensatez ao limbo do esquecimento, onde proliferam todos os fantasmas da humanidade.

Obviamente, o nobre deputado responderá, nas barras dos tribunais, por cada um de seus atos, posto a democracia assim o exigir. Mas não se deve, neste caso, combater o mal com um mal ainda maior, que seria o da intolerância descrita, em detalhes, na cartilha em que rezam o parlamentar, seus eleitores e simpatizantes. Estes, então, formam uma massa indistinta e enrustida, muito maior do que imagina a vã filosofia. Portanto, todo cuidado é pouco.

Sergio Nogueira Lopes é sociólogo e escritor, autor de Opinião Giratória, entre outros.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Folha e Globo querem lulismo sem Lula! Querem Vale tucana, mas perdem todas!
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador

A estratégia da velha mídia parece cada vez mais evidente: dianta da força de Lula (que tem o carisma e a história recente) e de Dilma (que tem o poder e o apoio de Lula), procura-se fraturar o lulismo. A idéia é abrir uma cunha entre os dois.

A operação está clara desde os primeiros dias do governo Dilma:

- elogios à postura de “estadista” de Dilma (“discreta”) em contraposição ao “populismo” de Lula;

- elogios à forma como Dilma conduziu a política econômica (aumento de juros, freio nos salários, corte de gastos), de forma “responsável”, em contraposição à “gastança” de Lula;

- elogios à “nova política externa” de Patriota, em contraposição à dupla Amorim/Lula.

Editoriais elogiosos foram a face visível dessa operação. A face invisísel são conversas ocorridas nos bastidores – conversas que têm como objetivo aproximar Dilma da velha mídia (por isso, ela foi à festa da “Folha”, por isso ela almoçou com a direção da Globo depois de participar do Ana Maria Braga).

Dilma mandou o recado: quero normalizar as relações com vocês. A velha mídia aceitou a sinalização. Vê com bons olhos o movimento, porque em algum momento precisará da força do governo para se contrapor à grana das teles. Sem apoio político, Globo+Abril+Uol não fazem frente às teles. Por isso, o jogo está sendo jogado, com suavidade. Aceita-se Dilma, e tenta-se vender a idéia de que Dilma é um lulismo melhorado. É um lulismo sem Lula.

Ok. Mas a velha mídia não brinca em serviço: enquanto afaga Dilma, ataca Lula.

A matéria de “Época” foi apenas o ensaio do que virá por aí. Sem o poder, imaginam os barões da velha mídia, Lula não terá como reagir. Imaginam, também, que Dilma não saírá em defesa do líder, deixará que ele se defenda sozinho.

A estratégia é descontruir Lula agora. Tolerar Dilma. Mais à frente, se necessário, parte-se contra Dilma. Aécio estará à espreita, preparado para entrar no jogo.

A movimentação na oposição mostra que a vez será de Aécio em 2014. Os outros sofrem…

- Serra está sob pressão. Alckmin quer empurrá-lo para a Prefeitura em 2012. Se aceitar, Serra terá contra si a pecha de assumir mandato e largar pelo caminho (como fez em 2006, largando a Prefeitura para concorrer ao governo). Se não concorrer, não terá máquina para se contrapor ao alckmismo em São Paulo.

- Alckminn tem que lutar pela sucessão em 2014; enfrentará PT e ainda Kassab (que pode fazer jogo duplo – apoio do lulismo e do serrismo por baixo do pano).

Aécio é quem tem a casa mais arrumada. Anastasia é bom gestor, afinado com Aécio. Não há disputa em Minas.

Resta a Aécio convencer a classe dominante brasileira de que ele pode gerir o país. Há quem não goste do jeito “collorido” do mineiro – afeito às festas e às aventuras amorosas.

Se Aécio se mostrar confiável, terá o apoio da velha mídia. Do contrário, o plano parece ser capturar Dilma para um lulismo sem Lula.

Os colunistas de jornal acreditam tanto nisso que chegaram a brigar para manter Agnelli (desafeto de Lula) na Vale. Como seria impossível, contentaram-se em “nomear” Tito Martins para o cargo. A”Folha” deu como certo que ele era o nome para comandar a mineiradora no lugar do Agnelli.

Dilma agiu por outros caminhos. Nomeou Murilo Ferreira para o cargo. Parece que a família Marinho e os Frias não mandam como gostariam no governo de Dilma.

Eles queriam lulismo sem Lula e dilmismo sem Dilma. Não terão nem um nem outro.

terça-feira, 5 de abril de 2011

ESTUDO DA FIOCRUZ – FEVEREIRO/2011
A Fiocruz realizou o estudo MAPA DE VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO DO ESTADO DO RJ AOS IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NAS ÁREAS SOCIAL, SAÚDE E AMBIENTAL (clique aqui).

O referido estudo apresenta metodologia desenvolvida para sintetizar, em uma única medida, aspectos ambientais, sociais e de saúde humana sensíveis à variações climáticas (anomalias de precipitação e temperatura), associados a cenários futuros de mudança global do clima, considerando o período 2010-2040. Esta medida resultou no Índice de Vulnerabilidade Municipal (IVM), que pretende subsidiar a incorporação dos riscos climáticos na formulação de políticas públicas no Estado do Rio de Janeiro (ERJ).

O blog Miracema.RJ pretende fazer sínteses deste estudo da Fiocruz para o Noroeste Fluminense. Porém, para melhor compreensão, aconselha-se ver o estudo completo da Fiocruz, cujo link foi disponibilizado acima.

Iniciaremos com o capítulo 2 do estudo (INDICE DE VULNERABILIDADE DA SAÚDE – IVS):

O IVS da população dos municípios do ERJ, o primeiro componente do Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG), sintetiza indicadores de morbidade e mortalidade relevantes no Estado, que são objeto de registro e análise pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Foram selecionadas, para compor o IVS, quatro doenças presentes de forma endêmico-epidêmica no ERJ: dengue, leptospirose, leishmaniose tegumentar americana (LTA) e diarréia em menores de 5 anos de idade, que apresentam formas de transmissão e persistência relacionadas com o clima ou podem se dispersar espacialmente devido a processos migratórios desencadeados por fenômenos climáticos.

Analisa-se a morbidade relativa às três endemias e a mortalidade oriunda de diarréia ocorrida em menores de 5 anos.

Segundo a tabela abaixo, cujos dados foram obtidos no estudo da Fiocruz, a tendência de:

- dengue nos municípios de Natividade e Porciúncula são maiores, com os registro em T de, respectivamente, 372,5 e 339,9. Em relação a epidemia de dengue registrada recentemente em Bom Jesus do Itabapoama e Santo Antônio de Pádua, parece que o referido estudo não mostrou a precisão que se pretendia;

- leptospirose em Porciúncula é a maior, tendo em vista o registro em T de 4,4.

- LTA (Leishmaniose Tegumentar Americana) em Laje do Muriáe apresenta o T mais elevado, 2,13.

- óbito por diarréia em crianças abaixo de 5 anos não foi expressiva em nenhum dos municípios. Aperibé não teve este item analisado pelo estudo.

Proporção de Casos, Incidência e Tendência de Doenças e Proporção de Óbitos por Diarréia de Crianças Menores de Cinco Anos e respectiva Tendência, por Município do NOF
Clique na imagem para ampliá-la
Onde:

- C representa a proporção (%) de casos ocorridos no município em relação ao total de casos ocorridos no Estado, em 2008, para cada uma das doenças consideradas;

- I é a taxa de incidência das doenças nos municípios por 100.000 habitantes, para 2008;

- T é o coeficiente angular (inclinação da reta), obtido a partir da respectiva séries histórica, para a avaliação de tendência de cada uma das doenças e de óbitos considerados;

- O representa a proporção (%) de óbito por diarréia em menores de 5 anos do município, no ano de 2007;

- M é a taxa de mortalidade, em menores de 5 anos por diarréia, por 100.000 habitantes, no ano de 2007.

- LTA é a doença Leishmaniose Tegumentar Americana.

Obs.: Quando da inexistência de registro de óbito por diarréia para crianças menores de cinco anos num município, não se avalia O e M para estes municípios e não se atribui peso para a respectiva mortalidade infantil, como foi o caso de Aperibé.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MAIS MIRACEMA RURAL DE DIAS ATRÁS
Garça-grande e anu-preto, carcará, canário-da-terra-verdadeiro e freirinha.
MIRACEMA RURAL DE DIAS ATRÁS
Bem-te-vi, sanhaço-cinzento e maracanã-verdadeira (ou arara-pequena).
EMPREGOS FORMAIS NO NOROESTE FLUMINENSE – JAN/2011
Em janeiro de 2011, as admissões de empregos superaram os desligamentos em 201 empregos formais na região, enquanto no mesmo mês de 2010 os desligamentos foram maiores do que as admissões em 106 empregos.

Os maiores saldos na flutuação de empregos em janeiro/2011 ocorreram em Itaocara (42), Miracema (33), Santo Antônio de Pádua (32), Bom Jesus do Itabapoama (29) e Natividade (21). Dentre estes, Miracema, Santo Antônio de Pádua e Natividade já vinham com saldo positivo na flutuação de empregos desde dezembro de 2010: respectivamente 26, 40 e 1 empregos (ver aqui).

Os dados da tabela abaixo foram obtidos no CAGED/MTE.