quinta-feira, 10 de junho de 2021

Noroeste Fluminense: No período 2010 a 2019, a produção de leite recua 21% e o rebanho bovino aumenta 16%

Em Itaperuna a produção de leite recuou 53,34%, enquanto o rebanho bovino aumentou 19,06%

No período 2010 a 2019, a produção de leite recuou 20,91% e o rebanho bovino aumentou 15,80% no Noroeste Fluminense. No Estado do Rio recuou 11,62% e aumentou 17,24%, respectivamente.

Em 2019, a produção de leite e o rebanho bovino do Noroeste Fluminense representaram 24,53% e 22,58%, respectivamente, destes do Estado do Rio.

A seca severa que abateu a região em 2017 e o elevado preço da arroba de boi tem influenciado abate ou venda de vacas e aumento do rebanho bovino. 


Neste período de 9 anos, a produção de leite em Itaperuna caiu 53,34%, enquanto o rebanho bovino aumentou 19,06%. Em seguida, respectivamente, São José de Ubá, com queda de 46,34% e aumento de 32,98%; Natividade, com recuo de 35,94% e aumento de 22,10%; Porciúncula, com recuo de 33,37% e aumento de 24.55%; Itaocara, com queda de 31,72% e 4,12%; Santo Antônio de Pádua, com queda de 24,66% e aumento de 15,15%; Miracema, com recuo de 20,74% e aumento de 4,11%; Italva, com recuo de 16,45% e 7,99%; e Laje do Muriaé, com queda de 8,96% e aumento de 9,92%.

Em Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana e Cambuci a produção de leite aumentou: 17,01%, 7,63% e 39,16%, respectivamente, e o rebanho bovino diminuiu 16,82% em Aperibé e aumentou 22,81% em Bom Jesus do Itabapoana e 18,48% em Cambuci.




sábado, 5 de junho de 2021

Dia Mundial do Meio Ambiente: reflexões sobre a sustentabilidade dos mananciais hídricos de Miracema

Triângulos: APA Miracema e RVS da Ventania. Imagem: SOS Mata Atlântica

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje (05/06), temos que celebrar e refletir sobre o que estamos fazendo em relação à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.

Atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia e a exigência, pela população, do cumprimento das leis por órgãos governamentais em todos os níveis são fundamentais.

Ótimo dia para reflexões sobre a sustentabilidade dos mananciais hídricos de Miracema, haja vista a seca severa que o município enfrenta em anos de chuva escassa.

Miracema tem 9,85% do território só de matas (fragmentos de remanescentes da Mata Atlântica) que necessitam ser preservadas ou mesmo ampliadas, pois das quais dependem os fluxos dos mananciais de águas. As áreas de cobertura vegetal nativa que ainda restam prestam serviços ambientais importantes, como a proteção de mananciais hídricos, a contenção de encostas, a temperatura do solo e a regulação do clima, já que regiões arborizadas podem reduzir a temperatura em até 2º C, além de manter o ar mais limpo. Estudos mostram que a copa das árvores intercepta cerca de 20% da água das chuvas, sem elas as enchentes e desmoronamentos seriam mais destrutivos.

No entanto, levantamento realizado por SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) demonstra que tem havido decremento dos restantes fragmentos de remanescentes da Mata Atlântica no município, pois no período 2013 – 2020 houve desflorestamento de 146 hectares, conforme gráfico ao lado (link para estudo aqui).

A Prefeitura Municipal pode desempenhar papel importante para conter tais decrementos de vegetação nativa e preservação dos mananciais hídricos, tais como:

  • orientação de técnicas de manejo aos pecuaristas, principalmente os pequenos, visando melhor reaproveitamento das pastagens existentes, tendo em vista o aumento do rebanho bovino no município, que conta hoje em dia com menos de um hectare de pastagem por cabeça e tendência deste espaço ser cada vez menor (link para estudo aqui);
  • orientação e fornecimento de mudas de árvores nativas do bioma para recomposição de áreas degradadas no município;
  • empenho para colocar em prática o manejo das unidades de conservação ambiental criadas no município como a APA Miracema e o RVS da Ventania, assim como na criação de novas unidades de conservação;
  • orientação e apoio aos pecuaristas na preservação das nascentes hídricas como plantação de mata ciliar e proteção com cerca para evitar pisoteamento pelo gado, etc; e
  • publicidade no sentido de conscientização da população do município da necessidade de preservação dos fragmentos dos remanescentes da Mata Atlântica que restaram no município.
 
Aproveitamos para louvar a iniciativa da ong AMINATURE por ter se empenhado nestes últimos anos no replantio de árvores no município. Segundo a integrante Celeste Scramingnon, a ong promoveu, nestes 10 anos de existência, plantio de aproximadamente mil mudas de árvores no município de Miracema.


sexta-feira, 28 de maio de 2021

Noroeste Fluminense perde mais de mil campos de futebol de vegetação nativa no período 2013 a 2020

A preservação dos fragmentos de remanescentes da Mata Atlântica que sobraram no Noroeste Fluminense, dos quais dependem os fluxos dos mananciais de águas, são fundamentais pois prestam serviços ambientais importantes como a proteção de mananciais hídricos, a contenção de encostas, a temperatura do solo e a regulação do clima, já que regiões arborizadas podem reduzir a temperatura em até 2º C. 

De acordo com levantamento realizado por SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), disponibilizado no Atlas Municípios, os fragmentos de remanescentes da Mata Atlântica no Noroeste Fluminense recuaram 1.085 hectares no período 2013 a 2020, o que equivale a 1.085 campos de futebol. A maior perda ocorreu em 2015 (-657 ha), em seguida 2014 (-439 ha) e 2017 (-129 ha). Nos anos 2016 e 2018 tiveram ganhos de 129 e 11 ha, respectivamente, enquanto que em 2019 e 2020 ficaram estáveis.

O bioma na região cresceu em apenas dois municípios neste período: Varre-Sai (214 ha) e São José de Ubá (32 ha). Perdas nos demais municípios: Cambuci (-318 ha), Miracema (-146 ha), Natividade (-138 ha), Itaperuna (-129 ha), Laje do Muriaé (-127 ha), Santo Antônio de Pádua (-124 ha), Porciúncula (-106 ha), Italva (-82 ha), Aperibé (-66 ha) e Bom Jesus do Itabapoana (-46 ha).


Varre-sai detém a maior reserva relativa do bioma na região (11,38%), em seguida Laje do Muriaé (10,28%), Miracema (9,85%), Cambuci (9,04%), Porciúncula (6,97%), Natividade (5,88%), São José de Ubá (4,94%), Santo Antônio de Pádua (4,04%), Itaperuna (4,02%),  Bom Jesus do Itabapoana (3,96%), Itaocara (2,77%), Italva (2,16%) e Aperibé (0,76%).

Obs.: o levantamento efetuado por SOS Mata Atlântica e INPE leva em consideração somente a vegetação nativa acima de 3 hectares.




quinta-feira, 27 de maio de 2021

Noroeste Fluminense abre 140 vagas de empregos formais em abril e acumula abertura de 750 vagas no ano

Em abril, o país gerou 120.935 vagas de empregos com carteira assinada e no acumulado do ano 957.899. Parte deste resultado atribui-se a influência de redução de jornada (programa de redução salarial).  O Estado do Rio gerou 4.503 vagas em abril e 32.384 no acumulado do ano.

O Noroeste Fluminense abriu 140 vagas em abril (+75 na microrregião Itaperuna e +65 na microrregião Santo Antônio de Pádua). 

O município de Santo Antônio de Pádua liderou na abertura de vagas (59), em seguida Itaperuna (29), Bom Jesus do Itabapoana (28), Miracema (19), Italva (15), Laje do Muriaé e Natividade (9 cada um)) e São José de Ubá (4). Os demais municípios da região registraram queda de empregos, que variou entre -4 e -9.

O setor comércio absorveu o maior número de vagas, 50 (+30 na microrregião Itaperuna e +20 na microrregião Santo Antônio de Pádua), em seguida serviços, com 46 (+16 na microrregião Itaperuna e +30 na microrregião Santo Antônio de Pádua) .

No acumulado do ano, a região registrou abertura de 750 vagas (+426 na microrregião Itaperuna e +324 na microrregião Santo Antônio de Pádua). 

O município de Itaperuna liderou, com abertura de 233 vagas. Em seguida Santo Antônio de Pádua (209), Bom Jesus do Itabapoana (92), Itaocara (66), Italva (46), Porciúncula (37), Aperibé (32), Miracema (28) e Laje do Muriaé (25), Natividade não abriu nem fechou vagas e os demais municípios da região registraram perdas de vagas, que variou entre -3 e -8.

O setor comércio acumula abertura de 295 vagas (+116 na microrregião Itaperuna e +179 na microrregião Santo Antônio de Pádua), em seguida indústria, com 281 (+190 na microrregião Itaperuna e +91 na microrregião Santo Antônio de Pádua).

A região tem 43.485 empregos formais de estoque, sendo 39,97% no setor serviços, 30,01% no setor comércio, 20,72% no setor indústria, 4,68% no setor construção e 4,62% no setor agropecuário.

Municípios compreendidos na microrregião Itaperuna: Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e Varre-Sai; e na microrregião Santo Antônio de Pádua: Aperibé, Cambuci, Itaocara, Miracema, Santo Antônio de Pádua e São José de Ubá.



segunda-feira, 24 de maio de 2021

PIB (a preços de mercado) do Noroeste Fluminense cresce 4,66% em 2018

Em 2018, o PIB (a preços de mercado) do Noroeste Fluminense cresceu 4,66% em comparação com o ano anterior. Em valor, cresceu R$ 342,2 milhões, passando de R$ 7,349 bilhões em 2017 para R$ 7,691 bilhões em 2018. O PIB do Noroeste Fluminense representa 1% do PIB do Estado do Rio.

O PIB do Estado do Rio aumentou 13,03% na comparação com  2017.

A atividade econômica serviços representa 82,37% do Valor Adicionado Bruto (PIB menos impostos sobre produtos), sendo 76,15% relativo à administração pública. Dos 13 municípios da região, em oito o valor referente à administração pública ultrapassa ao valor restante relativo a serviços, o que demonstra maior dependência destes municípios aos empregos gerados nas prefeituras. 

Em seguida indústria, com participação de 11,13% do Valor Adicionado Bruto. A agropecuária tem a menor  participação, apenas 5,47%.


O PIB que mais avançou de 2017 para 2018 na região foi o de São José de Ubá (28,23%), em seguida Natividade (14,03%), Miracema (8%), Itaocara (7,85%), Cambuci (6,04%), Aperibé (5,70%), Porciúncula (4,81%), Bom Jesus do Itabapoana (4,60%), Santo Antônio de Pádua (3,58%), Itaperuna (3,05%), Varre-Sai (2,19%) e Laje do Muriaé (1,67%). Em Italva o PIB recuou -6,36%.



segunda-feira, 17 de maio de 2021

Arrecadação do ICMS no Noroeste Fluminense cresce mais que a de todo ERJ em abril e no acumulado do ano

Em abril, a arrecadação do ICMS pelo Estado do Rio nos Municípios do Noroeste Fluminense aumentou 58,12% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Na comparação com o mês anterior (março) cresceu 25,41%. Em todo Estado aumentou 34,37% na comparação com o mesmo mês do ano passado e 14,82% na comparação com o mês anterior deste ano.

Entre os 13 municípios da região houve aumento de arrecadação em 12, que variou entre 29,72% e 61,89%, exceto Itaocara que teve aumento atípico de 1.683,72% . Cambuci teve queda na arrecadação de -46,97%.

No no acumulado do ano, a arrecadação no Noroeste Fluminense aumentou 18,11% na comparação com o mesmo período do ano anterior (janeiro a abril). Em todo Estado aumentou 13,57%. Vale lembrar que está incluso na comparação dos mesmos períodos quatro meses de pandemia deste ano com apenas dois do ano anterior (março e abril).

Entre os 13 municípios da região houve aumento de arrecadação em nove, que variou entre 14,27% e 46,80%, exceto Itaocara que teve aumento atípico de 276,96%. Nos outros quatro municípios a queda variou entre -0,18 e -40,90%.


Três municípios concentraram mais de 77% da arrecadação na região: Itaperuna (57,38%), Santo Antônio de Pádua (13,04%) e Miracema (7,01%).

A Constituição Federal 1988 estabelece que 25% da receita do ICMS serão distribuídos aos municípios (Inciso IV do Artigo 158). Segundo os critérios estaduais (Leis nºs 2664/1966 e 5100/2007), estes 25% devem ser compostos da seguinte forma: 33% (cota mínima); 26% (área geográfica); 23% (população); 10% (conservação ambiental); e 7% (ajuste fiscal).


 

domingo, 2 de maio de 2021

Giro ecológico hoje em Miracema: Jacurutu (a maior coruja das Américas) e lontra

Jacurutu (Bubo virginianus), também conhecido por João-curutu e corujão, é o maior rapinante noturno do Brasil. Pode chegar a 60cm de tamanho e pesar até 2,5 kg. A presa nas suas garras me parece ser sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita).

Lontra longicaudis caçando no Ribeirão Santo Antônio. Era um casal.

1 - João-de-barro (Furnarius rufus); 2 - gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus); 3 - socozinho (Butorides striata); e 4 - tamaduá-mirim (Tamandua tetradactyla) - atropelado em estrada vicinal. Quisera eu não ter que fotografar isto, mas que sirva de alerta para motoristas ao trafegar por tais estradas próximas de matas durante a noite.