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quarta-feira, 23 de março de 2016

Contador de causos da Ventania de Cima prova que pegava cobra na mão

O maior contador de causos da Ventania de Cima, grande figura e simpaticíssimo Levy, abriu seus arquivos fotográficos para mostrar cobras como jiboia e jararaca, que ele, em áureos tempos, pegava no quintal de sua casa na Ventania de Cima.

De fato o quintal da casa do Levy vem a ser a própria mata, pois uns 15 m após a parede dos fundos da residência inicia uma floresta. Levy conta que quando um amigo pedia para ver uma determinada cobra ele marcava o dia, pois sempre sabia aonde ia encontrar o réptil para exibir para o amigo, mas hoje em dia não é tão fácil. Após mostrar a cobra Levy sempre a soltava no quintal e afugentava para dentro da mata.

Eu tô sabendo que o amigo deseja muito ver uma surucucu para filmar. Sei aonde encontrar duas, uma delas bem aqui perto, no bueiro de recolher água de chuva da estrada e de uma obra inacabada. Ela mora lá, mas quem vai entrar em um bueiro para procurar surucucu?! - disse o sorridente Levy

São muitas fotos de cobras que Levy fez questão de mostrar para o blogueiro. Foram selecionadas cinco fotografias para exibir no blog: 

Levy exibindo uma jiboia


Soltando a cobra no quintal


Jararaca


Jiboia gigante



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Chauá, um dos motivos para ampliação dos remanescentes florestais protegidos em Miracema

Aves clicadas nesta semana em Miracema:

Chauá alimentando-se em remanescente da Mata Atlântica em Miracema . A espécie encontra-se em perigo de extinção, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, sigla em inglês), por causa do tráfico de animais silvestres e destruição de seu habitat. É a primeira vez que consigo fotografá-lo pousado, e não foi na APA e no RVS, não. A presença constante desta espécie no município, vem a ser um dos diversos fatores importantes para ampliação dos remanescentes da Mata Atlântica protegidos em Miracema.


Gavião-tesoura. Também é a primeira vez que os fotografo pousados, e não foi na APA e no RVS. É muito difícil vê-los pousados. Eles são da Amazônia mas migram para Miracema, e para outras localidades, em agosto/setembro para acasalarem e chocarem os filhotes. Em março/abril eles retornam para a Amazônia. Miracema se tornou o principal município do RJ de migração destas aves: dos 20 municípios no estado do RJ que tem registro do gavião-tesoura no WikiAves, sendo que dez deles têm no máximo dois registros, Miracema é o de maior destaque.


Beija-flor-vermelho (fêmea). Este é o segundo registro da espécie no WikiAves para o estado do RJ. Registro feito fora da APA e do RVS.


Chupim ou godero (casal). Àquela espécie que coloca os próprios ovos no ninho de outros pássaros, para que eles choquem e criem seus filhotes. No verão, de tardinha, bandos enormes de chupins costumam sobrevoar Miracema, pousando de árvore em árvore.


Gafanhoto-soldado e ninfas da espécie. Fotografados na APA.


domingo, 5 de julho de 2015

Joãozinho quer provar que joão-de-barro é criminoso passional


Filho de pai fazendeiro, Joãozinho foi criado na roça e depois de adulto e de maior parte da vida em centro urbano se mantém fiel à sua origem como acreditar em lendas que os velhos caboclos da roça lhe contaram quando criança. Já Marquinhos, além de amigo de Joãozinho e entusiasta da natureza, sempre demonstrou interesse por lendas, principalmente por aquelas que envolvem a fauna e flora.

Dias destes, Joãozinho, em suas andanças pelas roças de Miracema, ora de bicicleta ora de moto, observou no alto de um angico-vermelho uma casa de joão-de-barro com a entrada fechada. Não perdeu tempo, deu meia volta e foi comentar o achado com Marquinhos:

- Marquinhos, Marquinhos, Marquinhos, ...
- Mas o que foi Joãozinho?, escutei da primeira vez que você chamou. Eu estava nos fundos da casa. Que tanta ansiedade é esta que o traz aqui?
- Você acredita que joão-de-barro fecha na casa a fêmea que o trai, matando-a sufocada?
- Acredito que é lenda!
- Você está com tempo agora?
- Sim.
- Então me aguarde um pouco, que vou até em casa pegar a camionete e uma escada grande que tenho. Vou te levar pra ver uma casa de joão-de-barro com a entrada fechada. Vamos quebrar a casa para ver se tem um esqueleto de pássaro dentro e comprovar, ou não, se é lenda mesmo.

E foram Joãozinho e Marquinhos averiguar a tal casa de joão-de-barro. Chegando ao local, Joãozinho colocou a escada encostada na árvore e à medida que subia a amarrava com corda no tronco, para dar mais segurança. Desta forma, ele subiu até o último degrau da enorme escada para averiguar bem de perto a lacração da entrada da casa: olhou, olhou e deu seu veredicto lá de cima:

- O material empregado no fechamento da casa é mais claro que barro, mas o danado pode ter utilizado barro branco. Tem uma fenda, portanto a danada, se tá aí dentro, não morreu asfixiada, não. Vou descer e suba você pra ver.

Ao observar de perto, Marquinhos concluiu que marimbondo havia feito caixa na entrada da casa do jõao-de-barro, com o que acabou concordando Joãozinho:

- Você tem razão, é caixa de marimbondo mesmo. Ainda não foi desta vez que tiramos a limpo esta história!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Fotografando e ouvindo causos no RVS da Ventania

Depois de explorar bastante as áreas de mata da APA (Área de Proteção Ambiental) Miracema (Ventania de Baixo), em busca de pássaros e outros bichos para fotografar, passei a frequentar mais o RVS (Refúgio de Vida Silvestre) da Ventania, que vem a ser uma área relativamente pouca explorada por mim, em referência a observação de pássaros. As inúmeras incursões que fiz na APA renderam muitas fotos e grande variedade de espécies de pássaros.

Tanto na APA quanto no RVS, o acesso é por estradas vicinais de serra, o que não é bom para trafegar de moto, devido a erosões que se formam com a descida da água de chuva caída na cabeceira da serra e, também, por causa de musgos sobre a superfície da estrada, extremamente escorregadios, formados pela umidade da floresta, principalmente nesta época do ano. Mas, apesar de alguns tombos, vou insistindo. O aclive da estrada na serra do RVS, que dá acesso ao cume do Morro de Santo Antônio, a 860 m acima do nível do mar, é bem mais acentuado do que o da APA.

Nestes lugares, sempre converso com moradores para pedir orientação sobre a área e acabo fazendo amizades maravilhosas, pois tenho muita admiração pelo homem do campo, que geralmente tem muitas virtudes difíceis de ver hoje em dia. Também escuto muitos causos interessantes e divertidos. Recentemente, bati uma prosa muito boa com um antigo morador do RVS. Ele fez questão de me alertar para tomar muito cuidado com as cobras que existem por lá, pois não são cobras comuns que se veem em outro lugar. E prosseguiu na conversa:

Ele: a jararaca é uma cobra danada, depois que os filhotes nascem dos ovos, ela engole um por um para depois regurgita-los em locais distantes uns dos outros.

Eu: mas isso não é lenda não?

Ele: não senhor. Mas o senhor deve ficar mais atento ainda são com as surucucus enormes que existem por aqui, chegam a ter mais de quatro metros. Aqui tem três espécies de surucucu, a oito, a dourada e ... [não me lembro do nome da terceira espécie que ele disse]. Todas são perigosíssimas, pois elas vem de encontro a você quando se faz algum barulho, como bater com um pau no tronco. Quando ela te percebe pelo faro ou calor do seu corpo, já que enxergam muito pouco, faz barulho batendo com a ponta da cauda no chão para avisar sua presença, fica com metade do corpo em pé e corre atrás de você. Vou lhe dar um conselho: quando você tiver que correr de uma surucucu não escolha uma direção que seja descida, pois assim a cobra ganha mais velocidade. Corra sempre em direção a uma subida de morro.

Eu: isso também não é lenda não? Pois do pouco que conheço sobre surucucu, ela não corre atrás de ninguém. Mas realmente avisa da sua presença, levanta a metade do corpo e fica em posição de bote só para se defender, caso se sinta ameaçada.

Ele: tô vendo que o senhor não tá acreditando. Quero ver se você ainda vai ter essa opinião depois que encontrar uma surucucu daqui. Aqui pertinho mesmo na estrada dentro da mata que o senhor passou para vir pra cá tem uma muito grande que já vi várias vezes e levei corrida dela. Sei de um lugar onde tem uma surucucu perto de uns troncos secos e ocos, que muita gente daqui sabe e evita passar por lá. Se o senhor tiver coragem vou te levar lá, mas vai ter que ser com o tempo um pouco mais quente. Pode me procurar que vou te levar lá para você filmar.

Eu: ah! Que bom. Quero muito fotografar uma surucucu, pois ela hoje em dia é uma das cobras mais ameaçadas de extinção. Quando o tempo melhorar, vou lhe procurar para mostrar esta surucucu olímpica daqui do lugar.

Obs.: não revelei o nome da pessoa porque não pedi autorização para tal.

Realmente o lugar tem todas as características de habitat da surucucu, muita umidade e floresta.

Lamentavelmente vândalos destruíram um dos marcos em bronze da divisa RJ/MG que fica no cume do Morro de Santo Antônio, local de decolagem de voo livre, e roubaram outro. Êtha gentalha!

Fotos tiradas no RVS da Ventania:

Sagui-da-serra-escuro, saí-andorinha (fêmea), mergulhão-pequeno e marreca-de-bico-rocho, macho e fêmea com filhotes.

Casal de pararu-azul (o macho é o da esquerda), mariposa a ser identificada e quiriquiri.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ribeirão Santo Antônio por ribeirão Santo Antônio

Estou neste momento com minhas águas muito volumosas, devido a chuvas fortes que tem caído nas cabeceiras da minha nascente e dos meus afluentes. Estou empenhando muito esforço para manter minhas corredeiras vigorosas para levar esta água toda para o velho rio Pomba, antes que elas transbordem e alaguem a zona urbana da cidade, que, no passado, propiciei que criassem às margens do meu leito, Miracema.

Sinto muito pelo temor que estou causando a população desta cidade, que nestes anos todos aprendi a amar. Mas a culpa não é minha. A culpa disto tudo vem a ser dos moradores incautos que me confundem com depósito de lixo e não mantém minhas margens liberadas para receber tanta água que nos verões aflui para mim. Colocaria também a culpa nos governos desta amada cidade que não cuidam como deveriam do meu leito. Tudo isso sem falar do desmatamento que muito colaborou para aumentar o volume d’água de uma só vez no meu percurso; até eu mesmo quase afogo.

Não gosto que tenham medo e, tampouco, pena de mim. Sei que fora do período chuvoso muita gente lamenta pela pouca água suja que carrego e me acham um pobre coitado. Mas saibam que antes da chegada da chamada “civilização branca” minhas águas não eram assim.  Eram límpidas e cristalinas, os índios Puris e os primeiros brancos que por aqui chegaram que o diriam. Digo, ainda, que não tenho a menor culpa por minhas águas serem sujas. Imagino que quem me lê neste momento já deve saber o culpado. Não vou ficar agora fazendo acusações óbvias.

Mas nem tudo está perdido, se cuidarem das nascentes dos meus afluentes, plantarem mata ciliar, promoverem reflorestamentos, pararem de despejar lixo no meu leito e tratarem o esgoto in natura que em mim é jogado, posso revigorar. Não como já fui, mas posso melhorar muito e, quem sabe, deixar de ser ameaça.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Roda de samba Segunda “Sem Lei”, em Miracema


Há semanas que venho escutando um samba de raiz produzido ao vivo entrando pelas janelas da minha casa em Miracema. Depois percebi que era sempre nas segundas-feiras e que começava às 7 h e terminava lá pelas 10 h. Mais depois ainda fui convidado por um amigo para frequentar o Segunda “Sem Lei”, uma animada roda de samba que se forma toda segunda-feira na Praça do Mercado. Fui com muito prazer, pois adoro samba e a Praça do Mercado mais ainda. Cresci ali juntamente com o armazém do meu pai. Fiquei maravilhado com tudo que vi por lá, a qualidade das músicas e dos músicos, o ambiente, a frequência, a temperatura do resfriamento da cerveja, enfim me agradou geral.

Aproveitei um intervalo da música para entrevistar o organizador daquela agradável roda de samba, o Guilhermão, que já conhecia de outras rodas (moda de viola), me apresentado pelo meu amigo Arthur “Veterinário”. Perguntei para o Guilhermão como foi que surgiu aquela bem sucedida roda de samba. E ele me respondeu o seguinte:

- Um dia, que por acaso era uma segunda-feira, parei aqui no bar do “Melado” depois do expediente com meu cavaquinho debaixo do braço para afogar as mágoas de um processo judicial trabalhista que haviam me impingido. Pedi uma cerveja e fiquei cabisbaixo refletindo sobre o tal processo. Não demorou muito, apareceu um percussionista com pandeiro e começou a puxar um sambinha. Como não sou músico só de moda de viola e sertanejo acompanhei o cara no samba. Daí começou a juntar gente e apareceu um cara com tam tam, outro com chocalho e o samba esquentou.  Quando deram 10 horas, o “Melado” pediu para parar o samba em respeito ao repouso da vizinhança. Achamos justo e obedecemos. Aí um gaiato da roda que estava a fim de continuar com o samba e por acaso era meu amigo e sabedor dos meus problemas com a justiça soltou esta de que aquela segunda-feira era sem lei. Mas o samba parou às 10 h. A partir daí nos reunimos aqui toda segunda-feira na frente dos bares do “Melado” (Zé do Espanhol), do Carlinhos Werneck e do Nosso Bar.

Além do Guilhermão, os músicos que se apresentam no Segunda “Sem Lei” hoje em dia são: Zezé “Morango”, Gesuino, Luizão, “Grilo”, Cléber Orsay, Thiara, Zé do “Bazar”, Mortega, Marcelo, ... E que me desculpem os demais músicos que por lá se apresentam e não tiveram seus nomes citados pela falível memória deste mortal blogueiro.

domingo, 4 de agosto de 2013

O despertador natural da cidade de Miracema

Em Miracema sempre acordo muito cedo, mesmo quando me digo que vou dormir até mais tarde. A algazarra de bandos de maritacas (Psittacidae) que ainda convivem entre nós (maracanã-verdadeira, maitaca-verde e periquitão-maracanã) cruzando o céu da cidade em todas as direções me põe pra fora da cama cedo.

Mas não reclamo da algazarra, pois entendo a necessidade deles cruzarem a cidade em busca dos remanescentes da Mata Atlântica que ainda tem os seus cafés da manhã. O dia que não ouvirmos mais estes estridentes pássaros, saberemos que nem mesmo os remanescentes de matas ficaram de pé e eles foram como muitas outras espécies em busca de uma nova área que lhes ofereça meio de sobrevivência. Será como o calar do apito da Fábrica de Tecido São Martino que entoava seu som pelos quatro cantos da cidade para chamar o operário para a labuta, que deixou saudade em muitos de nós.

Destas três espécies de pássaros, a mais comum em Miracema é a maracanã-verdadeira. Essa espécie é classificada como vulnerável a extinção (CITES I), ou seja, se medidas não forem tomadas essa espécie pode entrar em processo de extinção.

Além destas três espécies de pássaros têm também em Miracema o Chauá e o Tuim. O Chauá circula pouco sobre a cidade e o Tuim não circula na área urbana como fazem os demais membros da família.

O Chauá é o mais ameaçado de extinção, pois se encontra no estágio "perigo", o que quer dizer menos de 10 mil indivíduos existentes no planeta. E em Miracema tivemos o privilégio de tê-los entre nós.

Infelizmente, o desmatamento e comércio internacional (tráfico) e local vêm afetando as populações destas espécies.

A seguir, fotos destes graciosos pássaros que tirei em minhas andanças pelos remanescentes da Mata Atlântica que sobraram no nosso município:

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Recentes andanças pela APA Miracema


Tanta goiaba madura na beira da estrada está bichada ou tem marimbondo no pé! Não, não tem marimbondo no pé, mas as goiabas, como a maioria das que nascem à toa por aí, têm bichos. Mas dá pra comer, claro que somente as partes não afetadas pelos bichos. É goiaba branca, muito boa. As mais maduras deixamos para os passarinhos. O interessante deste pé de goiaba é que não tem nenhuma folha: será o calorzão que tem feito ou os frutos que consomem todas as forças da árvore não deixando energia para as folhas?

Ficamos impressionados com a beleza do azul desta flor. Muito diferente, não?

Interessante este buraco de circunferência arredondada na pedra de pequena cachoeira. Será por acaso um amolador fixo arqueológico? 

Bando de irerê e casal de merguhlão-pequeno.


Freirinha. É um macho adulto.

Trator no alto do morro para formação de pastagem em vez de deixar a mata ocupar aquele espaço para melhor irrigar a terra ao redor. Quem faz isso nesta época de chuvas fortes corre sério risco de a camada fértil do solo ser levada pela enxurrada e o terreno se tornar inútil.

A placa que indica o início da APA Miracema, no Km 8 da RJ-116, perdeu os pilares de eucalipto que a sustentavam e está encostada na cerca da beirada da estrada. Será que os pilares viraram lenha?

A estrada vicinal de subida da Serra de Flores a caminho da fazenda Santa Cruz tem três trechos, de uns cinquenta metros cada um, que estão em petição de miséria. Nem carroça a cavalo está conseguindo passar por causa da erosão provocada pelas últimas fortes chuvas. Vi lá a tal carroça com uma das rodas engolida pela cratera formada pela erosão. Fiquei horrorizado de ver moradores daquela área trafegando de moto simples e desgastada, e com mulher e filho na garupa, por aquela estrada. Os moradores daquele lugar tem necessidade de usar a estrada diariamente e estão desesperados. Alô Prefeitura?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Carnaval 2013 de Miracema


 Foto: O Vagalume

“A gente não quer só comida, quer também diversão e arte”, como já disse Os Titãs. Ainda bem que não faço parte da comissão julgadora dos desfiles dos Bois Pintadinhos, Blocos e Escolas de Samba, de Miracema, pois, pra mim, quem ganhou foi o Carnaval de Miracema, que continua bombando como sempre. Daria dez pra todas as agremiações, sem pestanejar. Não é por acaso que Miracema tem o maior índice de cultura da região.

Com o fechamento dos clubes da cidade pelo efeito Santa Maria, o jeito foi brincar o carnaval todo na rua. Cair no samba literalmente no meio do povo e curtir a festa. Foi o que fez os eméritos foliões de Miracema, haja vista o Bloco Amizade, Paz e Amor.  A alegria estampada nos rostos dos foliões revela isso. No Blog O Vagalume tem um vídeo ótimo que traduz tudo isso. Confira lá!

O carnaval vem se renovando a cada ano. E há de ser assim, pois é festa voluntária. Os blocos de rua de maior sucesso no Rio batucam rock. MPB e também samba e marchinhas. Pular no Bloco Sargento Pimenta ao som dos Beatles acompanhados de batucada de escola de samba é ótimo, maravilhoso. Ao som do Raul Seixas então, nem se fala!

Em Miracema havia um movimento carnavalesco voluntário, que tocavam funk, happy, hip hop, que infelizmente teve que ser vetado, por motivos que não vou comentar porque acredito que todos devem saber.  O carnaval é festa do povo, então há de ser feita ao gosto dele. Pena que o citado movimento tivesse tomado outros rumos paralelos e acabando por ser vetado.

É claro que o carnaval da minha adolescência não é o mesmo de agora, porém ele não é melhor nem pior, foi o carnaval daquela época e vai ficar na lembrança pra sempre e só isso.

A PMM está de parabéns, pois mais uma vez mostrou empenho no cumprimento do seu papel de principal incentivadora da maior festa popular do município. E que continue assim.