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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Edital Caminhos Criativos: conheça as 30 iniciativas fluminenses selecionadas para ciclo de aceleração

Projetos de 17 cidades do estado do Rio de Janeiro [inclusive Porciúncula] receberão formação gratuita e poderão ganhar intercâmbio cultural para outras regiões do Brasil

Projeto Caminhos Criativos oferece formações gratuitas a empreendedores da cultura do Rio - foto: Mapa Fotografia

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2025 - A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ) e o Instituto Futuros divulgaram nesta quinta-feira, 18 de dezembro, as 30 iniciativas da economia criativa fluminense selecionadas pelo edital Caminhos Criativos para um ciclo de aceleração de cinco meses visando a estruturação e o desenvolvimento sustentável de seus negócios.
 

Projetos de 17 cidades das dez regiões administrativas do estado foram contemplados após se inscreverem na chamada pública e serem avaliados por critérios como grau de inovação e potencial de impacto.

 

De janeiro a junho de 2026, Caminhos Criativos oferecerá 720 horas de mentorias individualizadas; seis workshops sobre gestão, com temas como marketing digital e planejamento financeiro; três palestras e três rodas de conversa com fazedores de cultura. Ao final do ciclo, as iniciativas se apresentarão para uma banca, e as três mais bem avaliadas serão premiadas com um intercâmbio cultural para outras cidades brasileiras, a serem definidas de acordo com o perfil de cada vencedora e as possíveis conexões locais.


Os 30 projetos escolhidos atuam em diversos segmentos da economia criativa, como turismo, audiovisual, artes cênicas, tradições afro-brasileiras, design, entre outros. Setenta por cento das iniciativas são de cidades do interior, como Porciúncula, São Fidélis, Tanguá e Barra do Piraí, e 53% delas são representadas por pessoas negras, dados que ultrapassam as metas de inclusão estabelecidas no edital - de 60% para iniciativas do interior e 25% para pessoas negras.

 

“O Estado do Rio de Janeiro é o território mais criativo do país e o Governo vem trabalhando para promover ainda mais ações culturais, movimentando a economia, gerando emprego, renda e oportunidade para as pessoas. E com o Caminhos Criativos, valorizamos saberes locais e ampliamos o acesso a novas possibilidades. Esse edital reforça nosso compromisso com a inovação e com a criação de caminhos sustentáveis para quem vive da criatividade”, afirma Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

 

“Para desenvolver o Caminhos Criativos em parceria com a Secec-RJ, o Instituto Futuros somou sua experiência de 24 anos na gestão de programas, projetos e espaços de Cultura e Economia Criativa com o conhecimento acumulado em mais 10 ciclos de formação e aceleração para empreendedores desenvolvidos desde 2017. O diferencial desse programa é a combinação dos pilares da gestão moderna com a visão aprofundada do setor cultural e criativo, permitindo que o empreendedor avance em diferentes dimensões da sua iniciativa e se torne mais sustentável”, ressalta Carla Uller, gerente executiva de Programas, Projetos e Comunicação do Instituto Futuros.

 

Além do ciclo de aceleração, Caminhos Criativos também promove uma série de atividades gratuitas abertas a empreendedores fluminenses. Entre os meses de outubro e novembro, o projeto realizou dez capacitações presenciais em diferentes cidades das regiões do estado, com 40 horas de formação oferecidas a mais de 420 empreendedores. As atividades, que abordaram temas como planejamento, gestão, comunicação, sustentabilidade financeira, marketing digital e fortalecimento institucional, impactaram participantes de 52% dos municípios fluminenses e 96,8% deles avaliaram as oficinas como boas ou excelentes.

 

Caminhos Criativos conta com metodologia e implementação aplicada pelo Instituto Futuros e tem realização do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Escola Estadual de Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc.


Projeto Festival da Primavera de Porciúncula é um dos selecionados: 

Resumo: O Festival da Primavera nasceu do sonho de ver Porciúncula, uma cidade com tanto potencial ainda pouco aproveitado, florescer a partir da cultura, da arte e da sustentabilidade. O evento reúne oficinas de arte sustentável e reciclagem criativa, apresentações culturais, feiras de artesanato e gastronomia, rodas de conversa e ações de educação ecológica, com o objetivo de proporcionar o o acesso à cultura para todos os públicos.
 

Conheça as 30 iniciativas selecionadas para o ciclo de aceleração em https://institutofuturos.org.br/historias/caminhos-criativos-saiu-a-lista-com-os-30-iniciativas-selecionadas-para-o-projeto/


Secec-RJ e Instituto Futuros


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Fazenda Liberdade, em Miracema



 Em 02/10/25. O ipê-amarelo da segunda foto é o mesmo que aparece do lado esquerdo da primeira foto

domingo, 27 de julho de 2025

Reconhecimento do Jongo como patrimônio chega a 20 anos com festas

 Expressão de resistência da cultura negra é mantida por descendentes

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 26/07/2025 - 11:57
Rio de Janeiro

Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação 

O Jongo foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) há 20 anos e permanece uma resistência da cultura negra levada adiante por descendentes de pessoas escravizadas de origem Bantu, especialmente do Congo, Angola e Moçambique, que foram trazidas para trabalhar em lavouras de café e de cana-de-açúcar, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

A manutenção dessa expressão cultural afro-brasileira característica da região sudeste do Brasil, que reúne ritmo com a percussão de tambores, dança e os versos dos cantos também conhecidos como pontos, se deve, e muito, pela transmissão dos saberes de geração em geração, por meio da comunicação oral ou oralidade, do gestual e da materialidade dos instrumentos musicais.

“Dos mais velhos para os mais novos. Até pouco tempo atrás, criança não podia dançar. Os mais velhos não permitiam porque muitas coisas eram tratadas nas rodas de Jongo através do canto, coisas sérias de busca da liberdade. As crianças não participavam, mas hoje em dia, nós trabalhamos com as crianças, justamente para não perder a nossa raiz e a tradição”, revelou à Agência Brasil, a Mestra Fatinha, 69 anos, uma das lideranças e matriarcas do Jongo do Pinheiral, que segundo ela foi reconhecido há seis meses foi reconhecido como patrimônio imaterial do estado do Rio de Janeiro.

“A história preta é oral. Para ser jongueiro tem que fazer vivência. A gente não aprende o Jongo em livro, por isso a gente fala que as nossas comunidades são tradicionais. A gente aprende no dia a dia. O Jongo faz parte da nossa vida”, apontou a Mestra.

“É uma expressão que tem espiritualidade também, não é religião mas tem uma força espiritual importante de união dos jongueiros e de homenagem aos seus antepassados que chegaram [ao Brasil] escravizados no século 19”, acrescentou a professora do Laboratório de História Oral da Universidade Federal Fluminense (UFF), Martha Abreu, em entrevista à Agência Brasil.

Brasília (DF), 26/07/2025 - Reconhecimento do Jonga. Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação
Até pouco tempo, as crianças não podiam dançar. Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação 

Crianças

Apesar de as crianças não terem permissão para participar das rodas, Mestra Fatinha esteve presente desde cedo por causa da sua estatura física. Ela e as irmãs eram muito altas já com dez anos. “A gente foi para o Jongo muito cedo. É uma vida dentro do Jongo. As crianças que conheci criança, cresceram e hoje me chamam de vovó do Jongo”, contou, acrescentando que a mãe dela, Constância Oliveira Santos, também matriarca está com 92 anos, enquanto Deric, um menino da comunidade, aos 4 anos, já é um jongueirinho. “A família dele é descendente direta dos escravizados da fazenda. Ele está vindo aí, a mãe dança, a avó dança, a bisavó dançava e ele está vindo, uma gracinha o Deric”, comentou.

A presença dessa manifestação cultural é forte no Vale do Rio Paraíba e se mantém em cinco comunidades centenárias dos municípios de Barra do Piraí, Piraí, Valença, Pinheiral e Vassouras, no sul do Rio de Janeiro, entre elas, o tradicional Jongo do Pinheiral, que surgiu da manifestação das pessoas escravizadas da Fazenda São José dos Pinheiros, que pertencia à família Breves. O local é considerado como a origem do jongo.

Mestra Fatinha contou que o local, uma das maiores fazendas de café do Brasil, teve mais de 3 mil negros escravizados. “Uma das maiores famílias escravocratas do Vale do Café”, pontuou.

Brasília (DF), 26/07/2025 - Reconhecimento do Jonga. Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação
 Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação  

Dia Estadual do Jongo

No Rio de Janeiro, se comemora neste dia 26 de julho o Dia Estadual do Jongo, não por acaso, é também o Dia de Senhora Sant’Ana, mãe de Maria e avó de Jesus Cristo, sincretizada como Nanã nas religiões de matriz afro-brasileira. “Uma homenagem à ancestralidade feminina, às pretas velhas jongueiras, avós que souberam abençoar e nutrir as novas gerações com uma forma de expressão hoje consagrada como patrimônio cultural do Brasil”, informou o site do Centro de Referência de Estudo Afro do Sul Fluminense (Creasf) do Jongo de Pinheiral.

Também chamado de congo ou caxambu, o Jongo é uma manifestação característica da região sudeste do Brasil, segundo a Mestra Fatinha, que tem mais de 40 anos de militância pela divulgação e preservação da cultura do Jongo, o nome varia conforme o local em que se desenvolveu. No Espírito Santo, por exemplo, é jongo ou congo. No Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro, é Caxambu, nome dado também em Minas Gerais e no Morro da Serrinha, em Madureira, também zona norte da capital, é Jongo.

Festejos

É justamente no Dia Estadual do Jongo que começam as festividades de 2025. Neste sábado (26), mestres, mestras e jongueiros estarão reunidos no 4º Encontro de Jongos do Vale do Café, no Parque das Ruínas de Pinheiral, local onde o Jongo nasceu, durante a escravidão nos cafezais e área que pertenceu a família de Joaquim de Souza Breves, o maior senhor de escravizados da região. “A gente recebe muita gente aqui, pessoas que gostam mesmo da cultura do jongo. É um dia maravilhoso de reencontros e encontros, nossos tambores tocando o tempo todo da abertura até o final”, indicou a Mestra Fatinha.

O 4º Encontro vai reunir cerca de 400 lideranças de Jongo e mestres de mais de 18 comunidades e quilombos tradicionais dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Brasília (DF), 26/07/2025 - Reconhecimento do Jonga. Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação
Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação 

“Primeiramente tem o impacto econômico de gerar emprego, renda e trabalho com o turismo étnico. Fora isso tem o impacto simbólico extremamente importante que foi o povo preto que construiu com seus próprios braços a área do café e sustentou a economia brasileira no ciclo do café, foram milhões de escravizados que chegaram no Cais do Valongo [região portuária do Rio de Janeiro] e subiram para os cafezais, que são justamente os antepassados desses mestres de jongo que vão estar aqui”, disse o músico, pesquisador e coordenador do encontro, Marcos André Carvalho, em entrevista à Agência Brasil, acrescentando que a prefeitura de Pinheiral cedeu o Parque para que o jongo do Pinheiral realize ali as suas atividades culturais.

“Isso também é uma virada histórica de superação. Aquele espaço que escravizou os antepassados dessas mulheres negras e mestras, hoje é dirigido por elas e ali vai ser construído o parque temático sobre a história do negro no Vale do Café”, completou.

De acordo com Marcos André, o planejamento do parque temático está em andamento e o projeto executivo para a criação do espaço foi selecionado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

“Ali vai ter o Museu do Jongo, a Escola de Jongo, um restaurante de comidas étnicas e um centro turístico de visitação. A inauguração é para 2027, mas o projeto executivo já está sendo elaborado com recursos do PAC, porque fomos selecionados pelo governo federal para este projeto do parque”, informou.

“Está na hora do Brasil devolver para o povo negro do Vale do Café toda a riqueza que construiu o Brasil através da venda do café para o mundo inteiro durante o Brasil colônia. Tantos anos depois da Abolição essas comunidades ainda não têm os seus museus, os seus centros de visitação e as suas escolas de jongo. Pinheiral já deu o primeiro passo”, pontuou.

Brasília (DF), 26/07/2025 - Reconhecimento do Jonga. Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação
Reconhecimento do Jongo, por Karen Eppinghaus/Divulgação

Samba

A professora Martha Abreu, disse que o Jongo é considerado um dos pais do samba carioca porque as pessoas migraram para a capital do Rio e sem recursos financeiros foram morar em periferias uma vez que “a abolição não trouxe reparação”.

“Tem grupos importantes na Serrinha em Madureira, no Salgueiro, já teve na Mangueira, no Estácio, diversos morros. Essa bagagem cultural é tão importante que esses que chegaram são fundadores das escolas de samba. Em contato com a modernidade, no Rio de Janeiro todas as escolas mais antigas têm jongueiros na sua fundação. O próprio Império Serrano, a Mangueira, a Portela e o Salgueiro nem se conta, é um Jongo incrível. É Caxambu. Lá grande parte da comunidade veio de Minas Gerais e lá eles chamam caxambu”, informou a professora da UFF.

Dentro da Semana do Patrimônio Histórico Nacional, as festas pelos 20 anos do reconhecimento dessa manifestação cultural, vão continuar entre 14 e 16 de agosto, no Encontro de Jongueiros, que promete transformar a Praça Tiradentes, no centro do Rio, em um grande quilombo, com a presença de cerca de 18 comunidades de Jongo e, aproximadamente, 400 jongueiros.

A programação inclui rodas de Jongo, shows de samba, oficinas com mestres, um seminário no Teatro Carlos Gomes, exposição fotográfica na praça e o lançamento do projeto Museu do Jongo, que será um portal com mais de 5 mil fotos e vídeos sobre comunidades de Jongo. Além disso haverá as estreias de dois curtas-metragens dirigidos por Marcos André: Jongo do Vale do Café e Mestres do Patrimônio Imaterial do Estado do Rio.

“A gente quer lotar a Praça Tiradentes. Vai ser o grande momento da celebração desses 20 anos, com as rodas de jongo, no dia 16, de graça, na Praça Tiradentes”, disse Marcos André.

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Caxambu de Miracema


BLOG MIRACEMA.RJ

O Caxambu bate tradicionalmente no dia 13 de maio, data da Abolição da Escravatura e também de São Benedito e dos Pretos-velhos. Em Miracema, é dia de se ouvir rufar os tambores do caxambu. Liderada por Aparecida Ratinho e por seu neto, Rogério Mulato, da Associação Senzala Caxambu de Miracema, a roda de jongo toma conta do Morro do Cruzeiro para homenagear os antepassados escravos.

Mas o Caxambu também se apresenta em outras festas na cidade e região, como nos dias de São Pedro, Santo Antônio e São João Batista. 


Cartaz da programação do "Encontro dos Jongueiros do Noroeste fluminense", ocorrido em 13/05/2012. 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Festival do Vale do Café leva música a fazendas históricas do Rio

Evento chega à 20ª edição valorizando passado e presente

Cristina Índio do Brasil* - repórter da Agência Brasil
Publicado em 18/07/2025 - 07:00
Valença

Capela da fazenda Florença - Foto Cristina Índio do Brasil

Municípios do sul do estado do Rio de Janeiro estarão em festa a partir desta sexta-feira (18), quando começa a 20ª edição do Festival Vale do Café. O evento segue até o dia 27 de julho e, ao longo dos anos, se transformou em uma programação cultural que junta o passado e o presente, valorizando o patrimônio histórico e o desenvolvimento sustentável.

Neste ano, o violonista e compositor maranhense Turíbio Santos será homenageado pelo festival, que terá espetáculos gratuitos de música instrumental, erudita e popular, espalhados por praças, fazendas históricas e igrejas centenárias da região conhecida como o Vale do Café. Estão incluídas as cidades de Pinheiral, Barra do Piraí, Piraí, Rio das Flores, Vassouras, Valença e Engenheiro Paulo de Frontin.

Além do homenageado Turíbio Santos, a programação terá a cantora e instrumentista Nilze Carvalho. Ela será convidada especial de Marcel Powell, violonista de destaque na música brasileira contemporânea.

Entre outros espetáculos, estão previstas também apresentações do pianista Felipe Naim, do saxofonista, compositor e produtor musical Leo Gandelman, da harpista, cantora e compositora Cristina Braga e do violonista e compositor Ulisses Rocha.

Os organizadores do festival destacaram que o evento movimenta a região e, a cada real investido, o retorno é de R$ 5,09 para a economia local. Há reforço também na rede hoteleira, que chega a atingir 100% de ocupação durante o evento, o que permite a geração de mais de 600 empregos em turismo, transporte, segurança e alimentação.

Fazendas históricas

São Paulo - 17/07/2025  Festival do Vale do Café. Foto: Cristina Indio do Brasil
 Mesa posta na Fazenda Florença  Foto: Cristina Indio do Brasil

Nas fazendas em estilo colonial que fazem parte da programação do festival, os visitantes terão contato direto com a história da região e do Brasil. Uma delas é a Fazenda Florença, em Conservatória, distrito de Valença, onde será a abertura do festival, às 14h desta sexta-feira, com um concerto de piano de Felipe Naim.

Na sequência o público fará uma visita à sede, que é uma casa histórica de influência neoclássica, com uma guia vestida com figurino da época colonial.

“A fazenda é muito procurada por causa desta parte histórica e arquitetônica. As pessoas que estão vindo nos contratar para fazer esta visita guiada. Se visitarem outras fazendas da região, vão ver que cada uma tem uma arquitetura distinta”, explicou o proprietário da fazenda, Paulo Roberto dos Santos.

Na propriedade, será possível conhecer detalhes dessa arquitetura como, por exemplo, que os casarões têm pé direito alto para que a temperatura em seu interior se mantenha sempre amena.

“A arquitetura das casas, aqui, tem uma característica: no inverno, as temperaturas são excelentes, baixas; amanhece a 7 graus Celsius (ºC); à tarde, sobe um pouco e vai a 20 e poucos graus; e, à noite, começa a esfriar de novo. No verão, de noite, é fresco. Durante o dia é quente, até 31°C. Nada como no Rio de Janeiro, mas é quente também. Essas casas têm o pé direito alto, porque isso mantém a temperatura. O ar quente fica em cima, e o ar frio, embaixo”, informou Paulo Roberto dos Santos.

Outra característica marcante é que as casas tinham também um quarto para abrigar os padres que chegavam para celebrar missas e fazer batizados nas crianças que nasciam no local. O pernoite nas propriedades era necessário diante das grandes distâncias entre as localidades e as dificuldades de deslocamentos.

“Naquela época, a religiosidade era muito grande, e eles vinham para fazer eventos de rezas e de orações. Era muito comum essas festas nas fazendas”, comentou, acrescentando que esses quartos ficavam logo na entrada das casas, sem contato com as partes mais destinadas à família.

Algumas casas do Vale do Café são rústicas, e outras, mais requintadas. Paulo Roberto conta que muitos de seus antigos proprietários tinham casas também no Rio de Janeiro, junto à Corte, e traziam o requinte do entorno da Família Real para as fazendas.

"Outros fazendeiros, mais raiz, construíram casas muito grandes porque tinham muitos filhos ─ dez, 12, 14 ─, mas não tinham esse requinte. Era comum o mobiliário dessas casas vir da Europa, que foi a influência da chegada de D. João VI [Rei de Portugal que se mudou para o Brasil em 1822]”, contou o fazendeiro, que antes de ser proprietário da Fazenda Florença era dentista e professor de Odontologia na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Café especial

Enquanto estiverem nas propriedades, os visitantes poderão ficar bem perto do produto principal da economia da região: o café, que pode ser degustado nas próprias fazendas, depois de passeios pelos cafezais já premiados pela sua alta qualidade. No caso da Fazenda Florença, o café é classificado de especial. Segundo o gerente da fazenda, João Roberto Costa Medeiros, isso se deve, entre outros fatores, à colheita manual, permitindo um controle maior dos melhores grãos.

São Paulo - 17/07/2025  Festival do Vale do Café. Foto: Cristina Indio do Brasil
Café especial da Fazenda Florença - Foto: Cristina Indio do Brasil

“Geralmente, é uma produção menor [na classificação especial], em que você faz tudo muito manual, tudo muito artesanal. A colheita que fazemos aqui é diferente do que se fazia no Século 19. Quando tinha um volume maior de café maduro, eles puxavam tudo [os grãos] de uma só vez. O que nós fazemos? Visualizamos e só colhemos os maduros. Cinco pessoas durante dois meses colhendo, porque precisa esperar o tempo de maturação dos grãos, que não é uniforme”, apontou.

O atual cultivo de café na propriedade, que começou em 2017, tem 14 mil pés, com produção anual de 30 sacas, cada uma de 60 quilos em média.

Em 2019, a Fazenda Florença conquistou o primeiro lugar no 3º Concurso de Cafés Especiais do Estado do Rio de Janeiro, promovido pela Associação dos Cafeicultores do Estado do Rio e pelo Sebrae, com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais. O grão vencedor era do tipo arábica.

Embora a história tenha dado à região o nome de Vale do Café, por ter sido o maior polo de produção do grão no mundo em períodos do Século 19, sua produção atual é considerada pequena em relação ao restante do estado e representou apenas 1% da produção fluminense. Dono de uma fazenda que fez parte da história e faz parte do presente dessa cultura, Paulo Roberto relembrou como essa produção foi estabelecida no passado:

“Quando o café sai da Etiópia, os holandeses e os franceses o trouxeram para as guianas francesa e holandesa, pouco depois de 1700. Eles cultivaram o café em estufa e, das guianas, foi trazido para o Brasil, em 1717. Veio para a província do Grão Pará, hoje estado do Pará e para o Maranhão. Chega no Rio de Janeiro em 1764”, contou, acrescentando que onde atualmente é um quartel da Polícia Militar, no centro da cidade, existia um convento no qual os padres cultivaram o café, que depois se espalhou para outras localidades, como o Vale do Paraíba, até chegar no interior do estado na época do Segundo Reinado.

Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), a retomada da produção do grão no Vale do Café ocorreu há cerca de seis anos, motivada pela ação de produtores e pelo suporte de instituições como a própria empresa e o Sebrae. O foco da iniciativa é a valorização da produção local e a reestruturação da cadeia produtiva de forma qualificada e sustentável.

“Grande parte do café produzido na região é consumida localmente, com valor agregado elevado, em função da importância histórica do Vale do Café e da qualidade em ascensão. A produção é fortemente voltada ao público turístico que visita as fazendas históricas da região”, acrescentou.

Segundo a empresa pública, em 2022, foram produzidas 9,65 toneladas (t), com média de 2,41 t por produtor. Dois anos depois, a produção quase dobrou e alcançou 18,90 toneladas, com média de 2,36 t por produtor.

Cursos de música

Além de assistir às apresentações principais, os visitantes terão oportunidade de acompanhar ensaios na Praça Central de Vassouras, realizados por alunos dos cursos de música oferecidos pelo evento. Com a coordenação do professor Rodrigo Belchior, turmas de todas as idades poderão passar por oficinas de cordas, sopro e metais.

“Por cinco dias, [os alunos] ampliam seu repertório nas aulas de musicalização e passam pela experiência do coral cênico. Se apresentam durante a semana no centro Cultural Cazuza, e o encerramento é marcado por uma apresentação entre alunos e professores, na Igreja Matriz de Vassouras”, indicaram os organizadores.

O Festival Vale do Café é um projeto da Backstage Produções e a 20ª edição tem patrocínio da empresa de logística MRS, Light, Sebrae e da Secretaria de Estado de Turismo e de Cultura do Rio de Janeiro. O Sesc é o parceiro cultural. O Festival conta ainda com apoio institucional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços e parceria de mídia da Onbus Digital e Rádio Vassouras FM; Lei Rouanet, realização Ministério da Cultura, Governo Federal, União e Reconstrução.

*A reportagem da Agência Brasil foi convidada pela Backstage, empresa produtora do festival, para visitar a Fazenda Florença, em Conservatória, distrito de Valença. 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Os cinemas de Itaocara e Miracema exibem os filmes finalistas da Mostra Grande Otelo 2025

 Mostra Grande Otelo exibe filmes finalistas em oito estados
"Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, é um dos concorrentes

Cristina Índio do Brasil - repórter da Agência Brasil
Publicado em 02/07/2025 - 07:30
Rio de Janeiro

ALILE DARA ONAWALE/SONY PICTURES

Salas de cinemas de 20 cidades nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte vão receber exibições de longas, que concorrem ao Prêmio Grande Otelo de Melhor Filme do Júri Popular. Os filmes receberão votos do público nas categorias de longas de ficção, longas de comédia e documentários.

A mostra Grande Otelo, que é uma realização da Academia Brasileira de Cinema, terá exibições até o dia 29 de julho. A votação já está aberta pela internet.

A entrega do Prêmio Grande Otelo 2025 será no 30 de julho, na Cidade das Artes Bibi Ferreira, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Os longas-metragens de ficção que receberão o voto popular são Ainda Estou Aqui, de Walter Salles; Baby, de Marcelo Caetano; Kasa Branca, de Luciano Vidigal; Malu, de Pedro Freire; e Motel Destino, de Karim Aïnouz.

Entre os documentários estão 3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado; Assexybilidade, de Daniel Gonçalves; Fernanda Young ─ Foge-me Ao Controle, de Susanna Lira; Luiz Melodia - No Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan; Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes; e Othelo, O Grande, de Lucas H. Rossi dos Santos.

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Nas produções finalistas de comédia, o público poderá fazer a sua escolha entre Câncer com Ascendente em Virgem, de Rosane Svartman; Estômago 2 ─ O Poderoso Chef, de Marcos Jorge; Kasa Branca, de Luciano Vidigal; O Auto da Compadecida 2, de Flávia Lacerda e Guel Arraes; e O Dia Que Te Conheci, de André Novais Oliveira.

Na capital do Rio de Janeiro, os filmes serão exibidos nos cinemas Estação NET Rio e Estação NET Gávea, na zona sul da cidade. Os ingressos são a preços populares para o público e gratuitos para os sócios da Academia. A programação completa por sala está disponível no site da Academia.

Os filmes serão exibidos nas cidades de Niterói (RJ), Areal (RJ), Casimiro de Abreu (RJ), Itaocara (RJ), Paraty (RJ), Guapimirim (RJ), Maricá (RJ), São Pedro da Aldeia (RJ), Miracema (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Catu (BA), João Pessoa (PB), Sousa (PB), Recife (PE), Fortaleza (CE), Itapipoca (CE), Novo Hamburgo (RS), Porto Alegre (RS) e Natal (RN).

Prêmio Grande Otelo

Criada em 20 de maio de 2002, a Academia Brasileira de Cinema é uma entidade independente que, entre outras finalidades, instituiu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, atualmente batizado de Prêmio Grande Otelo, além de contribuir para a discussão, promoção e fortalecimento da indústria audiovisual em todo o Brasil. Em 2020 a Academia Brasileira de Cinema foi reconhecida pela Academy of Motion Picture, Arts and Sciences, como única entidade credenciada para indicar o filme que representa o cinema brasileiro na categoria Melhor Longa-Metragem Internacional no Oscar, sem qualquer interferência do governo federal que esteja no poder.

Profissionais de diversas áreas do audiovisual podem se associar à Academia, e com isso passam a ter direito de votar no Prêmio Grande Otelo, além de participar das assembleias e eventos que acontecem ao longo do ano, como a eleição para a comissão que escolhe o filme brasileiro indicado para representar o país no Oscar. A diretoria da Academia Brasileira de Cinema é composta pela presidente Renata Almeida Magalhães, por Paulo Mendonça (vice-presidente), Bárbara Paz, Ariadne Mazzetti, Allan Deberton e Jeferson De.

Nesta 24ª edição, a considerada maior premiação do setor audiovisual do país terá a entrega de troféus aos vencedores de 30 categorias e, segundo os organizadores, “celebra o cinema brasileiro no mundo”. A premiação tem o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, por meio da RioFilme, órgão da Secretaria Municipal de Cultura. Quem quiser acompanhar a cerimônia ao vivo pode acessar o YouTube da Academia e ou assistir pelo Canal Brasil.

“O Prêmio Grande Otelo é organizado e votado pelos próprios profissionais do setor, uma forma da própria classe celebrar o seu trabalho e dar o devido reconhecimento ao talento de seus profissionais. A premiação é anual. Contribui para a elevação e a promoção do cinema brasileiro junto à população e ao público do país, através do reconhecimento da qualidade técnica e artística de seus filmes e da confraternização entre os profissionais da indústria”, informaram os organizadores.

A definição dos vencedores é feita em duas etapas: indicação e premiação. A partir de 2004 a votação passou a ser feita via internet, pelos sócios da Academia, que recebem uma senha eletrônica para votar pela internet. O sistema tem a auditoria da empresa PwC Brasil.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Programação de outubro no Teatro Firjan SESI Itaperuna

Cinema e audiovisual: 1º FESTIVAL DE CINEMA DE ITAPERUNA

10/10 (quinta) 19h – Sessão de Abertura

11/10 (sexta) 19h – Mostra Regional

12/10 (sábado) 15h – Sessão Infantil / 19h – Mostra Nacional

Entrada franca

Teatro adulto: NINAS

26/10 (sábado) – 20h

R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia) 

Para crianças: A MENINA AKILI E SEU TAMBOR

22/10 (terça) – 15h

R$ 20 (inteira) | R$ 10 (meia) 

Música: ÀVUÀ

31/10 (quinta) – 19h30

Ingressos: 

R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia) 


Ingressos na bilheteria ou no site: https://site.bileto.sympla.com.br/firjansesitaperuna/


Cinema e audiovisual: 1º FESTIVAL DE CINEMA DE ITAPERUNA

Entre os dias 10 e 12 de outubro acontece a 1ª edição do Festival de Cinema de Itaperuna, evento gratuito que reúne várias mostras de curtas, médias e longas-metragens nacionais, com destaque para a produção audiovisual fluminense. O festival contará com programação voltada a todos os públicos, incluindo uma sessão especial para o público infantil, além de oficinas e debates sobre o universo do cinema brasileiro.


Teatro adulto: NINAS

O espetáculo é inspirado na história da pianista, cantora, compositora, arranjadora e ativista social afro-americana Eunice Kathleen Waymon, mundialmente conhecida como Nina Simone (1933-2003). O espetáculo apresenta momentos contundentes de sua vida, obra e personalidade, permeada por problemas de ordem psíquica e emocional, bem como sua imersão na luta pelos direitos civis contra a segregação racial. O espetáculo destaca momentos de forte dramaticidade através das canções que expressam com perfeição a personalidade de Nina Simone. O movimento negro do Harlem, o jazz, o soul, a fama, o sucesso e seu encontro determinante com Malcolm X, Martin Luther King, James Baldwin, Lorraine Hansberry, Langston Hughes, Stokely Carmichael, entre outros ativistas importantes, influenciaram-na em seu ativismo negro.


Para crianças: A MENINA AKILI E SEU TAMBOR

O musical conta a história de Akili, uma menina africana que vive numa pequena aldeia chamada Adimó, onde junto com seu melhor amigo, um tambor falante de nome Aláfia, segue numa jornada para se tornar Griote, uma contadora de histórias, guardiã da tradição oral do seu povo. O espetáculo traz para o universo infantil uma história sobre amor e amizade que valoriza as raízes ancestrais africanas. Elementos que estarão em cena para expandir as referências positivas da negritude, fortalecendo o protagonismo feminino negro por meio do encantamento, da empatia e da valorização da identidade.


Música: ÀVUÀ

Após o sucesso do single "Conte Comigo", música de Jota.pê com participação de Bruna Black, os dois resolveram se arriscar em um projeto juntos e, alguns meses depois, se tornaram oficialmente em ÀVUÀ. Em 2021, foram convidados para gravar o álbum “ONZE”, que reúne canções inéditas de Adoniran Barbosa interpretadas por artistas como Elza Soares e Zeca Baleiro, disco que foi indicado ao Latin GRAMMYs 2021. No fim do mesmo ano, Jota e Bruna foram convidados para gravar no ColorsxStudios, um dos maiores canais de música do mundo por onde já passaram Emicida, Billie Eilish, Liniker e outros.


Release Firjan

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Itaperuna ganhará a primeira unidade híbrida Sesc–Senac do Noroeste do RJ

 Sesc chegará à cidade de forma definitiva com serviços de assistência, cultura, educação, lazer e saúde, e Senac terá estrutura maior para oferecer formação e capacitação profissional na região.

 


RIO DE JANEIRO – A cidade de Itaperuna, no Noroeste do estado do Rio de Janeiro, ganhará a primeira unidade híbrida do Sesc e do Senac nessa região. O município já conta com unidade do Senac, onde são oferecidos cursos de capacitação e de formação profissional, e também recebe atrações do Natal Sesc. Mas desta vez, o desembarque das duas instituições será de forma fixa e perene, com uma estrutura de cerca de 7 mil metros quadrados, onde a população poderá usufruir de serviços de assistência, cultura, educação, lazer e saúde em um só lugar.

 

O complexo será erguido em um terreno na Av. Deputado Cory de Campos Pillar Filho, na Cidade Nova. A obra – atualmente em fase de limpeza do terreno e terraplenagem – tem previsão de conclusão em 18 meses. A edificação central terá 3 pavimentos, que abrigarão piscina para adultos com deck, quadra poliesportiva, parque infantil (playground), clínica odontológica, espaço de saúde da mulher (exames de mamografia e Papanicolau), academia de ginástica, espaço de Arte, Ciência e Tecnologia, além de dois espaços multiuso. Também haverá laboratórios flexíveis para ensino profissional de saúde, bem-estar, beleza e outras carreiras – tudo em ambiente digital e em infraestrutura de ponta característica do Senac do Rio de Janeiro.

 

Unidade terá painéis solares e sistema de captação de água

O projeto arquitetônico está alinhado às demandas sociais e ambientais contemporâneas. De acordo com o diretor de Engenharia e Infraestrutura do Sesc e Senac RJ, Fábio Soares, as características do empreendimento refletem o compromisso das instituições em integrar práticas ecológicas em suas operações, contribuindo para um futuro mais equilibrado e consciente.

 

“Um dos principais pilares de sustentabilidade adotados pela nova unidade é a eficiência energética. Painéis solares estrategicamente posicionados nos telhados vão garantir uma produção de energia limpa e reduzirão a dependência de fontes não renováveis. Além disso, a unidade vai incorporar o uso de materiais reciclados e de baixo impacto ambiental. Sistemas de captação de água da chuva serão implementados para suprir parte das necessidades hídricas do local, contribuindo para a preservação dos recursos naturais da região”, enumera o diretor.

 

Fabio Soares acrescenta ainda que a gestão de resíduos é outro ponto crucial no compromisso sustentável do Sesc-Senac Itaperuna, a exemplo das outras unidades no estado.

 

“Programas de coleta seletiva e reciclagem serão implementados, incentivando colaboradores e visitantes a descartar seus resíduos de maneira consciente. E parcerias com cooperativas locais de reciclagem serão estabelecidas para promover a inclusão social e econômica na região”, diz o diretor, lembrando do compromisso que Sesc e Senac têm como signatários do Pacto Global da ONU.

 

Estudos recomendam a expansão ao Noroeste

Com 103 mil habitantes, Itaperuna fica distante cerca de 100 quilômetros da unidade mais próxima do Sesc, a de Campos dos Goytacazes, no Norte do estado. Estudos feitos pela instituição apontaram a necessidade da expansão para o Noroeste – uma região com população estimada em 320 mil pessoas.

 

Uma pesquisa feita com moradores mostrou que 91% dos entrevistados teriam interesse em frequentar uma unidade do Sesc, caso fosse instalada em Itaperuna. Em termos de geografia urbana, a cidade é o que se chama de “centróide”, sendo o núcleo econômico e social de uma região que engloba municípios como Bom Jesus do Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, Itaocara, Miracema, Porciúncula, Italva, entre outros. Ao criar uma unidade em Itaperuna, Sesc e Senac RJ têm expectativa de elevar os indicadores sociais e econômicos do município e do entorno.

 

Saiba mais sobre Sesc e Senac RJ

Sesc RJ

Há 78 anos o Sesc RJ atua nas áreas de assistência, cultura, educação, saúde e lazer, prestando serviços gratuitos ou com valores acessíveis aos trabalhadores do setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e à população do estado do Rio de Janeiro. Com mais de 40 unidades operacionais fixas e móveis, na capital e no interior, a instituição atua fortemente para a inclusão e redução das desigualdades e é reconhecida pelo impacto social gerado. O Sesc RJ é signatário do Pacto Global da ONU.

 

Senac RJ

Há 78 anos o Senac RJ atua na profissionalização de mão de obra para o setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Estado do Rio de Janeiro. A instituição de ensino, que desde janeiro de 2023 é signatária do Pacto Global da ONU, investe fortemente em inclusão social por meio de capacitação para o mercado de trabalho e é reconhecida como referência na oferta de cursos profissionalizantes.


Release SESC

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Programação do III Festival Cultural de Miracema - 9, 10 e 11/08

 09 de Agosto – Sexta-feira

  • 19:00: Abertura da exposição “O Coração do Poeta Pulsa Colorido” por Pablo Quaresma e Laura Jannuzzi (Auditório Cultural).
  • 20:00: Abertura Oficial do Festival (Palco 03 Coreto).
  • 22:00: Espetáculo “Auto do Boi Pintadinho de Miracema” e apresentação da Cia Folclórica Boi de Miracema/Grupo Cara da Rua (Palco 02 Prefeitura).
  • 23:00: Show com Thiago do Sax (Palco 03 Coreto).
  • 00:00: Show da banda The Fevers (Palco 01 Principal).
  • 01:30: Show da banda Beat Head (Palco 02 Prefeitura).

10 de Agosto – Sábado

  • 09:00: Feira de Artesanato, Show com Gil do Sax e Recreação Infantil.
  • 19:30: Apresentação da Orquestra Sociedade Musical Lira da Esperança (Palco 02 Prefeitura).
  • 20:30: Apresentação de Caxambu (Palco 03 Coreto).
  • 22:00: Show com Byafra (Palco 01 Principal).
  • 00:00: Show com Queiroz e Convidados (Palco 02 Prefeitura).

11 de Agosto – Domingo

  • 09:00: Feira de Artesanato, Show com a Banda Sociedade Musical 7 de Setembro e Apresentação de Folia de Reis.
  • 15:00: Show com Roda de Samba do Sereno (Palco 02 Prefeitura).
  • 17:00: Show com Paulinho Moska (Palco 01 Principal).