quinta-feira, 28 de março de 2019

Miracema volta a ser líder na região no ICMS-Ecológico – ano fiscal 2019

Miracema obteve o melhor IFCA (Índice Final de Conservação Ambiental) do ICMS Ecológico – ano fiscal 2019 da região, com a pontuação 0,5244. Entre os sete índices relativos que compõem o IFCA, Miracema tem pontuação em apenas três, com destaque para os dois índices relativos às unidades de conservação ambiental, principalmente o índice relativo às unidades municipais (APA – Miracema e RVS da Ventania). No índice relativo à destinação do lixo (IrDL), o município obteve a segunda melhor pontuação da região.

Em seguida São José de Ubá, que pontuou em quatro índices relativos, sendo um dos dois únicos municípios da região a pontuar no índice relativo a tratamento de esgoto (IrTE), o que contribuiu decisivamente para elevar seu IFCA e colocar o município no segundo lugar do ranking da região.

Dentre os 13 municípios da região, seis obtiveram aumento do IFCA em relação ao anterior (2018), com destaques para São José de Ubá, Santo Antônio de Pádua e Porciúncula.

O IFCA relativo ao ICMS Ecológico do ano fiscal 2019 foi aprovado pela Portaria CEPERJ/PR nº 8551, de 16/10/2018, publicada no Diário Oficial do RJ de 17/10/2018.


Noroeste Fluminense perde o equivalente a 129 campos de futebol de vegetação da Mata Atlântica em 2017

Levantamento realizado por SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em 2017, disponibilizado no Atlas Municípios, demonstra que os fragmentos remanescentes da Mata Atlântica no Noroeste Fluminense diminuíram de 5,52%, em 2016, para 5,50%, em 2017, ou 129 ha (129 campos de futebol). 

O bioma na região cresceu em apenas quatro municípios, com destaque para Bom Jesus do Itabapoana (8,74ha). Nos demais municípios houve decremento de vegetação: Laje do Muriaé (-39,95ha),  Santo Antônio de Pádua (-31,26ha), Miracema (-24,39ha), Porciúncula (-20,37ha), Itaperuna (-16,72ha), ...

Varre-sai detém a maior reserva relativa do bioma na região (10,65%), em seguida Laje do Muriaé (10,27%), Miracema (9,93ha), Cambuci (9,10%), Porciúncula (7,17%), Natividade (6,03%), São José de Ubá (4,80%), Itaperuna (4,02%), Bom Jesus do Itabapoana (4,00%), Santo Antônio de Pádua (3,96%), Itaocara (2,76%), Italva (2,17%) e Aperibé (0,76%).

Obs.:
a) os valores de ganhos ou perdas de vegetação em 2016 foram os mesmos compensados em 2017 (?);  e
b) o levantamento efetuado por SOS Mata Atlântica e INPE leva em consideração somente a vegetação nativa acima de 3 hectares.


terça-feira, 26 de março de 2019

Noroeste Fluminense abre 250 novos postos de trabalho formal em fevereiro

Em fevereiro, a região abriu 250 postos de trabalho com carteira assinada (+199 na microrregião Itaperuna e +51 na microrregião Santo Antônio de Pádua), segundo informações prestadas pelos empregadores no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Resultado bem mais favorável que o do mês anterior (-25 vagas) e um pouco melhor do número de aberturas de postos de trabalho em fevereiro de 2018 (225).

Em Itaperuna foram abertas 117 vagas, em seguida 66 em Bom Jesus do Itabapoana, 39 em Santo Antônio de Pádua, 25 em Porciúncula, 9 em cada um dos municípios de Laje do Muriaé e Natividade, 5 em cada um dos municípios de Miracema e São José de Ubá, 4 em Aperibé e 2 em Itaocara. Em Italva houve perda de 16 postos de trabalho, em Varre-Sai perda de 11 e em Cambuci de 4.

O setor de atividade econômica serviços abriu 176 vagas (+159 na microrregião Itaperuna e +17 na microrregião Santo Antônio de Pádua). Em seguida indústria de transformação, com abertura de 39 vagas (+15 na microrregião Itaperuna e +24 na microrregião Santo Antônio de Pádua); comércio, com abertura de 33 vagas (+24 na microrregião Itaperuna e +9 na microrregião Santo Antônio de Pádua); construção civil, que abriu 16 vagas (+15 na microrregião Itaperuna e +1 na microrregião Santo Antônio de Pádua); e agropecuária, que registrou abertura de 7 vagas (+5 na microrregião Itaperuna e +2 na microrregião Santo Antônio de Pádua).

No acumulado do ano, a região tem saldo de 225 postos de trabalho (+185 na microrregião Itaperuna e +40 na microrregião Santo Antônio de Pádua). De janeiro a fevereiro do ano anterior o resultado foi mais favorável, pois houve naquela ocasião abertura de 424 postos de trabalho.

Itaperuna acumula abertura de  112 vagas, em seguida 68 em Bom Jesus do Itabapoana, 41 em cada um dos municípios de Porciúncula e Santo Antônio de Pádua, 8 em Aperibé, 7 em São José de Ubá e 5 em Laje do Muriaé. Os demais municípios da região acumulam perdas de vagas, sendo 23 em Italva, 18 em Varre-Sai, 10 em Cambuci, 5 em Itaocara e 1 em Miracema. Em Natividade não houve perda e nem abertura de vagas.

O setor Serviços acumula 194 novos postos de trabalho (+200 na microrregião Itaperuna e -6 na microrregião Santo Antônio de Pádua), em seguida construção civil, com 34 (+33 na microrregião Itaperuna e +1 na microrregião Santo Antônio de Pádua) e administração pública, com 22 (+20 na microrregião Itaperuna e +2 na microrregião Santo Antônio de Pádua).

Municípios compreendidos nas microrregiões do Noroeste Fluminense: Itaperuna – Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e Varre-Sai; e Santo Antônio de Pádua – Aperibé, Cambuci, Itaocara, Miracema, Santo Antônio de Pádua e São José de Ubá.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Empregos com carteira assinada em Miracema apresentam leve aumento em 2018 depois de quedas desde 2015

Em 2018, Miracema criou 11 postos de trabalho com carteira assinada (0,4%). Aumentou de 2.769 postos em 2017 para 2.780 em 2018.  Os dados são da base ajustada do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ou seja, as informações prestadas pelos empregadores em datas subsequentes foram ajustadas para o devido mês de referência.

Na série histórica de 2014 a 2018, este foi o primeiro ano em que os empregos formais em Miracema apresentou um leve aumento (0,4%). Nos demais anos da série houve recuos de empregos: de 0,7%, de 2014 para 2015; de 6,3%, de 2015 para 2016; e de 0,9%, de 2016 para 2017.

As contratações realizadas por intermédio de empresas de administração pública puxaram por este resultado em 2018 ao aumentarem as contratações em 134%, ou de 90 postos de trabalho em 2017 para 211 em 2018. Em seguida o resultado foi puxado pelo setor de serviços, que aumentou 5,5%, ou de 692 postos de trabalho em 2017 para 730 em 2018. Nos demais setores houve perdas de postos de trabalho, com destaque para construção civil que recuou 36%.

O número de estabelecimentos no município (tabela II) vem caindo ano a ano: queda de 3%, de 2014 para 2015; 1,8%, de 2015 para 2016; 1,4%, de 2016 para 2017; e novamente1,4%, de 2017 para 2018.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Rebanho bovino do Noroeste cresce e já tem mais de uma cabeça por hectare das pastagens

O rebanho bovino do Noroeste Fluminense vem crescendo ano a ano chegando a ter em 2017 uma cabeça por 0,9 hectares ou 557.541 cabeças para pastarem em 492.658 ha - área disponível dos 555.524 ha da região subtraída das matas e das áreas plantadas. Uma vez que não foram subtraídas as áreas ocupadas por outros animais como equinos, caprinos e ovinos, assim como as áreas com as edificações e pavimentações das 13 cidades, podemos estimar que esta área de 492.658 ha é ainda menor.

Em condições normais, o recomendável é que haja uma cabeça de bovino por hectare. Mas se houver critérios de preservação da pastagem poderá haver pouco mais de uma cabeça por hectare.

A macrorregião onde a cobertura vegetal encontra-se mais devastada no Estado do Rio é a Noroeste Fluminense. Segundo indicador calculado por estudo da Fiocruz, que varia de zero a 1 (onde 1 é o ponto máximo de cobertura vegetal), o indicador do Noroeste ficou em 0,02, enquanto o da macrorregião em penúltimo lugar (Baixada Litotânea) ficou em 0,29 . Ver postagem sobre os indicadores aqui. 

O café trouxe muita riqueza para o Noroeste, mas contribuiu, em muito, para a devastação da cobertura vegetal da região. 

O cafeeiro rapidamente esgota o solo sobre o qual se assenta caso não haja o devido manejo. Na medida em que os cafezais diminuíam de rendimento com o passar dos anos, eram abandonados e novas faixas de mata nativa abatidas para implantação de novos cafezais. Humberto Machado observa a cultura extensiva do lado ocidental do vale do Paraíba; no entanto, suas constatações também se aplicam à faixa oriental, o Noroeste Fluminense (TÂNIA DE VASCONCELLOS, 2005): 

Ao fazendeiro não interessava a sua manutenção ou o seu reaproveitamento, enquanto existissem terras para serem devastadas. A reprodução dessa estrutura agrária era feita, consequentemente, pela incorporação de mais terras, além da força de trabalho. 

A disponibilidade de matas virgens e a baixa densidade demográfica da região, assim como a facilidade para obtenção de mão de obra, dificultavam as melhorias técnicas. A baixa relação homem-terra influenciou a forma de produção agrícola desenvolvida no Vale do Paraíba (MACHADO, 1993, p. 47). 

Por muitos anos entre os séculos XIX/XX a produção de café impulsionou o desenvolvimento da região. A pá de cal nos cafezais do Noroeste foi jogada por uma ação do Estado que, na década de 1960, através do Instituto Brasileiro do Café (IBC), patrocinou um grande programa de erradicação de cafezais que eram considerados esgotados e de baixa produtividade (Mizubuti, 1978). Essa erradicação se deu mediante indenização atrativa paga aos fazendeiros em espécie por pé de café erradicado. Pelos termos contratuais o café erradicado deveria ser substituído por outros cultivos, dentro de uma proposta de diversificação das lavouras com o objetivo de instituir-se uma agricultura comercial de mercado interno. Porém, essa diversificação não aconteceu ou perdurou. Hoje em dia, a lavoura de café na região se restringe basicamente aos municípios de Varre-Sai, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana (ver aqui). 

1950/70 - Esse período é coincidente ao de substituição da cafeicultura pela pecuária na região. A pecuária veio acentuar ainda mais o caráter predatório na relação com o ambiente, pois, [...] 
a substituição da lavoura do café pela criação de gado não liberou áreas para reflorestamento ou recomposição da capoeira. Pelo contrário, a pecuária favoreceu a retirada das últimas reservas” (SECPLAN/CIDE, 1988, p. 24) 

Na tabela I se tenta fazer um exercício para encontrar a área de ocupação de cada município com a criação de bovinos, embora falte na tabela outras ocupações de áreas como a do perímetro urbano do município, etc, o que certamente contribuiria para diminuir a área de pastagem. De acordo com a tabela, a área destinada a unidade de bovinos na região é de 0,9 hectare, sendo maior em Italva (1,1 ha).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Noroeste Fluminense fecha 116 postos de trabalho formal em dezembro, mas abre 662 no ano

Em dezembro, a região perdeu 116 postos de trabalho com carteira assinada (-71 na microrregião Itaperuna e -45 na microrregião Santo Antônio de Pádua), segundo informações prestadas pelos empregadores no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Em dezembro do ano anterior, a perda de vagas na região foi superior (-294).

Apenas em três municípios houve criação de novos postos: Laje do Muriaé (15), Itaperuna (8) e Itaocara (6). Nos demais vagas foram fechadas, tendo em Bom Jesus do Itabapoana o maior número (-51), em seguida Miracema e Santo Antônio de Pádua (-21 em cada um).

Apenas o comércio da região gerou novas vagas, 29 (+43 na microrregião Itaperuna e -14 na microrregião Santo Antônio de Pádua). O setor que registrou maior perda de postos foi indústria de transformação, -45 (-59 na microrregião Itaperuna e +14 na microrregião Santo Antônio de Pádua), em seguida serviços, -43 (-7 na microrregião Itaperuna e -36 na microrregião Santo Antônio de Pádua).

No ano, a região abriu 662 vagas  (+680 na microrregião Itaperuna e -18 na microrregião Santo Antônio de Pádua). Resultado mais satisfatório do que o ocorrido em 2017, período em que foram abertas na região 294 postos de trabalho.

Itaperuna lidera com abertura de 465 vagas, em seguida 219 em Natividade, 61 em São José de Ubá, 48 em Itaocara, 46 em Laje do Muriaé e 24 em Varre-Sai. Nos demais municípios da região foram fechados postos de trabalho, sendo -84 em Santo Antônio de Pádua, -61 em Bom Jesus do Itabapoana, -23 em Miracema, -15 em Aperibé, ...

O setor serviços lidera com abertura de 576 vagas (+458 na microrregião Itaperuna e +118 na microrregião Santo Antônio de Pádua). Em seguida comércio, com 224 (+210 na microrregião Itaperuna e +14 na microrregião Santo Antônio de Pádua) e administração pública, com 106 (todas abertas na microrregião Itaperuna). Os demais setores registraram perdas de vagas, sendo na indústria de transformação o número mais significativo, -107 (-37 na microrregião Itaperuna e -70 na microrregião Santo Antônio de Pádua).

Municípios compreendidos nas microrregiões do Noroeste Fluminense: Itaperuna – Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e Varre-Sai; e Santo Antônio de Pádua – Aperibé, Cambuci, Itaocara, Miracema, Santo Antônio de Pádua e São José de Ubá. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Noroeste Fluminense fecha 35 postos de trabalho formal em novembro

Em novembro, 35 postos de trabalho foram fechados na região (-62 na microrregião Itaperuna e +27 na microrregião Santo Antônio de Pádua), segundo informações prestadas pelos empregadores no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. No mesmo período de 2017 foram abertas 65 vagas na região. 

Miracema destaca-se com a criação de 33 postos de trabalho, em seguida Bom Jesus do Itabapoana com 30. Aperibé, Cambuci, Itaocara, Natividade, São José de Ubá e Varre-Sai também criaram novas vagas, que variaram entre 2 e 5. Nos demais municípios da região foram registrados saldo negativo, tendo em Itaperuna o maior número (-79).

O maior número de vagas foi aberto no comércio, 83 (+72 na microrregião Itaperuna e +11 na microrregião Santo Antônio de Pádua). Indústria de transformação fechou 56 vagas (-58 na microrregião Itaperuna e +2 na microrregião Santo Antônio de Pádua), serviços 33 (-64 na microrregião Itaperuna e +31 na microrregião Santo Antônio de Pádua) e agropecuária 15 (-10 na microrregião Itaperuna e -5 na microrregião Santo Antônio de Pádua)..

No acumulado do ano foram abertas na região 778 vagas (+751 na microrregião Itaperuna e +27 na microrregião Santo Antônio de Pádua). Resultado mais satisfatório do que o ocorrido no mesmo período do ano anterior (588).

Este resultado favorável foi puxado por Itaperuna, que acumula abertura de 457 novos postos de trabalho, e também por Natividade, que criou 233 novas vagas. Em seguida São José de Ubá, com abertura de 64 vagas, Itaocara, com 42, Laje do Muriaé, com 32, Varre-Sai, com 25, e Italva, com 9. Nos demais municípios o saldo é negativo, tendo em Santo Antônio de Pádua o número mais elevado (-63).

Serviços foi o setor que acumula o maior número de vagas abertas, 619 (+465 na microrregião Itaperuna e +154 na microrregião Santo Antônio de Pádua). Em seguida comércio, com abertura de 195 vagas (+167 na microrregião Itaperuna e +28 na microrregião Santo Antônio de Pádua) e administração pública, com 119 (todas abertas na microrregião Itaperuna). Nos demais setores houve fechamento de vagas, tendo em indústria de transformação o número mais elevado, -62 (+22 na microrregião Itaperuna e -84 na microrregião Santo Antônio de Pádua).

Municípios compreendidos nas microrregiões do Noroeste Fluminense: Itaperuna – Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e Varre-Sai; e Santo Antônio de Pádua – Aperibé, Cambuci, Itaocara, Miracema, Santo Antônio de Pádua e São José de Ubá.