quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Diferença de Dilma sobre Serra sobe para 10 pontos porcentuais, aponta CNT/Sensus

Dilma aparece, nesta pesquisa, com 41,6% das intenções de voto contra 31,6% do candidato tucano; Marina Silva, do PV, tem 8,5%

A vantagem da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o adversário do PSDB, José Serra, passou de 2 para 10 pontos percentuais na pesquisa Sensus divulgada nesta quinta-feira, 5, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Dilma aparece, nesta pesquisa, com 41,6% das intenções de voto contra 31,6% do candidato tucano. Marina Silva, do PV, tem 8,5%. A pesquisa foi feita entre os dias 31 de julho a 2 de agosto com 2 mil pessoas de todo o país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.
Zé Maria, do PSTU, tem 1,9% das intenções de voto. Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, 1,7%. José Maria Eymael (PSDC) aparece com 0,5%, Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com 0,1% cada. Brancos e nulos somam 3,4% e 10,9% não souberam responder.
Na última pesquisa CNT/Sensus, divulgada há três meses, Dilma tinha 35,7%, José Serra 33,2%, e Marina Silva 7,3%. O resultado foi considerado empate técnico entre os candidatos do PT e do PSDB.
Segundo turno
A CNT também apurou um cenário em que Dilma e Serra disputariam o segundo turno. Neste caso, a petista venceria com 48,3%, contra 36,6% do tucano. Na última pesquisa, em maio, Dilma tinha 41,8% e Serra 40,5%. Em janeiro, o candidato do PSDB ainda aparecia como vencedor do segundo turno com 44% contra 37,1% de Dilma.
Caso Marina Silva disputasse o segundo tuno com Dilma a vitória da petista seria ainda maior: 55,7% contra 23,3%. Em maio o placar tinha ficado em 51,7% contra 21,3%. Na última lista, Marina Silva disputaria o segundo turno com José Serra. Neste caso, sairia eleito o candidato do PSDB com 50% contra 27,8% da candidata verde. Em maio este cenário era: 50,3% x 24,3%.
Espontânea
Na pesquisa espontânea - quando o entrevistado responde em quem pretende votar para presidente sem ter os nomes dos candidatos disponíveis – a maioria, 30,4%, respondeu que votará em Dilma Rousseff. José Serra foi lembrado por 20,2% dos entrevistados e Marina Silva por 5%. O presidente Lula, que não pode disputar um terceiro mandato, também foi citado por 5%.
Rejeição
A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, tem 63,4% na lista da pesquisa CNT/Sensus que aponta o limite de voto dos candidatos. Nesta opção, Dilma foi apontada como única candidata em quem o entrevistado votaria por 34,6% e como candidata que "poderia votar" por 28,8%. A taxa de rejeição dela é de 25,3%. Em maio, Dilma tinha 60% de teto de voto e 26,1% de rejeição.
A maior taxa de rejeição é de José Serra: 30,8%. Em maio era de 29,5%. Em contrapartida o limite de votos dele, entre os que o tem como único candidato ou possível candidato, é de 58,1%, contra 61,5% apurados em maio. Marina Silva tem teto de votos de 51,6% e taxa de rejeição de 29,7%. Em maio esses índices eram de 43,6% e 34,4%.
Apesar de Dilma Rousseff ser apontada como candidata de 41,6% dos entrevistados da pesquisa CNT/Sensus, é maior o número de eleitores que acreditam na vitória dela: 47,1%. José Serra, apontado como candidato de 31,6%, é citado como provável vitorioso das eleições por 30,3%. Marina Silva deve ser eleita para 2,2% dos entrevistados. Ela é indicada como candidata por 8,5%.
As informações são do Estadão.com.br
Hoje tem debate na TV Bandeirantes dos presidenciáveis, às 22 h.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MAIS UMA ANÁLISE DO NOROESTE FLUMINENSE

Desta vez, a análise é do documento “Avaliação Social – Projeto Rio Rural/BIRD” (clique no título do documento para acessar - é necessário que o usuário tenha o Adobe Reader).

O documento é de 2008 e foi elaborado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Estado do Rio. Nele, é enfatizada as regiões Norte e Noroeste para o desenvolvimento do Projeto Rio Rural/BIRD:

“Sua área de atuação abrangerá todo o estado do Rio de Janeiro. Entretanto, foram priorizados alguns territórios em que as ações ocorrerão de forma mais concentrada, com base em critérios de pobreza, maior concentração de população rural, maior participação do setor agropecuário e piores índices de IQM-Verde. A área focal de prioridade 1 do projeto é composta pelas regiões Norte-Noroeste; a de prioridade 2 é a região Serrana; e, a área de replicação do projeto será constituída por 23 municípios onde a produção de alimentos e a agricultura familiar ainda exercem um peso significativo na economia local e regional. Os mesmos critérios de pobreza rural, concentração da agricultura familiar e degradação ambiental foram utilizados na seleção desses municípios, que poderão ter até 2 microbacias hidrográficas trabalhadas, totalizando 46 microbacias para replicabilidade da estratégia do Projeto."

Eis a análise no documento do Noroeste Fluminense:

“A região Noroeste compreende os municípios de Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, São José de Ubá, Varre-Sai, Santo Antônio de Pádua. Os treze municípios ocupam uma área de 5.374 km² (12% da área total do estado) e possuem, conjuntamente, uma população de 307.092 habitantes (2% da população total do estado), com densidade demográfica de 57 habitantes por quilômetro quadrado.

O programa Rio Rural/BIRD tem intenção de desenvolver suas atividades no conjunto dos
municípios.

Comparando-se as informações sobre população do Censo IBGE 2000 (297.696 habitantes) e da Contagem da População-IBGE 2007 (307.092 habitantes), encontrou-se que o crescimento populacional do Noroeste, no período, foi de apenas 3,2%. Seu crescimento foi 3,9 pontos percentuais menor que o crescimento médio do Estado (7,1%). A taxa média anual de crescimento encontrada é de 0,45%, ou seja, a população da região ainda cresce, mas cada vez com menor intensidade.

A região Noroeste Fluminense é a região mais pobre do Estado. Considerando-se o período de 1991 a 2000, da mesma forma que na região Norte, a proporção de pobres diminui em todos os municípios (Atlas de Desenvolvimento Humano, PNUD, 2004). Aperibé, Laje do Muriaé e Bom Jesus de Itabapoana foram os municípios em que a proporção de pobres diminuiu de forma mais significativa, respectivamente em 32.6, 31.6 e 26.4 pontos percentuais. Em Miracema e Porciúncula a redução da proporção de pobres foi mais modesta, de 15.7 na primeira e 12.8 pontos percentuais, na segunda.

Além de uma agricultura e de uma pecuária desgastante e desgastada, o noroeste vive de repasses dos governos federal e estadual, bem como de recursos da assistência social, a exemplo da aposentadoria rural. Existem, na região, 10.323 estabelecimentos agropecuários, ocupando uma área de 365.636 hectares. Desses, 7.273 estabelecimentos (70,5%) são ocupados com lavouras, em uma área de 37.549 hectares (10% da área total), dando uma média de 5,2 hectares de lavoura por estabelecimento. Em termos de pecuária, 6.615 estabelecimentos (64%) têm como atividade a pecuária de grande e médio porte (gado bovino, bubalino, caprinos e ovinos) e 3.728 (36%) se ocupam com a criação de pequenos animais (suínos e aves).

Os indicadores socioeconômicos continuam bastante preocupantes. Os coeficientes de mortalidade infantil (SIM/SINASC 2005) na região apresentam os seguintes resultados: 37,6/1000, no município de Cambuci; 18,7 em Miracema; 18,0, Itaocara; 17,5, em Italva; 17,2, em Varre-Sai; 16,0, em Porciúncula; 15,6, em Laje do Muriaé; 15,1, Itaperuna; 12,8, em Santo Antônio de Pádua; 9,6, em Natividade.

Ou seja, dos treze municípios da região Norte Noroeste, nove (quatro da região Norte e cinco da região Noroeste) permanecem com os índices de mortalidade infantil superiores ao índice do Estado referente a 2005 (16,00/1000). Não foi registrado o coeficiente de mortalidade infantil, em 2005, para o município de Aperibé. Entre as causas das taxas de mortalidade infantil apresentadas pelas duas regiões predominam as doenças infecciosas, parasitárias e respiratórias ou a afecções originadas no período perinatal.

Em termos de habitação, a região Noroeste apresenta problemas em relação às instalações sanitárias e destino do lixo. São poucas as residências na área rural que possuem fossas sépticas (3,1%, IBGE-2000). Os esgotos vão direto para os riachos e rios, ou permanecem em valas a céu aberto, ocasionando problemas de pele, de verminose e outras doenças, especialmente em crianças. O lixo das propriedades em geral é queimado ou enterrado. É preocupante a quantidade de recipientes de agrotóxico espalhada pelos estabelecimentos rurais, ocasionando contaminação da terra e da água, inclusive aquela água destinada a consumo humano. Em vários municípios como São José de Ubá, por exemplo, estão sendo feitas campanhas para devolução dos recipientes de agrotóxico aos comerciantes. As prefeituras que estão estimulando tais campanhas geralmente estabelecem pontos de coleta descentralizada e vão pegar com caminhão.

Na região Noroeste11, em 2005, existiam 10.820 matrículas na pré-escola (81% pública e 19% privada), 44.226 matrículas no ensino fundamental (88% pública e 12% privada), 12.858 matrículas no ensino médio (90% pública e 10% privada) e 8.158 matrículas no ensino superior (8% pública e 92% privada). Ou seja, a situação da região Noroeste é similar à da região Norte. As matrículas efetuadas no ensino médio representam 29% daquelas realizadas no ensino fundamental. Já as matrículas no ensino superior, comparadas àquelas realizadas no ensino médio, correspondem a 63%, ou seja, 9% a menor que as apresentadas na região Norte. A população feminina do espaço rural apresenta taxa de alfabetização superior à dos homens.

No Índice de Qualidade Municipal- 2005 (IQM-2005), nenhum dos municípios da região figura na lista dos 20 melhores. Varre-Sai, São José do Ubá, Aperibé e Laje do Muriaé aparecem como os últimos colocados do IQM-2005, sendo que Aperibé passou do 43º para o 79º lugar, conforme se pode observar no anexo xxx.”

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ARTIGO SOBRE O NOROESTE FLUMINENSE

Encontrei na rede um artigo escrito pelo Cientista Social e Dr. em Planejamento Regional José Luiz Vianna da Cruz. Gostei muito e resolvi compartilhar no blog. Título do artigo: Os desafios do Norte e do Noroeste Fluminenses frente aos grandes projetos estratégicos (copiar e colar o título num site de busca para ver o artigo).

“O artigo se propõe chamar a atenção – ante às grandes intervenções econômicas sobre o território, em curso e anunciadas, nas frentes de ação governamental e empresarial, para o Norte (NF) e Noroeste (NOF) Fluminenses – para alguns aspectos que devem ser levados em conta, com o intuito de evitar o ocorrido em outras experiências semelhantes, já conhecidas e avaliadas, que geraram, ao lado da geração de riquezas, passivos ambientais e sociais, alguns difíceis de reverter, capazes de comprometer o futuro da sociedade.”

Breve histórico do Noroeste Fluminense descrito no artigo:

"A região Noroeste Fluminense foi criada em 1987, no Governo Moreira Franco, pelo desmembramento da região Norte Fluminense, após décadas de reivindicação regionalista nesse sentido, na busca da “independência” com relação ao Norte Fluminense, mais particularmente com relação a Campos dos Goytacazes, que monopolizava a atenção e os recursos dos da iniciativa privada e dos governos estadual e federal. No Censo Demográfico do IBGE de 1991, aparece com 9 municípios, possuindo 13, atualmente. Os quatro municípios novos foram criados a partir de distritos de municípios já existentes. Sua ocupação econômica tradicional se deu pelo café, erradicado nas décadas de 40 e 50, após a crise dos anos 30, e pela pecuária leiteira, principalmente, de baixa rentabilidade. Dispõe de alguma produção remanescente de café, de uma produção de pedras ornamentais em Sto. Antonio de Pádua, que é um dos dois pólos micro-regionais existentes na região; e de uma estrutura significativa de produção leiteira, industrial, e de comércio e serviços, em Itaperuna, o outro pólo microregional (GRABOIS, 1996; SOFFIATI, CRUZ, 1997; CRUZ, TERRA, 1997).

Sofre, desde os anos 60, uma séria crise de emprego, pela ausência de reconversão produtiva, pela baixa rentabilidade da sua pecuária, pela desertificação das suas terras, exauridas pelas formas de produção do café e pelo manejo da pecuária; e, desde os anos 80, pela decadência da agroindústria sucroalcooleira polarizada por Campos dos Goytacazes, mas que possuía plantações de cana e unidades industriais em alguns municípios da região. Na região, somente Pádua e Itaperuna mantêm algum dinamismo econômico – com a extração de pedras ornamentais, na primeira; vestuário, laticínio e metal-mecânica, na segunda, principalmente – fortalecida pela estrutura de comércio e serviços decorrentes da condição de pólos, e, no caso de Itaperuna, acrescido recentemente, do crescimento do setor de saúde em função da regionalização do Sistema Único e do setor de Ensino Superior, fruto do vertiginoso processo de interiorização das unidades particulares. Na estrutura do emprego, o emprego público, em órgãos federais, estaduais e municipais, aparece com um peso desproporcional. Alguns dos seus municípios aparecem nas últimas colocações do IDH-M e do IQM do Estado do Rio de Janeiro. A estagnação econômica, os níveis de pobreza e a falta de perspectiva de emprego dominam o cenário socioeconômico regional (CRUZ, 2003)."
Classe D supera a B em potencial de consumo

A classe D brasileira, formada por famílias com rendimento mensal entre um e três salários mínimos, pela primeira vez, em 2010, ultrapassa o potencial de consumo da classe B. É o que mostra a pesquisa do Instituto Data Popular

Famílias brasileiras como a do cearense Antônio Marcos Firmino, com renda mensal entre R$ 511 e R$ 1.530, têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% do total de rendimentos de R$ 1,38 trilhão. Esse potencial de consumo supera, pela primeira vez em 2010, o da classe B, que tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200, e vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). É o que mostra estudo realizado pelo instituto de pesquisas Data Popular. A combinação de poder de compra com carência de produtos – 49,5%, por exemplo, não possuem geladeira – faz com que a renda se transforme rapidamente em consumo.

De acordo com a pesquisa, a classe D passa a ocupar o segundo lugar nos estratos sociais em termos de consumo. O maior potencial de compras, no entanto, continua no bolso da chamada nova classe média, a classe C: R$ 427,6 bilhões. No total, a massa de renda para o Brasil resultará num volume de R$ 1,38 trilhão, valor projetado para 2010 a partir de uma estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 7% em relação a 2009.

A classe D ultrapassou ou alcançou a classe B em cinco das oito principais categorias de consumo interno pesquisadas: alimentação dentro do lar (23,4% contra 15,5%), vestuário e assessórios (17,2% contra 16,9%), móveis eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (18,7% contra 17,6%), medicamentos (19,3% contra 19,1%) e higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar (empate de 18,6%).

O sócio diretor do Data Popular, consultor Renato Meirelles, lembra que essa mudança é reflexo tanto do aumento dos rendimentos da população de baixa renda como da baixa posse de bens nessa faixa social. Explica que enquanto para a classe B a maior parte do gastos é representa a reposição de produtos, para a classe D é o passaporte de entrada no universo do consumo. "Graças a esse novo cenário, o Brasil terá em 2010 o primeiro ano da melhor década de sua história. Os números, ao menos, apontam para isso", comenta.

O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça, avalia que uma junção de fatores contribui para esse desempenho. Entre eles destaca a valorização do salário mínimo que de abril de 2003 até janeiro de 2010 valorizou 53,7%, a geração de empregos formais e o maior acesso acesso ao crédito.

SAIBA MAIS
De acordo com a pesquisa da Data Popular, que realizou cinco mil entrevistas em todo o Brasil no segundo semestre do ano passado, 11,6 milhões de famílias pretendem comprar ou trocar de geladeira em 2010 (22,6% do total de famílias)

Essa intenção de compras por classes tem a seguinte divisão:

AB – 12,5%

C – 52,7%

DE – 34,8%

A compra ou troca do computador em 2010 está na intenção de 20 milhões de famílias ou 38% do total de famílias. Entre as classes essa intenção é de 13,8% para as classes AB, 57,6% para a C e 28,6% para as classes DE

A compra da máquina de lavar também está no sonho de consumo de muita gente. A pesquisa identificou que 10,9 milhões de famílias pretendem comprar ou trocar a lava-roupas em este ano, o que representa 21,2% do total de famílias

A distribuição da intenção de compras por classes é a seguinte:

AB – 9,7%

C – 51,5%

DE – 38,8%

FONTE: Data Popular. O Data Popular é um instituto de pesquisas e consultoria que atua na produção de conhecimento sobre o consumidor emergente no Brasil, foi criado em 2001.

As informações são do O POVO Online.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

LULA SANCIONA LEI QUE CRIA POLÍTICA NACIONAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

Legislação prevê que empresas recolham embalagens usadas de produtos. Também exige que as pessoas separem o lixo onde houver coleta seletiva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (2) a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que tem o objetivo de incentivar a reciclagem de lixo e o correto manejo de produtos usados com alto potencial de contaminação. Entre as novidades na nova lei está a criação da “logística reversa”, que obriga os fabricantes, distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas. A medida vale para materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.

A legislação também determina que as pessoas façam a separação doméstico nas cidades onde há coleta seletiva. Catadores e a indústria de reciclagem receberão incentivos da União. Além disso, os municípios só receberão recursos do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos depois de aprovarem planos de gestão. A lei ainda precisa passar por regulamentação. Será necessário, por exemplo, estabelecer um prazo de adaptação para as empresas e disciplinar o tipo de tratamento que deve ser dado a cada tipo de material.

De acordo com Lula, a regulamentação deve sair em 90 dias. "Nós temos que ter cuidado para não demorar pare regulamentar. Não podemos passar de 90 dias", afirmou ele durante cerimônia de sanção da lei.

O objetivo das novas regras é estabelecer a responsabilidade compartilhada entre a sociedade, empresas, governos estaduais, a união e prefeituras no manejo correto do lixo. "A adoção de uma lei nacional para disciplinar o manejo de resíduos é uma revolução em termos ambientais. O maior mérito, contudo, é a inclusção social de trabalhadores que durante anos foram esquecidos e maltratados pelo poder público", disse o presidente.

A lei proíbe ainda a criação de lixões onde os resíduos são lançados a céu aberto. Todas as prefeituras terão que construir aterros sanitários ambientalmente sustentáveis, onde só poderão ser depositados resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento. Será vetado também catar lixo, morar ou criar animais noesses aterros. A legislação proíbe ainda a importação de qualquer tipo de lixo.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a produção diária de lixo nas cidades brasileiras chega a 150 mil toneladas. Deste total, 59% vão para lixões e apenas 13% são reaproveitados. O ministério informou ainda que Orçamento de 2011 prevê R$ 1 bilhão para financiamentos e invcentivos do governo a reciglagem. Além disso, a Ceixa Econômica Federal tera R$ 500 milhões disponíveis em crédito para cooperativas de catadores e projetos que tratam de manejo de resíduos.
As informações são da Gazetaweb.com
Ver a lei na íntegra aqui
O QUE MUDOU?

Em 1998, o estudo “Potencialidades Econômicas e Competitividade das Regiões do Estado do Rio de Janeiro”, desenvolvido pela FGV-RJ/FIRJAN/SEBRAE-RJ/SENAI-RJ/SESI-RJ, fez um mapa de um conjunto de atividades com potencial de desenvolvimento.

Em relação ao Noroeste Fluminense, e especialmente Miracema, depois de 12 anos, fazemos a pergunta do título deste post: O que mudou? E o que não foi previsto pela pesquisa e se desenvolveu?

A seguir, o mapa desenvolvido pela FGV-RJ/FIRJAN/SEBRAE-RJ/SENAI-RJ/SESI-RJ para o Noroeste Fluminense:

Setor Primário

Aperibé tem a matéria prima que permite desenvolver agroindústrias, pois possui produção de coco, limão, mamão, goiaba e pinha. A pecuária intensiva, mais especialmente a suinocultura, encontra-se bem desenvolvida. O município apresenta condições favoráveis para a aqüicultura de água doce.

A pecuária extensiva de corte e de leite encontra-se bastante desenvolvida, sendo recomendável a adoção de melhorias genéticas e das técnicas de manejo do rebanho para incrementar o potencial de crescimento desta atividade em Cambuci, Italva, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e São José de Ubá.

Cambuci tem boa produção de olerícolas, especialmente de tomate, com potencial para desenvolver seu processamento industrial, como o empacotamento a vácuo, desidratação e fabricação de conservas. O município tem dificuldade de escoar sua produção em virtude do mau estado das estradas vicinais.

Italva tem a Escola Técnica Agrícola da EMATER e Estação experimental, com a matéria prima que permite desenvolver agro-indústrias, pois possui produção de goiaba, figo, manga, laranja, tangerina, limão, caju e pinha. Também tem boa produção de olerícolas, especialmente de tomate, pimentão, pepino e quiabo, com potencial para desenvolver seu processamento industrial.

O cultivo de arroz e milho, além do feijão, já foi tradicional em diversos municípios da região, especialmente o arroz nas várzeas do rio Muriaé, que corta o território do município, tendo sido progressivamente reduzido em favor da fruticultura e olericultura.

Laje do Muriaé apresenta condições favoráveis para a aqüicultura de água doce.

A retomada de níveis de preço compensadores nos mercados internacionais viabiliza o desenvolvimento da cultura cafeeira em Natividade, Porciúncula e Varre-Sai.

Porciúncula tem a matéria prima que permite desenvolver agro-indústrias, pois possui produção de goiaba. A aqüicultura de água doce já se encontra desenvolvida, apresentando um bom potencial de crescimento.

São José de Ubá tem boa produção de olerícolas, especialmente de tomate e pimentão, com potencial para desenvolver seu processamento industrial, como o empacotamento a vácuo, desidratação e fabricação de conservas.

Varre-Sai tem a matéria prima que permite desenvolver agro-indústrias, pois possui produção de jabuticaba, utilizada para produção de vinho.

Setor Secundário

Aperibé, Miracema e Porciúncula possuem jazidas de mármore e granito que permitem o desenvolvimento de indústrias extrativas, favorecendo a consolidação do pólo de mármore e granito da Região Noroeste.

Aperibé e Itaocara possuem importantes jazidas de calcário que poderão, futuramente, permitir a implantação de fábricas de cimento.

A tradição de fabricação de artefatos de ferro, aço e não-ferrosos em Aperibé permite o ulterior desenvolvimento destas atividades.

Italva possui tradição na indústria de mobiliário. Na medida em que seja desenvolvida a incipiente silvicultura, o município terá melhores condições para o desenvolvimento desta atividade.

Apresenta, ainda, potencial para indústrias especializadas na extração e processamento de mármore e de calcário, devido à existência de jazidas. As jazidas de calcário e a tradição na produção de cimento no município favorecem o desenvolvimento deste tipo de indústria.

Italva apresenta condições favoráveis para a indústria de vestuário, podendo integrar, em termos de produtos, um possível pólo de vestuário na Região Noroeste Fluminense.

A indústria do vestuário atravessa dificuldades em função da competição, às vezes desleal, dos produtores asiáticos, que podem ser superadas desenvolvendo especialização em produtos de maior valor agregado e melhor protegidos contra a concorrência.

Este é o rumo que está sendo tomado pela indústria em Itaperuna, através da especialização na moda de dormir, desenvolvendo condições de tornar-se líder de um pólo especializado, que poderia abranger Miracema, Porciúncula, Natividade e Laje do Muriaé.

As atividades industriais de abate de animais e frigoríficos possuem alta relevância econômica e apresentam potencial de desenvolvimento em Porciúncula.

Setor Terciário

O município da Região Noroeste Fluminense que apresenta melhores condições para o desenvolvimento da indústria turística é Itaperuna, em função das fontes de Raposo, bom como do apoio hoteleiro que pode fornecer aos turistas que se destinam aos municípios vizinhos e, também, em função da movimentação de visitantes decorrente do crescimento dos serviços educacionais e de saúde no município.

Nota: as informações do Estudo de 1998 foram extraídas de tese de mestrado na Escola de Administração Pública e Empresas/FGV, no endereço http://virtualbib.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/3650/ACFD92.pdf?sequence=1

domingo, 1 de agosto de 2010

PESQUISA DA FGV – NOROESTE FLUMINENSE

Nos “Dados dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro” elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, onde são indicados “Os cinco mais” e “Os cinco menos”, são apontados municípios do Noroeste Fluminense nos seguintes quesitos:

Os cinco mais:
- Ranking da Idade Média: Italva (33,31), Itaocara (32,93) e Cambuci (37,78).
- Ranking – Percentual de Homens: São José de Ubá, com 51,61.
- Ranking – Proporção dos com Renda Abaixo da Linha de Pobreza: Varre-Sai, com 37,6.

Os cinco menos:
- Ranking – Anos Médio de Estudo: São José de Ubá, com 3,63.
- Ranking da População Total: São José de Ubá (6.413), Varre-Sai (7.854) e Laje do Muriaé (7.909).
- Ranking – Renda do Trabalho: Laje do Muriaé (304,14) e Varre-Sai (314,23).
- Ranking – Número Médio de Automóveis no Domicílio: Laje do Muriaé, com 0,17.
- Ranking – Banheiros no Domicílio: São José de Ubá, com 1,03.
- Ranking – Acesso a Coleta de Lixo: Itaocara (16,84), Laje do Muriaé (24,77) e Natividade (27,78).

Fonte dos dados tomados por base pela FGV: CPS/FGV a partir dos microdados do Censo Demográfico IBGE 2000.

A Pesquisa completa da FGV pode ser acessada aqui.