sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Empregos com carteira assinada no Noroeste Fluminense, em outubro de 2013


Em outubro deste ano, o saldo de empregos com Carteira de Trabalho assinada (diferença entre admissões e desligamentos) no Noroeste Fluminense foi desfavorável em 96 postos de trabalho.  

No acumulado do ano até outubro, as admissões de empregos com carteira assinada na região superaram os desligamentos em 2.274 empregos. Em relação ao mesmo período do ano passado houve aumento de 48,18%. Itaperuna lidera a abertura de vagas na região, com 921 novos postos, sendo seguida por Santo Antônio de Pádua, com 615, Itaocara, com 329, Bom Jesus do Itabapoana, com 162, Natividade, com 93, Cambuci, com 66, ...


Os setores de atividade econômica que mais propiciaram este resultado (2.274 novas vagas) foram: Serviços (46,09%), Comércio (20,36%) e Indústria de Transformação (18,56%). 


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Prefeitura de Miracema e Caixa Econômica Federal concedem empréstimo a Microempreendedores Individuais



O site oficial da PMM anunciou hoje (21/11), às 15:49 h, que a Prefeitura Municipal em parceria com a Caixa Econômica Federal estarão promovendo empréstimo a Microempreendedores Individuais. A taxa de juros dos empréstimos será de no máximo 5% ao ano.

As propostas de adesão aos referidos empréstimos deverão ser feitas hoje (21) e amanhã (22) no prédio da CAPS (Caixa de Assistência, Previdência e Pensões dos Servidores Públicos Municipais de Miracema - RJ), localizado na Praça Getúlio Vargas, em frente da rodoviária de Miracema.

Com informações do site da PMM

Teatro SESI Itaperuna: show em homenagem a Vinicius de Moraes neste sábado

No mesmo dia, tem início a exposição Vinicius de Moraes – 100 anos, com exibição de painéis que retratam parte da vida e obra do artista

Itaperuna, 21 de novembro de 2013

Dando continuidade às homenagens ao centenário de Vinicius de Moraes no Teatro SESI Itaperuna, o Sistema FIRJAN, através do SESI Cultural, traz à cidade, neste sábado, 23, a cantora Masé Sant’anna, que sobe ao palco com o show “Viva Vinicius”. A apresentação acontece a partir das 20h. Os ingressos custam R$ 1.

Canções do “poetinha” e de seus parceiros, entre eles Tom Jobim, Baden Powell e Carlinhos Lyra, compõem o repertório do show, com destaque para os grandes sucessos “Tarde em Itapuã” e “Samba da Benção”. Trechos de poemas do homenageado também serão declamados no decorrer da apresentação.

Exposição Vinicius de Moraes – 100 anos

No mesmo dia, o Teatro SESI Itaperuna abre a exposição Vinicius de Moraes – 100 anos. A mostra fica até dia 29, das 10h às 19h, e também nos horários das atrações. A entrada é franca.

Durante a exposição, serão exibidos painéis que retratam parte da vida e obra desse artista multifacetado, que além de poeta era cantor, compositor, autor, jornalista e diplomata.

O Teatro SESI Itaperuna fica na Avenida Deputado José de Cerqueira Garcia, 883 – bairro Presidente Costa e Silva.

Assessoria de Imprensa itaperuna
 

Dengue: Estado do Rio tem 11 municípios com áreas de alto risco e 26 em estágio de alerta, inclusive Pádua no Noroeste

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - As altas temperaturas registradas nos últimos dias e o forte calor anteciparam a presença do mosquito da dengue no estado. Atualmente, 11 municípios apresentam áreas com índice de infestação pelo Aedes aegypti acima de 4% (40 imóveis com foco do mosquito a cada mil), considerado de alto risco pelo Ministério da Saúde.

Esses focos foram encontrados em bairros dos municípios de Angra dos Reis, Itaguaí, Japerí, Magé, São João de Meriti, Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Macaé e São João da Barra. Os dados fazem parte da pesquisa mais recente do Liraa (Levantamento do Índice Rápido para o Aedes aegypti), feita em 80 cidades, entre os dias 13 e 19 de outubro.

Entre os municípios pesquisados, 26 estão em estágio de alerta - com índice entre 1% e 3,9%. As maiores taxas foram registradas em Santo Antônio de Pádua, com 2,6%; Itaboraí, 2,4%; Japeri, 2,3%; e Itaguaí 2,1%. Cerca de 70% das cidades tem infestação pelo Aedes aegypti abaixo de 1%, índice considerado satisfatório de acordo com o ministério. Barris, pratos de vasos de plantas, garrafas e latas, tampinhas de garrafas, estão entre os criadouros mais comuns presentes em mais de 60% dos imóveis infestados.

De acordo com o técnico da subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado, Mário Ribeiro, “embora alguns municípios apresentem situação de alerta, determinados bairros possuem índices acima da média local, com alto risco de infestação do mosquito da dengue”. Ele ressaltou que o “levantamento é importante para o gestor municipal porque indica quais são as áreas prioritárias para implementação de medidas e ações estratégicas de controle e combate à dengue".

Durante a 44ª semana epidemiológica de 2013 - de 1º de janeiro até 2 de novembro de 2013 - foram notificados 217.885 casos suspeitos de dengue no Rio de Janeiro, com 57 óbitos. Os dados de casos notificados foram compilados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) a partir de informações inseridas no sistema pelos municípios.

A SES implementou um prontuário eletrônico para auxiliar os profissionais de saúde do no atendimento às pessoas com dengue. Após inserir os dados do paciente no sistema, o programa avalia os sintomas e indica qual o melhor tratamento a ser seguido e até aponta a necessidade de internação.
 
A campanha "10 Minutos Contra a Dengue", do governo estadual, alerta para evitar um alarme neste verão, sendo uma importante ferramenta de conscientização para a necessidade de todos se engajarem no combate ao foco do mosquito Aedes aegypti. O objetivo é estimular a população a investir dez minutos por semana para eliminar possíveis criadouros em suas casas, já que o ambiente doméstico concentra 80% dos focos.

Em uma ação inédita no país, a secretaria distribuirá até 10 mil smartphones aos municípios, para a transmissão dos dados sobre as ações de controle do mosquito transmissor. O objetivo é garantir que os municípios consigam acompanhar diariamente o trabalho dos agentes de endemia na busca por focos do mosquito.
O uso da tecnologia vai acelerar a elaboração dos relatórios com os dados coletados e permitir que o tempo de resposta para a implementação de ações de combate à dengue e atendimento aos pacientes sejam feitos mais rápido nos pontos onde houver maior necessidade.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Negros escravizados no período colonial resistiram como puderam, diz especialista


Thaís Antonio
Enviada especial da EBC
Agência Brasil

Cachoeira (BA) - Desde que os colonizadores portugueses chegaram ao Brasil, há mais de 500 anos, eles exploraram, inicialmente, a mão de obra indígena. Mas o contato com os homens brancos foi péssimo para a saúde dos indíos. Além disso, os nativos conheciam muito bem o território e fugiam com facilidade.
Por razões econômicas e também em busca de mão de obra qualificada, os portugueses começaram a trazer africanos escravizados para o Brasil. Os negros eram obrigados a vir para um país estranho, numa travessia de barco que levava meses, em condições precárias, para trabalhar forçado.
Mas as regras duras da chibata não foram aceitas sem luta. Os negros escravizados resistiram da forma que puderam. “Falar das lutas negras é falar disso, dos enfrentamentos, dos embates do outro lado do Atlântico, na travessia, do lado de cá do Atlântico. Eu costumo pensar na resistência de uma forma muito ampla”, destaca o professor Nelson Inocêncio, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade de Brasília.
Para ele, o termo que define a retirada dos negros do Continente Africano é sequestro. “Este sequestro realmente foi algo absurdo, inominável. O Brasil foi o país que mais importou população africana. Dentro daquele universo de extrema violência existiam articulações coletivas para, de alguma forma, tentar minar o sistema”, ressaltou
A resistência sempre foi a palavra de ordem de quem era forçado ao trabalho escravo. Mas não foi fácil. Os negros foram caçados e perseguidos. Por isso, procuravam não ficar sozinhos. Em comunidade, era mais fácil sobreviver.
Os locais de refúgio começaram a se formar logo após a chegada dos primeiros navios negreiros ao Brasil. Nasciam, assim, os chamados quilombos. O mais famoso deles, o Quilombo dos Palmares, em Alagoas, data do fim do século XVI. Isso quer dizer que pouco depois do início da escravidão, os primeiros negros já começaram a fugir.
A herança de quem fugiu da escravidão ainda é viva entre os quilombolas. Sirilo Rosa, presidente da Associação Quilombo Kalunga, comunidade no interior de Goiás, conta um pouco da história que já escutou. “Eu ouvia nossos antepassados falarem que tinha um lugar chamado quilombo mas que eles não sabiam onde era. [Diziam] que esse lugar chamado de quilombo era onde o pessoal que foi escravo fugia e ia pra lá”, lembra. “Era um lugar isolado e que não tinha nem estrada pra chegar. Eles saíam das casinhas deles, mas não deixavam trilha. Saíam de um lado e chegavam por outro".
A jovem quilombola Edmeia Batista Costa, da comunidade Kaonge, em Cachoeira, na Bahia, também conhece a história de quem veio antes. “A gente sabe que os antepassados lutaram muito. Muitos apanharam no chicote. Agora a gente não tem mais isso. Graças a Deus, a escravidão já acabou e eles passaram para gente o trabalho e a luta deles para a gente continuar”, conta.
O Brasil têm mais de duas mil e quatrocentas comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Elas estão espalhadas em 24 estados e se organizam de forma diferente. A maioria vive da agricultura de subsistência. Ou seja, eles produzem na roça praticamente tudo o que precisam. É o caso de dona Leotéria, lavradora Kalunga. Ela planta mandioca, arroz, milho, cana, feijão de corda, além de frutas, hortaliças e ervas medicinais.
Dona Leotéria diz que nem sempre é fácil, mas que já viveu dias mais difíceis no passado. “Já foi sofrida a nossa vida. Uma parte foi boa e outra sofrida mas, graças a Deus, nós sobrevivemos. Não tinha rodagem [estrada] por aqui, não tinha médico. A pessoa adoecia, levava para Cavalcante [um dos municípios que compõem o território Kalunga, distante 30km da comunidade] na rede”, recorda. “Hoje está melhor porque já tem médico, já tem muitas coisas. Hoje já tem até o posto [de saúde] aqui, também. Uma hora tem médico, outra hora não tem. Mas a hora que tem já serve”, resigna-se.
De acordo com a Fundação Cultural Palmares, apenas os estados do Acre e de Roraima e o Distrito Federal não contam com esses remanescentes. Mais de 200 processos de certificação ainda estão sendo analisados e mais de 500 comunidades foram identificadas pela fundação como quilombolas, mas não solicitaram a Certidão de Autodefinição, já que o primeiro passo para ser quilombola, é se reconhecer como tal.
É o famoso sentimento de identidade, como explica Juvani Jovelino, Líder Espiritual da Comunidade Kaonge, na Bahia. “Ser quilombola é você saber [a origem] os 50% do seu sangue. Não é só negro que é quilombola, porque existe branco também que é quilombola porque tem 50% do sangue que ele não procurou saber de onde vem.”

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Manejo agroecológico do solo é tema de oficina no Noroeste


Rede de Pesquisa do Rio Rural promove acesso a informação sobre técnicas de cultivo sustentável

O Noroeste Fluminense recebeu a Oficina de Manejo Agroecológico do Solo, oferecida pela Rede de Pesquisa, Inovação, Tecnologia e Serviços Sustentáveis em Microbacias Hidrográficas da Região Noroeste, formada pela Secretaria de Agricultura (por meio do programa Rio Rural, Pesagro-Rio e Emater-Rio), Sebrae-RJ e outras instituições parceiras. Para facilitar o acesso aos produtores, a atividade foi realizada em Itaperuna, na última terça-feira (12/11); e em Santo Antônio de Pádua, na quarta-feira (13/11). Os agrônomos Ana Paula Pegorer e Eiser Felippe, ambos consultores do Rio Rural, coordenaram o curso que teve a participação de 100 agricultores.

- Temos que trabalhar a favor da vida, aproveitando o ciclo natural das plantas e os recursos disponíveis no ambiente em que vivemos - disse o agricultor Francisco Carvalho Belieny, produtor agroecológico de oreliculas (hortaliças e legumes) que mora em Aperibé.

Na programação, palestras sobre manejo agroecológico do solo tropical, compostagem e conservação do solo. Na prática, a produção de um composto orgânico tipo Bokashi, que acelera o processo de regeneração do solo. A receita combina um farelo (arroz, trigo, cevada, milho) e uma torta vegetal (oleaginosas como mamona, girassol, soja, amendoim) e o agricultor pode usar os ingredientes que encontrar com mais facilidade.

- O agricultor é também um pesquisador. Ele testa ingredientes e observa os resultados, descobre o mais adequado ao solo de sua propriedade. O composto tipo Bokashi é fonte de nutrientes para as plantas, equilibra o solo e quebra o ciclo de doenças, estimula o aumento e a diversidade de organismos que vivem na terra - explicou Ana Paula, destacando os benefícios do composto.

Para os próximos meses, estão previstas outras oficinas para atender a demanda dos agricultores orgânicos e agroecológicos da região, cumprindo as metas do Plano de Desenvolvimento da Cadeia de Orgânicos, construído por técnicos e produtores durante as reuniões de trabalho da Rede de Pesquisa.

Mudança de vida

Em Pádua, a atividade aconteceu no sítio Boa Sorte, na microbacia Ribeirão dos Ourives, onde a agricultora Waldevina Jardim produz húmus, frutas e flores orgânicos, certificada pelo IBD. Aos 71 anos, ela cuida sozinha da propriedade e se orgulha da mudança que promoveu na paisagem do sítio e na própria vida.

- Aqui era tudo pasto. Tive um problema de saúde (degeneração de retina) e o médico me aconselhou a voltar para o verde. Plantei flores, frutíferas e protegi a nascente. A doença, sem cura, estacionou, para espanto dos médicos - disse Waldevina.

Ela aproveita toda matéria orgânica do sítio e não gasta com insumos. Vende as flores para empresas de buffet e igrejas da região e de Nova Friburgo. O húmus e as frutas – banana, figo, açaí – são vendidos no comércio local.
Nilo Roque Vieira Silva, agricultor de São José de Ubá, também mudou o modo produtivo. Até 2006, produzia de forma convencional, quando ele e a família foram gravemente intoxicados com o uso de agrotóxicos na couve.

- Foi um susto. Aí percebi que era preciso mudar, mas não tínhamos informação. Foi difícil, mas valeu a pena. Agora minha família está saudável e estamos felizes - afirmou.

Ele produz olerículas pelo projeto PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), do Sebrae-RJ, protegeu a nascente e vai receber uma estufa para produção de mudas e cultivo das hortaliças do Rio Rural.

- Precisamos de instrução, acesso à informação e apoio para produzir melhor e poder ficar no campo. Por isso, participo das oficinas e dos cursos. Aprendo e coloco tudo em prática - disse Nilo.

Imprensa RJ 

Roda de samba Segunda “Sem Lei”, em Miracema


Há semanas que venho escutando um samba de raiz produzido ao vivo entrando pelas janelas da minha casa em Miracema. Depois percebi que era sempre nas segundas-feiras e que começava às 7 h e terminava lá pelas 10 h. Mais depois ainda fui convidado por um amigo para frequentar o Segunda “Sem Lei”, uma animada roda de samba que se forma toda segunda-feira na Praça do Mercado. Fui com muito prazer, pois adoro samba e a Praça do Mercado mais ainda. Cresci ali juntamente com o armazém do meu pai. Fiquei maravilhado com tudo que vi por lá, a qualidade das músicas e dos músicos, o ambiente, a frequência, a temperatura do resfriamento da cerveja, enfim me agradou geral.

Aproveitei um intervalo da música para entrevistar o organizador daquela agradável roda de samba, o Guilhermão, que já conhecia de outras rodas (moda de viola), me apresentado pelo meu amigo Arthur “Veterinário”. Perguntei para o Guilhermão como foi que surgiu aquela bem sucedida roda de samba. E ele me respondeu o seguinte:

- Um dia, que por acaso era uma segunda-feira, parei aqui no bar do “Melado” depois do expediente com meu cavaquinho debaixo do braço para afogar as mágoas de um processo judicial trabalhista que haviam me impingido. Pedi uma cerveja e fiquei cabisbaixo refletindo sobre o tal processo. Não demorou muito, apareceu um percussionista com pandeiro e começou a puxar um sambinha. Como não sou músico só de moda de viola e sertanejo acompanhei o cara no samba. Daí começou a juntar gente e apareceu um cara com tam tam, outro com chocalho e o samba esquentou.  Quando deram 10 horas, o “Melado” pediu para parar o samba em respeito ao repouso da vizinhança. Achamos justo e obedecemos. Aí um gaiato da roda que estava a fim de continuar com o samba e por acaso era meu amigo e sabedor dos meus problemas com a justiça soltou esta de que aquela segunda-feira era sem lei. Mas o samba parou às 10 h. A partir daí nos reunimos aqui toda segunda-feira na frente dos bares do “Melado” (Zé do Espanhol), do Carlinhos Werneck e do Nosso Bar.

Além do Guilhermão, os músicos que se apresentam no Segunda “Sem Lei” hoje em dia são: Zezé “Morango”, Gesuino, Luizão, “Grilo”, Cléber Orsay, Thiara, Zé do “Bazar”, Mortega, Marcelo, ... E que me desculpem os demais músicos que por lá se apresentam e não tiveram seus nomes citados pela falível memória deste mortal blogueiro.