quinta-feira, 5 de junho de 2014

Atraso escolar nos municípios do Noroeste Fluminense, em 2013


A taxa de distorção idade-série corresponde aos estudantes com pelo menos dois anos de atraso escolar. Os dados referentes aos municípios do Noroeste Fluminense reunidos nas Tabelas I e II são do Censo Escolar do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ensino Fundamental

De acordo com a Tabela I, os municípios do Noroeste que apresentaram no ano passado as taxas mais baixas de distorção idade-série foram: Aperibé (17,4%), Santo Antônio de Pádua (18,7%), Natividade (19,1%), Bom Jesus do Itabapoana (19,2%), ... No outro extremo da tabela vemos Laje do Muriaé (34,2%), Miracema (33,2%), Varre-Sai (31,2%), ...

De 2012 para 2013, os municípios que mais avançaram na redução do atraso escolar foram: Varre-Sai (-10,9%), Santo Antônio de Pádua (-9,7%), Bom Jesus do Itabapoana (-6,8%), Itaocara (-6,5%), ...

No Estado do Rio, esta mesma taxa ficou em 26,3% e a redução de 2012 para 2013 foi de 3,3%.


Ensino Médio

Em 2013, as taxas de distorção idade-série mais baixas registradas na região foram as de Aperibé (20,8%), Natividade (21,3%), Itaocara (22%), Santo Antônio de Pádua (22,4%), ... Enquanto as mais elevadas foram as de Laje do Muriaé (39,4%), Varre-Sai (36%), São José de Ubá e Miracema (35,7%), Cambuci (34,5%), ...

Municípios que mais avançaram na redução desta taxa de 2012 para 2013: Aperibé (-22,1%), Cambuci (-17,3%), Santo Antônio de Pádua (-14,5%), Porciúncula (-14,3%), ...

No Estado do Rio, esta taxa de atraso escolar no ano passado foi de 32,6%. De 2012 para 2013, a redução desta taxa no estado foi de 9,2%.

No site do Inep estas informações são mostradas com mais detalhes. Link para o site do Inep

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Começam as obras para prevenir enchentes no Norte e Noroeste fluminense

Evento em Santo Antônio de Pádua terá a participação do governador Pezão

As obras para prevenir enchentes nas regiões Norte e Noroeste Fluminense terão início, nesta quinta-feira (5/6), no município de Santo Antônio de Pádua. O evento terá a participação do governador Luiz Fernando Pezão e do secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho. As intervenções para mitigação das cheias dos rios Pomba e Muriaé beneficiarão cerca de 200 mil moradores de Italva, Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Cardoso Moreira e Itaperuna, cidades que receberão a visita do governador nesta quinta-feira.

O governador Luiz Fernando Pezão destacou a importância da obra.

- Vamos, enfim, tirar esses projetos do papel e acabar de vez com as enchentes que causam há décadas tantos danos e sofrimento aos moradores da região – afirmou o governador.


Segundo o secretário Carlos Portinho, a população de Italva, Cardoso Moreira e Santo Antônio de Pádua começarão a sentir os efeitos das obras já no próximo verão (2015).


- Os moradores desses municípios não podem mais conviver com o pesadelo de novas enchentes quando chega o verão, e nós todos não podemos mais uma vez contar números de desabrigados, feridos e mortos – disse o secretário, ressaltando que, em 2012, as chuvas deixaram 19 mortos, mais de 12 mil desalojados e 3.340 desabrigados.


As enchentes causam impactos social e ambiental e grandes prejuízos à economia dos municípios. Segundo dados de pesquisa realizada pela Firjan, só em janeiro de 2012, as chuvas causaram um prejuízo de R$ 30 milhões às empresas que atuam na região.


Mitigação das cheias


As obras terão investimentos do Estado de R$ 653 milhões, e compreendem a construção de duas barragens e dois extravasores. Há também obras de derrocamento (retirada de pedras) e de desassoreamento (retirada de areia, lama), drenagem e urbanização.


As duas barragens para o controle de cheias e dois extravasores no Rio Muriaé serão construídos antes das cidades de Laje do Muriaé e de Itaperuna. Dentro dos limites urbanos serão executadas obras de derrocamento e desassoreamento, drenagem e urbanização ao longo do leito dos dois rios.


As barragens e os extravasores têm por finalidade desviar, em momentos de fortes chuvas, as águas excedentes do Rio Muriaé – que corta as cidades de Laje do Muriaé, Italva, Cardoso Moreira e Itaperuna – para fora dos seus limites urbanos. As águas excedentes serão desviadas para um canal, retornando para o leito do rio em trecho após as cidades.


Os eventos acontecem nos seguintes locais:


- Avenida José de Alencar Leite- Ponte Paulino Padilha, Santo Antônio de Pádua (13h)


- Praça Padre Martins, Laje de Muriaé (14h).


- Campus V Unig – BR-356, Km 02, Itaperuna (15h).


- Rua Cel. Luiz Sales, Centro (dentro do estacionamento grande no centro da cidade), Italva (16h).


- Rua Dr. Salo Brand – cabeceira da ponte Salo Brand, Cardoso Moreira (17h).


Imprensa RJ 
 

Número de produtores de flores no estado cresce 49% em cinco anos

No Noroeste são 17 produtores distribuídos entre  Santo Antonio de Pádua, Varre-Sai, Bom Jesus do Itabapoana, Miracema, Itaperuna e Porciúncula.

A floricultura vem ganhando espaço na agricultura do Estado do Rio de Janeiro e atraindo novos produtores. Dados divulgados pela Emater-RJ (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio) revelaram que o número de produtores de flores cresceu 49% nos últimos cinco anos, passando de 686 para 1.020.

Além de ocupar as áreas já tradicionais de produção, como os municípios das regiões Serrana e Metropolitana, a atividade está se expandindo para o interior do estado. No Noroeste, as condições climáticas favoreceram o cultivo de orquídeas, plantas ornamentais e flores tropicais. Antes, apenas quatro produtores de Santo Antonio de Pádua e Varre-Sai se dedicavam à floricultura. Hoje este número saltou para 17, distribuídos também nos municípios de Bom Jesus de Itabapoana, Miracema, Itaperuna e Porciúncula.

De acordo com Nazaré Dias, coordenadora do programa Florescer, da Secretaria de Agricultura, o crescimento é resultado dos incentivos de crédito, capacitação e tributação do Governo do Estado, que ajudaram a atrair novos empreendedores, elevando a área de produção em 35%.

- Na Região Metropolitana, o número de produtores passou de 140 para 359. Esses municípios respondem por 80% das plantas ornamentais cultivadas no estado - explicou a coordenadora.

O aumento no número de produtores e novas tecnologias já levaram o Rio de Janeiro ao posto de segundo polo de produção nacional de flores e plantas ornamentais.

Com informações da Imprensa RJ

terça-feira, 3 de junho de 2014

Evolução dos IFDMs dos Municípios do Noroeste Fluminense - 2011

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) calculou o Índice Firjan de Desenvolvimento dos Municípios (IFDM) de 2011 e recalculou os de 2005 a 2010 conforme a metodologia empregada no cálculo do de 2011.

De acordo com os IFDMs dos municípios do Noroeste reunidos na tabela abaixo, os  municípios que apresentaram avanço no Índice foram: Aperibé (9,56%), Italva (4,03%), Miracema (2,43%), Santo Antônio de Pádua (1,72%) e Itaocara (0,32%).

Santo Antônio de Pádua apresentou o melhor IFDM da região, sendo seguido por Itaperuna, Aperibé, Itaocara, Miracema, ...

Na postagem abaixo desta ou neste link aqui, a Firjan Noroeste faz uma detalhada análise a respeito dos IFDMs dos municípios do Noroeste, assim como demonstra os critérios utilizados e fornece outros esclarecimentos.

Percentual de alunos com aprendizado adequado das escolas públicas dos municípios do Noroeste Fluminense - 2011

A plataforma de dados QEDU disponibiliza uma série de informações a respeito da educação no Brasil. O portal é uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação.

Nas tabelas I e II abaixo, foram reunidas informações relativas a aprendizado adequado dos alunos das escolas públicas estaduais e municipais dos municípios do Noroeste Fluminense que participaram da Prova Brasil, extraídas do referido portal, para possibilitar comparações da educação oferecida pelas escolas públicas da região. Os alunos do 5º e 9º anos de quase todas as escolas públicas são avaliados a cada dois anos pela Prova Brasil. Participam da Prova Brasil escolas públicas federais, estaduais e municipais, com pelo menos 20 alunos no 5º ano ou 9º ano.  

 A proporção de alunos com o aprendizado adequado é calculada com base no desempenho em leitura e interpretação (Português) e resolução de problemas (Matemática).

Conforme a Tabela I, os municípios do Noroeste que apresentaram os melhores percentuais de alunos com aprendizado adequado na Prova Brasil 2011 foram:

Português

  • 5º ano: Italva (63%), Miracema (55%), Itaocara (54%), Santo Antônio de Pádua (53%), ...
  • 9º ano: Cambuci (70%), Santo Antônio de Pádua (42%), Itaocara (41%), Laje do Muriaé (34%), ...

Matemática

  • 5º ano: Italva (64%),Itaocara (55%),Miracema (55%), Santo Antônio de Pádua (54%), ...
  • 9º ano: Cambuci (68%), Laje do Muriaé (38%), Itaocara (32%), Santo Antônio de Pádua (31%), ,...


De acordo com a Tabela II, os municípios do Noroeste que apresentaram os melhores pontos de avanços de alunos com aprendizado adequado nas Provas Brasil 2007 a 2011 foram:

Português

  • 5º ano: Italva (29%), Natividade (18%), Itaocara (16%), Bom Jesus do Itabapoana (7%), ...
  • 9º ano: Cambuci (54%), Laje do Muriaé (21%), Bom Jesus do Itabapoana (19%), São José de Ubá (14%),  ...

Matemática

  • 5º ano: Italva (43%),Itaocara (22%),Natividade (14%), Santo Antônio de Pádua (14%), ...
  • 9º ano: Cambuci (55%), Laje do Muriaé (27%), Italva (19%), Aperibé (16%), ...

  
Maiores informações podem ser obtidas no Portal QEDU. Link para o QEDU.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

FIRJAN: são do Noroeste Fluminense 8 das 10 cidades que mais evoluíram em Educação no RJ

Santo Antonio de Pádua lidera o ranking da região do Índice FIRJANde D esenvolvimento Municipal (IFDM). Aperibé alcançou a melhor avaliação em Educação de todo o estado

Itaperuna, 2 de junho de 2014

O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), criado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) para acompanhar a evolução dos 5.565 municípios brasileiros, revelou em sua 6ª edição que o Noroeste Fluminense é destaque na vertente Educação, com oito municípios entre os dez melhores no ranking estadual. Apesar dos bons resultados nesse quesito, a região não apresenta nenhum município classificado como de alto desenvolvimento.

O município de Santo Antônio de Pádua obteve melhor IFDM consolidado da região (0,7851), apresentando crescimento em todas as vertentes analisadas. A cidade ficou em 12º lugar no ranking geral das cidades fluminenses.

Com recorte municipal e abrangência nacional, o IFDM avalia as condições de Educação, Saúde, Emprego e Renda de todos os municípios brasileiros. O índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada cidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento.

Os resultados obtidos têm base em informações oficiais dos ministérios da Educação, Saúde, Trabalho e Emprego. Nesta edição foram utilizados os dados de 2011, o que permite a comparação do desenvolvimento dos municípios com o ano de 2010 - último ano da primeira década do século XXI. A metodologia foi aprimorada para captar os novos desafios do desenvolvimento brasileiro na segunda década do mesmo século.

Segunda colocada na região, Itaperuna (IFDM 0,7776) recuou 0,1% frente a 2010, por conta do indicador Emprego e Renda. No outro extremo da classificação regional, Cambuci caiu 24 colocações no ranking estadual por conta de grande recuo em Emprego e Renda, que passou de regular para baixo desenvolvimento, e Educação. A cidade apresentou crescimento apenas na vertente Saúde, passando de regular para moderado desenvolvimento. Varre-Sai (IFDM 0,5717) ficou com a última colocação do Noroeste, registrando queda nos três indicadores.

Destaque no IFDM-Educação, Aperibé garantiu a pontuação mais alta do estado nessa vertente: 0,8940. O município também apresentou o maior variável de crescimento do Noroeste face à edição anterior (9,6%), subindo 13 posições no ranking do estado. Na região, é a terceira com melhor colocação.

No indicador Emprego e Renda, por sua vez, os municípios do Noroeste se concentraram nas classificações mais baixas: três apresentam baixo desenvolvimento, sete desenvolvimento regular e três desenvolvimento moderado. Sete cidades tiveram queda no indicador, com destaque para Cambuci, Natividade, Bom Jesus do Itabapoana e Varre-Sai. Já no IFDM-Saúde, a maioria dos municípios está classificada com desenvolvimento moderado. Três apresentam alto desenvolvimento – Santo Antônio de Pádua, Itaperuna e Natividade - e dois, IFDM regular.

Ao analisar o IFDM consolidado, nota-se que a região teve um aumento no número de municípios classificados como de desenvolvimento regular. Em 2010, era apenas um (Laje do Muriaé). Os demais estavam no patamar moderado. Em 2011, Laje do Muriaé continuou como regular e Cambuci e Varre-Sai caíram de desenvolvimento moderado para regular.

No ranking geral do estado do Rio, Resende ocupa a primeira posição, com 0,8349 ponto. Em seguida, está Volta Redonda, que se destacou por ser a única cidade a registrar alto nível de desenvolvimento nas três vertentes analisadas pelo IFDM, status conquistado por conta do expressivo avanço no IFDM-Emprego e Renda e à melhora no IFDM-Educação. Já a terceira colocação no ranking estadual é ocupada por Nova Friburgo, seguida do município do Rio de Janeiro, que também ultrapassou a fronteira do alto desenvolvimento devido, principalmente, ao avanço da variável Educação. Entre as capitais brasileiras, o Rio é a 9ª melhor colocada. Japeri manteve-se na última colocação no ranking do estado do Rio.  

Brasil avança em Educação e Saúde e mantém nível de desenvolvimento moderado

Em um cenário nacional de desaceleração da geração de empregos e menor crescimento da renda, o IFDM revelou que a Educação e a Saúde foram os grandes destaques para que o Brasil mantivesse em 2011 o nível de desenvolvimento moderado observado na última década. O avanço nas duas vertentes fez com que o país atingisse 0,7320 pontos no índice, um crescimento de 1,8% na comparação com 2010.

O IFDM-Educação atingiu 0,7355 pontos em 2011 e foi o indicador que mais cresceu em relação ao ano anterior (3,9%). O crescimento ocorreu em 81% dos municípios e refletiu, principalmente, o aumento das notas do Ideb em 3.918 cidades (70,4% do total). O resultado fez com que a maioria dos municípios (54,8%) ficasse com desenvolvimento moderado nesta vertente, enquanto 25% atingisse o alto desenvolvimento. Ainda assim, 20% do país apresenta indicadores de educação regulares ou baixos.

O IFDM-Saúde cresceu 2,1% em 2011, atingindo 0,7387 pontos e com melhora no indicador em 65% dos municípios. Os resultados refletem a evolução de todas as variáveis que compõem o IFDM-Saúde, em especial do indicador de internações sensíveis à atenção básica, que teve um incremento de 3,6%. Analisando essa vertente, o número de municípios com alto desenvolvimento subiu de 1.415 para 1.583, com destaque para as regiões Sul e Sudeste. Apesar da melhora, o número de municípios com baixo desenvolvimento no IFDM-Saúde é dez vezes maior do que o observado no IFDM-Educação. Somente as regiões Norte e Nordeste reuniram 260 dos 303 municípios de baixo desenvolvimento nesta área.

Já o IFDM- Emprego e Renda foi o único que recuou em 2011, passando de 0,7261 para 0,7219 pontos (-0,6%). O número de municípios com alto desenvolvimento caiu de 124 para 97, enquanto o de municípios com baixo desenvolvimento aumentou de 1.624 para 1.686. Os dados refletem a desaceleração da economia brasileira naquele ano, quando o saldo de geração de postos de trabalho com carteira assinada foi 23% inferior ao registrado no ano anterior.

No resultado geral, 3.653 (66,7%) cidades iniciaram a nova década em situação melhor do que terminaram a passada, sendo que apenas 332 (6,0% do total) alcançaram o nível de alto desenvolvimento. No ranking nacional do IFDM, houve a predominância total de São Paulo nas 10 primeiras colocações. Neste grupo, praticamente todas as cidades apresentaram alto desenvolvimento nas três áreas analisadas. A primeira cidade colocada no ranking foi Louveira (SP), com 0,9161 pontos, seguida de São José do Rio Preto (SP), com 0,9156. Nas duas últimas posições do ranking nacional estão Santa Rosa do Purus (AC), com 0,2819 pontos, e Atalaia do Norte (AM), com 0,2916 pontos.

Entre as capitais brasileiras, Curitiba (PR) ocupou novamente o topo do ranking, enquanto São Paulo (SP) e Vitória (ES) alternaram suas posições. A capital paulista assumiu a segunda colocação por manter um bom desempenho na vertente Emprego e Renda, indo na contramão das demais capitais que, em grande maioria, apresentaram recuo na geração de empregos. Estas três cidades e Palmas (TO), quarta colocada no ranking das capitais, integram o rol dos 100 maiores IFDMs do Brasil.

Nível de desenvolvimento ainda é desigual no país

Os níveis de desenvolvimento encontrados nos municípios brasileiros continuam dividindo o Brasil em dois. De um lado estão as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, que possuem 60% das cidades brasileiras e dominaram os 500 maiores IFDMs do país, com 98,6% de participação. Do outro estão as regiões Norte e Nordeste, que respondem por 40% das cidades brasileiras e predominaram entre as 500 posições mais baixas do ranking, com 94,4% de participação.

O resultado aponta que o número de óbitos mal definidos dos municípios menos desenvolvidos é três vezes pior e a taxa de internações evitáveis por ação da atenção básica é quase o dobro da observada nos municípios mais desenvolvidos. Em Educação, as taxas de abandono escolar entre os 500 maiores IFDMs são dignas de países desenvolvidos, menores do que 1%, e contrastam com as taxas dos 500 menores, seis vezes piores. Outro ponto que ressalta a desigualdade entre as regiões é o contraste do mercado de trabalho, onde há municípios capazes de empregar formalmente mais de 40% da sua população em idade ativa e outros que não chegam a um décimo.

Levando em consideração o ritmo de desenvolvimento registrado no país desde 2005, considera-se que o grupo dos 500 piores IFDMs está 13 anos atrasados em relação aos padrões de desenvolvimento encontrados nos municípios que ficaram no topo do ranking. De acordo com o estudo, essas cidades menos desenvolvidas ainda não chegaram ao século XXI.

Nova metodologia para os desafios do século

Nesta edição, a metodologia do IFDM foi aprimorada. Um dos objetivos foi situar o Brasil no mundo, buscando padrões de desenvolvimento encontrados em países mais avançados e utilizando-os como referência para os indicadores nacionais. Também foi feita a atualização de metas e parâmetros brasileiros, tornando 2010 o ano de referência para o estudo.

Entre as áreas de desenvolvimento, a Saúde ganhou o componente “Internação sensível à atenção básica”. O indicador acompanha as internações hospitalares que poderiam ter sido evitadas caso os serviços de atenção básica de saúde tivessem sido efetivos, como, por exemplo, as internações por anemia, hipertensão ou diabetes. Foram também incorporados parâmetros internacionais para as taxas de óbitos infantis e aumentadas as exigências com relação ao atendimento às gestantes e à identificação de óbitos.

Em Emprego e Renda foram introduzidos os conceitos “Desigualdade” e “Absorção da mão de obra local”. O primeiro indicador incorpora ao cálculo do IFDM o índice de Gini - medido a partir da remuneração dos trabalhadores com carteira assinada - e assim é possível avaliar a concentração da renda gerada no mercado de trabalho local. Já o conceito “Absorção da mão de obra local” mede a capacidade do município de absorver a população local, através da relação entre o estoque de trabalhadores com carteira assinada e a população em idade ativa. Nesta vertente, também foi substituída a variável salário pela massa salarial, de forma a captar a relevância econômica do município e o seu potencial de servir como vetor de desenvolvimento para outras cidades.

No IFDM Educação não houve inclusão de variáveis, mas sim a atualização dos parâmetros de desenvolvimento, que passaram a se basear no ano 2010, em metas de governo e em padrões internacionais. Dessa forma, foram reforçadas as exigências quanto à formação de professores e ao atendimento em creches e pré-escolas, bem como às taxas de abandono e de distorção idade-série.
Acesse www.firjan.org.br/ifdm para obter a íntegra do estudo, tabelas, rankings e análise dos estados.
 
Assessoria de Imprensa Itaperuna

Habitantes do Estado do Rio têm melhora no padrão de vida

Índice de Desenvolvimento Estadual (iRS) apontou melhora em todos os quesitos, que incluem educação e longevidade e segurança

A qualidade do padrão de vida dos moradores do Estado do Rio de Janeiro foi reconhecida pelo Índice de Desenvolvimento Estadual (iRS), que classificou os resultados do Estado como um dos mais emblemáticos, por ter avançado 10 posições, da 16ª para a sexta, na colocação geral do estudo. O Rio de Janeiro apresentou melhora em todos os quesitos, que também incluem educação e longevidade e segurança.

– A melhora do ambiente de negócios criado no Rio de Janeiro nos últimos anos vem contribuindo diretamente para a melhora da qualidade de vida dos cidadãos fluminenses. O Estado atraiu cerca de R$ 210 bilhões em investimentos entre 2007 e 2014, que foram decisivos para a geração de mais emprego e renda para os moradores de todas as regiões do Rio – explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno.

O índice de padrão de vida do estudo, criado pela parceria entre o jornal Zero Hora e a Puc-RS, mede a qualidade de vida das pessoas no que se refere aos bens materiais, usando como parâmetro a renda. Nesse ponto, o Rio de Janeiro apresentou melhora de 18,67% no padrão de vida, ficando acima da média do Brasil. Também entre os quesitos avaliados pelo estudo, longevidade e segurança foi o indicador do Estado que apresentou maior crescimento de 2006 a 2012, com alta de 84,73%. Em seguida aparece a educação, que avançou 29,38%.

Os principais indicadores oficiais de mercado de trabalho divulgados recentemente são um exemplo dos motivos que levaram à boa classificação do Rio no estudo. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, entre 2007 e 2014 foram gerados quase um milhão de empregos formais (com carteira assinada) no Estado do Rio de Janeiro, considerando apenas as vagas abertas pela iniciativa privada – não são contabilizados os empregos públicos.

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem os melhores indicadores no que diz respeito ao rendimento dos trabalhadores, entre as seis regiões pesquisadas pelo IBGE. A renda da indústria no Estado chegou, em abril desse ano, a R$ 2.192,30, com alta de 4,4% em relação a abril de 2013, se confirmando como o maior rendimento do País. No setor industrial, o Rio já ultrapassou São Paulo e registrou renda de R$ 2.346,10.

Ainda segundo o IBGE, o mercado de trabalho da Região Metropolitana do Rio está cada vez mais aquecido, apresentando os mais altos rendimentos do Brasil. De acordo com os últimos resultados divulgados pelo Instituto, relativos ao mês de abril, a taxa de desemprego do Rio, de 3,5%, é a segunda menor entre as regiões pesquisadas, acima apenas de Porto Alegre (3,2%). A taxa mostrou significativo recuo em relação ao mesmo mês de 2013, quando era de 4,8%. 

Link para os gráficos dos Índices que compõem o iRS Geral (Índice de Padrão de Vida, Índice de Educação e Índice de Longevidade e Segurança).

Imprensa RJ, exceto o gráfico e link para os demais gráficos, que foram incluídos pelo blog.