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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Noroeste Fluminense perde mais de mil campos de futebol dos remanescentes da Mata Atlântica em 12 anos


Conforme os dados divulgados no Atlas dos Municípios, compilados pela Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, o Noroeste Fluminense perdeu 1.004 hectares dos remanescentes da Mata Atlântica, no período 2013-2025. Tendo em 2015 e 2014 os anos mais críticos em devastação do bioma na região neste período, nos quais foram registrados desmatamentos de 657 ha e 439, respectivamente. A partir de 2018 iniciou-se um período de estabilidade e regeneração, mas em 2024 e 2025 voltaram os desmatamentos. A cobertura do bioma na região representa apenas 5,77% do território, o índice mais baixo de todas regiões do estado do Rio de Janeiro.

Os fluxos dos mananciais de águas, que dependem fundamentalmente destes parcos remanescentes, prestam serviços ambientais importantes como a proteção de mananciais hídricos, a contenção de encostas, a temperatura do solo e a regulação do clima, já que regiões arborizadas podem reduzir a temperatura em até 2º C. 


Entre os municípios da região, apenas Varre-Sai e São José de Ubá registraram crescimento do bioma no período (226 ha e 44, respectivamente).


Varre-Sai detém a maior reserva de remanescentes da Mata Atlântica na região (10,77%), em seguida Lajje do Muriaé (10,11%), Miracema (9,85%), Porciúncula (9,20%).


 
 

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